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RELATÓRIO DO ESTÁGIO CURRICULAR OBRIGATÓRIO II - EDUCAÇÃO INFANTIL

Por:   •  19/5/2014  •  6.635 Palavras (27 Páginas)  •  31.715 Visualizações

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1 INTRODUÇÃO

O presente trabalho refere – se ao estágio supervisionado, realizado na Escola Infantil Materninho LTDA – ME no município de Belo Horizonte, Estado de Minas Gerais, no período de 19/08/2013 à 04/09/2013 no turno vespertino junto à Turma do Maternal lll, com a finalidade de aperfeiçoar meus conhecimentos adquiridos no Curso de Pedagogia da UNOPAR – Universidade Norte do Paraná.

Foram realizadas atividades de observação da rotina escolar, participação e colaboração em atividades das práticas diárias junto à turma do maternal.

A prática é de grande importância para que possamos ter consciência da realidade da escola como um todo, englobando todos que ali trabalham e estudam. Quando observamos adquirimos experiências, quando questionamos, sanamos dúvidas antes mesmo de nossa própria prática.

O presente trabalho visa fortalecer a relação teoria e práticas baseadas no principio metodológico de que o desenvolvimento de competências profissionais implica em utilizar conceitos adquiridos, na vida acadêmica, profissional e pessoal.

2. ESTÁGIO CURRICULAR OBRIGATÓRIO II: ORGANIZAÇÃO E CONTRIBUIÇÃO

2.1 A IMPORTÂNCIA DO ESTÁGIO PARA A FORMAÇÃO PROFISSIONAL

A experiência do estágio é essencial para a formação integral do aluno, considerando que cada vez mais são requisitados profissionais com habilidades e bem preparados. Ao chegar à universidade o aluno se depara com o conhecimento teórico, porém muitas vezes, é difícil relacionar teoria e prática se o estudante não vivenciar momentos reais em que será preciso analisar o cotidiano (MAFUANI, 2011).

Segundo Bianchi et al. (2005) o Estágio Supervisionado é uma experiência em que o aluno mostra sua criatividade, independência e caráter. Essa etapa lhe proporciona uma oportunidade para perceber se a sua escolha profissional

corresponde com sua aptidão técnica.

O estágio supervisionado vai muito além de um simples cumprimento de exigências acadêmicas. Ele é uma oportunidade de crescimento pessoal e profissional. Além de ser um importante instrumento de integração entre universidade, escola e comunidade (FILHO, 2010).

Por isso desenvolver projetos e alternativas para a melhoria do ensino depende não somente da aplicação dos conhecimentos adquiridos na universidade, mas também das experiências vivenciadas durante a prática. O Estagio Supervisionado oferece ao professor em formação a oportunidade de integrar teoria e prática para selecionar a melhor forma de oferecer aos alunos um aprendizado efetivo.

3 CAMPO DE OBSERVAÇÃO E INTERVENÇÃO

3.1 CARACTERIZAÇÃO DO CAMPO DE ESTÁGIO

Todas as crianças e funcionários devem estar sempre uniformizados .

É observado o horário de saída e de chegada de alunos e funcionários, sendo que os turnos de aulas são manhã, tarde e integral.

O atendimento aos pais e comunidade escolar tem um horário fixo diário.

A criança só é liberada da instituição mediante a autorização prévia dos pais ou responsáveis,que possam comprovar vínculo e ter a documentação exigida em mãos.

Medicamentos não podem ser administrados na escola,quando uma criança sofre algum problema de saúde por menor que seja a gravidade é comunicado aos pais ou responsáveis imediatamente.

Todas as regras da escola estão documentadas e no ato da matrícula ,pais ou responsáveis assinam o termo de compromisso.

A proposta pedagógica baseou-se em teóricos como Paulo Freire. Paulo Freire (1996, p. 35) diz que: “ensinar exige risco, aceitação do novo e rejeição a qualquer forma de discriminação”..

