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Principais Engenheiros De Pontes No Brasil

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Por:   •  9/5/2013  •  4.363 Palavras (18 Páginas)  •  542 Visualizações

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Quem construiu o Brasil moderno Ao longo do tempo – de todo o tempo em que a história da Engenharia brasileira começou a ser escrita com valores próprios – tem sido grande o número de engenheiros e empresas, das mais diversas áreas de atividades, que se têm destacado pela criatividade e pioneirismo das soluções adotadas nos projetos e nas obras que executaram, além de administradores públicos que deixaram um legado expressivo

O universo é amplo e ampliar-se-ia ainda mais se incluídos os nomes de arquitetos e projetistas de engenharia, que mediante a ousadia de suas idéias e propostas estimularam e desencadearam esse processo. Inserem-se aqui os administradores públicos que tiveram visão de estadista e contribuíram para materializar ousados projetos de infra-estrutura. Cabe lugar de relevo aos pioneiros na fabricação de máquinas e equipamentos, além de bens de capital e fornecedores de insumos que ajudaram a proporcionar extraordinário impulso à Engenharia e à Construção brasileiras.

Da época da instalação das grandes siderúrgicas, que alteraram o modelo e as possibilidades de crescimento do País; da fase da abertura dos eixos rodoviários de penetração; da criação de Brasília, na ação desenvolvimentista de Juscelino Kubitschek; e da construção das grandes barragens até o completo domínio da tecnologia off shore, muitos nomes ajudaram a construir essa história, ensejando também o aparecimento de notáveis lideranças setoriais. A revista O Empreiteiro relaciona numerosas personalidades, reconhecendo, entretanto, as inevitáveis lacunas. O País e sua Engenharia devem muito ao espírito desses pioneiros.

Os pioneiros

Antônio Alves Noronha , contemporâneo de Maurício Joppert da Silva, Octávio Cantanhede, Claúdio Poland e outros, formado pela Escola Nacional de Engenharia da então Universidade do Brasil e trabalhou com Emílio Baumgart. Mestre da arte de grandes estruturas, ele publicou notáveis trabalhos técnicos e projetou inúmeras obras, incluindo edificações, pontes, e viadutos. Exemplos: a ponte sobre o rio das Antas, no Rio Grande do Sul, com 186 m de vão, recorde mundial do gênero, em arco com estrado intermediário;

Antônio Alves de Souza , formado pela Escola de Minas de Ouro Preto, deu os primeiros passos para a fundação da Chesf, da qual se tornou o primeiro presidente;

Arthur Souto Maior Filizzola, especializado em Mecânica dos Solos e Tecnologia do Concreto, que teve participação importante em obras tais como as hidrelétricas de Três Marias e Foz do Areia, termelétrica Jorge Lacerda, além de aturar na construção de pontes e em obras ferroviárias;

Augusto Carlos de Vasconcelos, formado pela Politécnica em 1946, fundador, em 1957, da primeira fábrica de estruturas de pré-moldados de concreto protendido do País. Pesquisador e incentivador do desenvolvimento da Engenharia brasileira, tem várias publicações nessa área, como a História do Concreto Protendido e a História das Pontes Brasileiras;

Bernardo Sayão , que, segundo o escritor Antônio Callado, foi o grande pioneiro da construção da Belém-Brasília. Callado lembrou, em artigo na revista Isto é de 16 de abril de 1981, que Sayão não parava de pensar em construir a Transbrasiliana, idealizada por Paulo de Frontin em fins do século XIX. Foi então que JK deu-lhe a oportunidade de construir a Belém-Brasília;

Bruno Contarini, professor de concreto protendido na PUC/RJ, de 1966 a 1976, elaborou o cálculo estrutural de vários edifícios de Brasília, entre eles o prédio do Tribunal Federal de Recursos e a estação rodoviária; projetou inúmeras obras-de-arte rodoviárias e urbanas, entre elas os viadutos Prefeito Negrão de Lima e da Grota do Inferno, na Rio-Teresópolis, e a ponte sobre o rio Paraná em Presidente Epitácio, com vigas pré-moldadas, numa extensão de 2.550 m, maior ponte do gênero no Brasil na época; foi diretor-técnico do Consórcio Construtor Guanabara, que construiu a ponte Rio-Niterói, e como engenheiro da Construtora Rabello e da Projectum participou de várias obras concebidas pelo arquiteto Oscar Niemeyer, entre elas a Universidade de Constantine, na Argélia;

Ernesto Picheler , engenheiro e geólogo, trabalhou com o professor Milton Vargas nas obras de Paulo Afonso I e desenvolveu um dos primeiros ensaios do mundo par avaliar as formações rochosas. Trabalhou posteriormente em Jupiá e faleceu na obra, durante trabalho de campo;

Edmundo Regis Bittencourt, que teve participação de relevo na gestação do DNER nos anos 50 e que se empenhou na construção da rodovia São Paulo-Curitiba, que leva o seu nome;

Eduardo Celestino Rodrigues+, presidente da Cetenco e que presidiu também o Instituto de Engenharia, exercendo reconhecida liderança na categoria; em sua gestão a empresa desenvolveu obras da maior importância para o País, incluindo o conjunto de viadutos do ramal ferroviário de Águas Claras e trechos da rodovia dos Imigrantes; foi considerado um pensador dos problemas brasileiros em sua área;

Eliezer Baptista, que por duas vezes foi presidente da Companhia Vale do Rio Doce e mentor do projeto Ferro Carajás, um complexo que abrange mina, ferrovia e porto da Madeira, responsável pela transformação radical de toda aquela região, com vasta repercussão sócio-econômica, além de ter assegurado à CVRD sua condição de maior exportadora mundial de minério de ferro;

Epaminondas Melo do Amaral , estudioso do concreto e sua aplicação, foi diretor-técnico da Camargo Corrêa e desenvolveu projeto de notável repercussão na época da construção da linha Leste-Oeste do metrô de São Paulo, substituindo, pioneiramente no País, os anéis de concreto, no revestimento dos túneis;

Fernando Lobo Carneiro, um intelectual da engenharia, falecido em novembro de 2001, é autor de métodos adotados internacionalmente na área de tecnologia do concreto. Um dos seus trabalhos mais conhecidos é o método de ensaio que determina a resistência à tração por compressão diametral do concreto, conhecido mundialmente como Brasilian Test;

Haroldo Jezler, presidente da Comasp na fase pioneira em que foi dada a partida para a construção do Sistema Cantareira, em São Paulo (SP), considerada a maior obra de abastecimento de água do País;

Jean Arnaud, que, como membro da equipe da Cetenco, desenvolveu o sistema Cetenco/Arnaud de enfilagem de túneis, técnica aplicada durante a construção da primeira pista da Imigrantes;

Joaquim Cardozo, poeta de grande sensibilidade, foi o notável mestre da engenharia estrutural brasileira, presente nas marcantes obras projetadas por Niemeyer; a ele coube dar solução a obras como a cúpula do Congresso

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