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Como é Feita A Mediação Entre O Profissional Assistente Social E A Demanda Por Ele Atendida Nessa Perspectiva De Universalização Do Aceso Aos Direitos Sociais?

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Por:   •  26/5/2014  •  1.186 Palavras (5 Páginas)  •  6.580 Visualizações

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Questão

Enfatizamos a atuação do Assistente Social na contemporaneidade pautado em seu código de ética e no projeto ético político a partir do movimento de reconceituação, superando a visão unilateral que havia sobre a profissão. É neste terreno de contradições que os assistentes sociais pautados neste projeto e sem abrir mão da crítica, fazem de seu cotidiano um agir comprometido com a universalização do acesso aos direitos, enfocando a legitimação social da profissão. Contudo, é na defesa da efetivação dos direitos que os assistentes sociais são capazes de criar caminhos estratégicos, visando à construção de vias de igualdade, tendo claro que no modo de produção capitalista a cidadania aparece de forma camuflada e contestadora – haja vista que a verdadeira cidadania está atrelada à universalização do acesso, equidade, justiça social e políticas sociais como direito. Como é feita a mediação entre o profissional assistente social e a demanda por ele atendida nessa perspectiva de universalização do aceso aos direitos sociais?

Os subterfúgios para o enfrentamento da questão social têm sido direcionados por projetos sociais distintos, que governam a estruturação e a implementação das políticas sociais públicas e que convivem em constante luta no seu interior. Vive-se um stress entre a defesa dos direitos sociais e a mercantilização e refilantropização do atendimento às demandas sociais, com claras implicações nas condições e relações de trabalho do assistente social.

O primeiro projeto, de cunho universalista e democrático aposta no avanço da democracia, baseado nos preceitos da participação e da averiguação popular, da universalização de todos os direitos, precavendo a gratuidade no indício aos serviços, a integralidade das ações voltadas ao direito da cidadania de todos na perspectiva da igualdade. Pensar a defesa dos direitos requer confirmar a prioridade do Estado enquanto direito fundamental à sua universalização na conduta das políticas públicas, o respeito ao acordo federativo, fomentando a descentralização e a democratização das políticas sociais no acolhimento às necessidades das maiorias. Envolve partilha e deslocação de poder, acertando instrumentos de democracia direta e democracia representativa o que ressalta a importância dos espaços públicos de representação e negociação. Digamos, portanto, conscientizar a participação, honrando a gestão como arena de interesses que devem ser reconhecidos e negociados.

O Serviço Social brasileiro contemporâneo exibe uma aparência acadêmica profissional e social reformado, voltada à defesa dos trabalhadores e do trabalho, do amplo caminho a terra para a produção de meios de vida, a responsabilidade com a afirmação da justiça social, da democracia, da igualdade, da liberdade, e no terreno da história. Nessa convergência social, a batalha pela afirmação dos direitos de cidadania, que reconheça as efetivas demandas e interesses dos sujeitos sociais, é importante como parte do processo de acoplação de forças em direção a uma forma de desenvolvimento social inclusiva para os indivíduos sociais.

O trâmite de renovação crítica do Serviço Social é fruto e expressão de um grande movimento de lutas pela democratização da sociedade e do Estado no país, com forte registro das lutas operárias, que incentivaram a crise da ditadura militar: a ditadura do grande capital. Foi na condição de ascensão dos movimentos políticos das classes sociais, das lutas em prol da elaboração e aprovação da Carta Constitucional de 1988 e da defesa do Estado de Direito, que a classe de assistentes sociais foi socialmente questionada pela prática política de diferentes segmentos da sociedade civil. E não ficou a mercê desses acontecimentos, impulsionando um processo de suspensão com o tradicionalismo profissional e suas idéias conservadoras. Este processo regula o horizonte de preocupações emergentes no espaço do Serviço Social, cobrando novas respostas profissionais, o que ocasionou em significativas alterações nos campos do aprendizado, da regulamentação da profissão, da pesquisa, e da organização político-corporativa dos assistentes sociais.

Nesse deslize de tempo, o Serviço Social brasileiro construiu um projeto profissional radicalmente inovador e crítico, com ideais históricos e teórico-metodológicos hauridos na tradição marxista, escorados em valores e princípios éticos radicalmente humanistas e nas particularidades da formação histórica do país. Ele abrange materialidade no conjunto das regulamentações profissionais: o Código de Ética do Assistente Social (1993), a Lei da Regulamentação da Profissão (1993) e as Diretrizes Curriculares norteadoras da formação acadêmica. Os assistentes sociais executam nas manifestações mais pertinentes das questões sociais, assim como se expressam na vida dos sujeitos sociais de distintos segmentos das classes subalternas em sua relação com o bloco do poder e nas iniciativas em conjunto pela efetivação ,conquista,

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