Ela é realizada em reuniões democráticas com a participação da comunidade viabilizando a elaboração do planejamento cooperativo a fim de atender a toda organização do funcionamento da escola. Os currículos da Inclusão compreende uma base nacional, sendo observadas as diretrizes estabelecidas na indicação CEE nº04/99 e nas diretrizes curriculares fixadas pelo Conselho Nacional de Educação, na resolução CBE nº01 de 07 de abril de 1999. Avalia-se de forma individual e coletiva e no seu aproveitamento durante o ano letivo.

Levando em consideração os objetivos visados e a Proposta Pedagógica da escola.

A Escola Materninho busca concretizar os anseios dos pais e dos alunos e da escola. Seu êxito dependerá do comprimento de todos os envolvidos na ação Educativa.

O P.P.P. foi elaborado respeitando as normas comuns e as do sistema de ensino ,com a participação docente .Ele norteia a escola de forma coesa e articulada ,basea-se em questões imprescindíveis para situá-la no contexto em que insere ,como por exemplo que tipo de sociedade a escola faz parte ,e o que podemos fazer quanto escola para construí-la e ajudá-la a evoluir.

Apresenta característica que busca a inovação ,a integração escola,sociedade e comunidade .Nesse projeto há espaço para reflexação crítica da ação docente e da escola como um todo,nunca pronto totalmente levando-se em conta que é um processo de planejamento participativo que se aperfeiçoa e se objetiva no decorrer do ano letivo .Define claramente o tipo de ação educativa que se quer realizar.Tem um posicionamento quanto a sua intencionalidade e faz uma leitura da relidade escolar ,com formas de mediação(plano de ação).

Na avaliação deve-se considerar instrumentos que acompanham o processo de construção do conhecimento escolar ,na educação infantil não se avalia no momento final do trabalho .É uma tarefa diária do professor e indispensável para uma prática pedagógica comprometida com o desenvolvimento da criança.Assim refere-se a forma de avaliar no P.P.P da instituição observada.

3. 2 A ROTINA OBSERVADA

Os alunos conhecem e respeitam as regras da escola, essas regras são trabalhadas em forma de combinados adaptados para a linguagem delas,onde respeito e amor ao próximo sempre estão presentes.

O calendário escolar devidamente cumprido com 20 horas aulas semanais e 200 dias letivos, sábado letivo também são cumpridos. Festas e comemorações estão incluido nesse calendário letivo anual.

As turmas devidamente divididas pela faixa etária sendo: Maternal Il 2 anos, Maternal IIl 3 anos,1° período 4 anos, 2° período 5 anos, e série iniciais 1° ano fundamental 6 anos.

São 20 horas de aulas semanais no período da manhã e no perÍodo da tarde.É uma escola de educação infantil não possui outras modalidades de ensino além do fundamental I de 6 anos de idade. Por se tratar de uma escola construtivista , não tem horário fixo para o recreio, atividades lúdicas no pátio são realizados todos os dias.

Todos os professores tem seu dia específico para apresentar seu planejamento semanal para ser visto, analisado pelo pedagogo da instituição. A cada quinze dias é feita uma reunião com professores e equipe pedagógica, onde é discutida a questão de aprendizado e o material que está sendo trabalhado .

Por se tratar de uma escola particular, os pais enviam o material que cada criança utiliza na escola, o lanche é trazido de casa, para as crianças do período integral é oferecido almoço devidamente balanceado.

A escola trabalha com o sistema de ensino construtivista ,é uma escola que se preocupa com a interação escola/família.Tem um horário específico para atendimento dos pais. O pedagogo fica constantemente na escola ,orientando e suprvisionando alunos e professores. A escola tem uma biblioteca com livros didáticos para os professores e coleções infantis para as crianças .Todos os alunos são estimulados a ler desde bem pequenos ,todos visitam a biblioteca ,manuseiam os livros ,ouvem histórias ,escolhem livros para serem levados para a casa e depois devolvidos.

