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JOGOS NA EDUCAÇÃO INFANTIL

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Por:   •  1/10/2013  •  3.100 Palavras (13 Páginas)  •  692 Visualizações

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INTRODUÇÃO

Este texto discutirá sobre um importante recurso muito utilizado pelas professoras na Educação Infantil, o jogo. Seu objetivo principal é apresentar a importância dos jogos na educação escolar das crianças especialmente como um importante recurso na aquisição de aprendizagens importantes por parte das crianças naquele nível de ensino.

O trabalho está subdividido de maneira a apresentar, ainda que brevemente, em um primeiro momento qual o significado de jogo, deixando muito bem marcada a sua diferença em relação ao esporte de maneira a evitar a confusão que normalmente é feita entre os dois e ainda explicitando a importância do jogo como um importante fenômeno humano. Em seguida são explicitadas as relações existentes entre o jogo e o lúdico que chegam a tornar os dois quase que sinônimos, deixando claras as características típicas da ludicidade como a imaginação e a fantasia, compondo assim um elemento intrínseco ao comportamento humano. Na terceira parte é abordado como os jogos lúdicos podem ser utilizados como mediadores da aprendizagem de conceitos, conteúdos e valores por parte dos alunos da Educação Infantil, criticando ainda a maneira utilitarista que alguns professores enxergam os jogos lúdicos como atividades recreativas, de entretenimento e/ou acessórias. Aponta o jogo lúdico como fenômeno tributário do desenvolvimento humano que é capaz de ensinar símbolos e ritos sociais e transmitir toda a cultura de um povo mediante sua simples realização, deixando claro que o professor precisa criar as condições para que essa aprendizagem ocorra, uma vez que ela não será alcançada por acaso ou por sorte.

1. SIGNIFICADO DE JOGO

Antes de começar a contar um pouco do processo de criação do jogo é importante destacar que a história do jogo corresponde a uma construção humana que envolve fatores sociais, econômicos e culturais da mesma forma que a história de uma maneira geral (ALVES, 2003).

De acordo com Pavía (2005) a palavra jogo tem sido utilizada em várias ‘situações e contextos podendo assumir diferentes sentidos e significados na arte, na economia, na psicologia, na política, no esporte, na vida cotidiana, entre outros.

No dicionário Michaelis On Line é comprovada essa variedade de conceitos para a expressão jogo:

1 Brincadeira, divertimento, folguedo. 2 Passatempo, em que de ordinário se arrisca dinheiro, ou outra coisa. 3 Divertimento ou exercício de crianças, em que elas fazem prova da sua habilidade, destreza ou astúcia. 4 Maneira de jogar. 5 Conjunto de regras a observar, quando se joga. 6 Cartas ou peças distribuídas a cada parceiro e com que ele deve jogar. 7 Lance que cada jogador faz ou tem de fazer. 8 Disposição, estado ou valor das cartas ou peças do jogo. 9 Cartas ou peças para jogar. 10 Entrada, parada. 11 Vício de jogar. 12 Cada uma das partidas em que se divide um certame. 13 Aposta. 14 Especulação de bolsa. 15 Mec Espaço livre entre duas peças, tais como eixo e mancal, ou êmbolo e cilindro; folga, interstício, luz. 16 Movimento das peças de um mecanismo. 17 Cada uma das duas partes da armação da carruagem a que pertence um eixo: Jogo dianteiro e jogo traseiro. 18 Mec Conjunto ou série de peças, da mesma espécie, que fazem parte de um mesmo mecanismo, máquina etc., como o jogo de pesos de uma balança; um jogo de molas etc. 19 Dito engraçado. 20 Ludíbrio. 21 Manobra, astúcia, intenção reservada, manha. 22 Bilhetes e cautelas da loteria. 23 Nome de vários aparelhos de Física. 24 Náut Balanço do navio de um a outro bordo. 25 gír Capoeiragem. 26 Reg (Oeste de São Paulo) Certo carrapato pequeno. 27 Manejo de arma branca [...].

O significado que será assumido neste texto é de uma atividade com início, meio e fim que envolva mais de um jogador que interagem voluntariamente entre si de maneira cooperativa ou competitiva. Algumas características importantes que definem o significado de jogo aqui assumido são: a existência de poucas e simples regras; a possibilidade de modificação das regras em comum acordo; a ludicidade; o prazer proporcionado; a liberdade; a reconstrução do jogo; a criatividade; e a ausência de tempo pré-determinado e de local para acontecer.

De uma maneira geral confunde-se muito o jogo com esporte sendo que o segundo refere-se a um tipo específico de atividade que além de depender das condições nas quais ele acontece, isto é, local, material e equipamentos envolvidos, ele precisa corresponder a uma atividade competitiva e que esteja sob a tutela de uma entidade oficial (BARBANTI, 2006).

Sendo assim há o entendimento neste texto de que

Os jogos são uma forma tipicamente humana de brincar envolvendo a ritualização de papéis e a regulação de determinados cenários. Nos jogos as seqüências imprevisíveis características das brincadeiras são transformadas em um ciclo repetitivo e ritualizado de ação com início, meio e fim (PONTES; MAGALHÃES, 2002, p. 214).

Na opinião de Faria Junior, (1996)

[...] O jogo assume uma importância particular por dar a cada individuo a possibilidade de se exprimir graças a pratica Indica de significados inconscientes. Os concertos de simbolismo e de sublimação ofereceriam a todos uma possibilidade de exercer uma catarse, uma forte de descarga autorizada pela sociedade das pulsões, desejos, ou fantasmas proibidos pelas normas culturais. O jogo torna-se assim um meio para revelar fenômenos em relação ao desenvolvimento e para curar desordens mentais. A escala das medidas ludoterapêuticas vai da auto-cura através do jogo livre, passando pela aquisição de habilidades sociais, até a enculturação [...] (p. 50).

João Batista Freire (2005) consegue apresentar a dimensão exata que o jogo chega a ocupar na vida dos seres humanos:

No começo de nossa vida o jogo nos guiava como uma divindade: absoluto, mas pouco percebido. Nem sabíamos que jogávamos. Por pouco não nos esquecíamos de voltar ao mundo real e ficávamos a mercê do Senhor do Jogo para sempre. Nem sei como lhe escapamos. Depois, veio o amadurecimento e o jogo acalmou-se, ficou um tanto morno, meio esquecido, porém, sempre à espreita. E agora, nessa última fase da vida, volta a ser arrebatador, como se não houvesse mais motivos disponíveis para se esquivar de jogar ou de ser jogado (p. 10).

Jelinek (2005) afirma que “[...] os jogos sempre estiveram presentes, com maior ou menor destaque, na educação de crianças e jovens [...]” (p. 27), mas a questão que pretende-se discutir a seguir

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