4 PROJETO DE INTERVENÇÃO

PROPOSTA DE ATUAÇÃO DO PROFESSOR DIANTE DA ORGANIZAÇÃO DO TRABALHO PEDAGÓGICO NO ESPAÇO EDUCATIVO

4.1 Introdução

O desenvolvimento das aulas foi realizado como esperado no plano de aula, que procurou tratar de assuntos que fazem parte do cotidiano das crianças.

Foi realizada a leitura da “A História dos Números”, que deixou os alunos entusiasmados por saberem como foi que surgiu a contagem das coisas. Este assunto foi discutido por todos, dando outros exemplos de como se pode contar, usando pedrinhas.

O projeto realizado sobre as “Cantigas Folclóricas” trouxe aos alunos um conhecimento das canções vivenciadas pelos seus avós e pais, fazendo-os participar ativamente desse projeto.

Tiveram muitas atividades lúdicas, onde desenharam, recortaram, brincaram de “Dança Das Cadeiras” e ouviram a história “Os Três Porquinhos”, participando dos debates realizados com a história.

Esse projeto teve o objetivo, além de ensinar os alunos as músicas que fizeram parte da infância de seus pais, envolver a família com o trabalho realizado na escola. O resultado foi extraordinário, pois os pais queriam resgatar outras músicas que não foram apresentadas aos alunos.

Toda essa semana de regência mostrou a importância de vivenciar na pratica como é dar aula. A reação dos alunos e diferente em relação aos conteúdos trabalhados. Alguns têm mais dificuldade com os números, outros com as letras e outros ainda no canto e nas brincadeiras, por serem muito tímidos.

4.2 Dados Gerais do Projeto

- Identificação da instituição: Escola Infantil Materninho LTDA - ME

- Carga horária: 24 horas

- Quem se torna responsável em aplicar o Projeto: A professora do maternal lll e a estagiária que no caso sou eu Alyne Menezes Ajala

- Temática – conteúdo : Projeto Cantigas Folclóricas

- Objetivo geral:Exercitar escrita das vogais e algarismos, para reforçar o interesse por escrever palavras e textos.

- Objetivos específicos:

• Desenvolver habilidades para trabalhar em grupo;

• Cantar para perceber e expressar sensações, sentimentos e pensamentos;

• Desenvolver equilibrio corporalpor meio da aeróbica.

- Metodologia:

Trabalhar cores e formas geométricas.

Fazer a leitura da história dos números para os alunos.

Será apresentado aos alunos uma breve explicação sobre os animais em extinção.

Leitura de histórias e cantigas folclóricas.

Apresentar vários cartazes com textos, números e gravuras aos alunos.

- Recursos:

• Lápis de cor;

• Giz de cera;

• Quadro branco;

• História de fichas;

• Alfabeto e números móveis;

• Areia colorida;

• Formas geometricas;

• Massa de modelar;

• Avental de histórias e fantoches;

• Brinquedos da escola.

Avaliação

A avaliação será realizada de maneira contpinua, observando a participação e interesse de todos, bem como a realização das atividades propostas e observação das ações e atitudes das crianças.

4.3 Referencial Teórico

BRASIL, MEC/SEF. Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil: introdução. v.1, Brasília, 1998.

KRAMER, Sonia. Currículo de Educação Infantil e a Formação dos Profissionais de Creche e Pré-escola: questões teóricas e polêmicas. In: MEC/SEF/COEDI. Por uma política de formação do profissional de Educação Infantil. Brasília-DF, 1994.

FREIRE, Paulo, Pedagogia da Autonomia: saberes necessários à prática educativa. 36 ed., São Paulo: Paz e Terra, 1996.

4.4 Planos de Aula da Intervenção

Plano De Aula 1

- CONTEÚDO: A História dos Números

- OBJETIVOS:

• Fixar conceitos matemáticos através da brincadeira;

• Brincar de amarelinha para que ao aluno desenvolva a noção de seriação matemática;

• Exercitar o alfabeto, identificando as vogais;

• Ler e escrever as vogais, a fim de reforçar a escrita;

• Cantar canções folclóricas, para o resgate às cantigas antigas, envolvendo a família nesse projeto.

- DURAÇÃO: 4 horas

- METODOLOGIA

1º momento: Fazer a leitura da história dos números para os alunos.

A HISTÓRIA DOS NÚMEROS

VOCÊS SABEM COMO E QUANDO O HOMEM COMEÇOU A UTILIZAR OS NÚMEROS?

DESDE A PRÉ-HISTÓRIA, O HOMEM VEM DESENVOLVENDO A CAPACIDADE DE IDENTIFICAR QUANTIDADES E REGISTRÁ-LAS. MAS ISSO ACONTECEU DE FORMA BEM LENTA. NO PRINCÍPIO, PARA CADA ANIMAL QUE SAÍA DO CERCADO ERA COLOCADA UMA PEDRINHA EM UM SACO. NO FIM DO DIA, PARA CADA ANIMAL QUE ERA TRAZIDO DE VOLTA, UMA PEDRINHA ERA RETIRADA. DESSA MANEIRA, O HOMEM CONHECIA AS QUANTIDADES SEM CONHECER OS NÚMEROS.

PARA SE CHEGAR AOS NÚMEROS QUE CONHECEMOS DEMOROU MUITO TEMPO. ASSIM, FOI PRECISO QUE A MENTE HUMANA EVOLUÍSSE E QUE A LINGUAGEM SE TORNASSE MAIS CLARA.

COM O APERFEIÇOAMENTO DA ESCRITA, O SER HUMANO FOI CRIANDO DIVERSAS MANEIRAS DE REPRESENTAR OS NÚMEROS.

2º momento:

O texto será discutido entre professor e alunos, para entendimento do que foi lido e será feita a contagem dos números expostos na parede da sala de aula (0 a 10).

3º momento:

Utilização da amarelinha da escola, para que os alunos brinquem, identificando os números.

4º momento:

ATIVIDADES

1 - ORGANIZE A SEQUÊNCIA NUMÉRICA ABAIXO:

3 – 0 – 8 – 4 – 2 – 5 – 9 – 10 – 7 – 1 – 6

2 - CONFORME “A HISTÓRIA DOS NÚMEROS”, A CONTAGEM ERA FEITA COM PEDRINAS.

A – Desenhe uma pedrinha para cada animal que está no cercado e depois escreva a quantidade.

B - CIRCULE AS VOGAIS QUE ESTÃO NA FRASE ABAIXO:

NO FIM DO DIA, PARA CADA ANIMAL QUE ERA TRAZIDO DE VOLTA, UMA PEDRINHA ERA RETIRADA.

5º momento:

Resgatando as cantigas folclóricas: vamos cantar?

A BARATA DIZ QUE TEM

A BARATA DIZ QUE TEM SETE SAIAS DE FILÓ

É MENTIRA DA BARATA, ELA TEM É UMA SÓ

AH RA RA, IA RO RÓ, ELA TEM É UMA SÓ!

A BARATA DIZ QUE TEM UM SAPATO DE VELUDO

É MENTIRA DA BARATA, O PÉ DELA É PELUDO

AH RA RA,IU RU RU, O PÉ DELA É PELUDO!

BARATA DIZ QUE TEM UMA CAMA DE MARFIM

É MENTIRA DA BARATA, ELA TEM É DE CAPIM

AH RA RA, RIM RIM RIM, ELA TEM É DE CAPIM!

A BARATA DIZ QUE TEM UM ANEL DE FORMATURA

É MENTIRA DA BARATA, ELA TEM É CASCA DURA

AH RA RA, IU RU RU, ELA TEM É CASCA DURA!

A BARATA DIZ QUE TEM O CABELO CACHEADO

É MENTIRA DA BARATA, ELA TEM COCO RASPADO

AH RA RA, IA RO RÓ, ELA TEM COCO RASPADO!

- RECURSOS METODOLÓGICOS

Folha xerocopiada;

Amarelinha;

Lápis;

Lápis de cor;

Quadro de giz.

- PROPOSTA DE AVALIAÇÃO

Os alunos serão observados no decorrer dos procedimentos de ensino, respeitando a individualidade, as limitações e o tempo de aprendizagem de cada um. Será registrada a socialização dos alunos durante a brincadeira de amarelinha e durante as atividades, que serão corrigidas individualmente e no quadro.

PLANO DE AULA 2

- CONTEÚDO: Animais em Extinção

- OBJETIVOS:

• Identificar os principais animais que estão em extinção, a fim de reconhecer a importância da preservação;

• Associar números com letras, formando palavras;

• Desenhar a partir do que foi observado, para desenvolver o gosto pela criação;

• Cantar canções folclóricas, para o resgate ás cantigas antigas.

- DURAÇÃO: 4 horas

- METODOLOGIA

1º momento:

Será apresentado aos alunos uma breve explicação sobre os animais em extinção.

ANIMAIS EM EXTINÇÃO

A CADA DIA QUE PASSA, AUMENTA O NÚMERO DE ANIMAIS EM EXTINÇÃO NO PLANETA, O QUE DESESTRUTURA A CADEIA ECOLÓGICA. PRECISAMOS DE TODOS OS ANIMAIS PARA QUE O PLANETA VIVA EM EQUILÍBRIO.

UMA DAS FORMAS DE PRESERVAR A VIDA DESSES ANIMAIS É CUIDAR DO NOSSO LIXO, RECICLANDO O QUE PUDERMOS, POIS O LIXO AQUECE O NOSSO PLANETA, PREJUDICANDO A VIDA DOS ANIMAIS E ATÉ MESMO EXTINGUINDO-OS.

OS PRINCIPAIS ANIMAIS QUE SE ENCONTRAM EM EXTINÇÃO NO BRASIL SÃO: ONÇA-PINTADA, ARARA-AZUL, VEADO-CAMPEIRO, LOBO-GUARÁ, TAMANDUÁ BANDEIRA E MICO-LEÂO-DOURADO.

2º momento:

Apresentação das fotos dos animais em extinção. Em seguida, cada aluno descreverá as principais características de cada animal.

3º momento:

ATIVIDADES

1 - TROQUE OS NÚMEROS PELAS LETRAS E DESCUBRA ALGUNS NOMES:

A B C D E F G H I J K L M

1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13

N O P Q R S T U V W X Z Á

14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26

A = 12 – 15 – 2 – 15 7 – 21 – 1 – 18 – 26

________________ ________________

B = 1 – 18 – 1 – 18 – 1 1 – 25 – 21 – 12

__________________ _____________

C = 22 – 5 – 1 – 4 – 15 3 – 1 – 13 – 16 – 5 – 9 – 18 – 15

__________________ __________________________

2 - ESCOLHA UM ANIMAL EM EXTINÇÃO E DESENHE, ESCREVENDO O SEU NOME.

4º momento:

Usar o alfabeto móvel da escola, para formar palavras com os nomes dos animais.

5º momento:

Resgatando as cantigas folclóricas: vamos cantar?

PEIXE VIVO

COMO PODE O PEIXE VIVO

VIVER FORA DA ÁGUA FRIA

COMO PODE O PEIXE VIVO

VIVER FORA DA ÁGUA FRIA

COMO PODEREI VIVER

COMO PODEREI VIVER

SEM A TUA, SEM A TUA

SEM A TUA COMPANHIA

SEM A TUA, SEM A TUA

SEM A TUA COMPANHIA

OS PASTORES DESTA ALDEIA

JÁ ME FAZEM ZOMBARIA

OS PASTORES DESTA ALDEIA

JÁ ME FAZEM ZOMBARIA

POR ME VEREM ASSIM CHORANDO

POR ME VEREM ASSIM CHORANDO

SEM A TUA, SEM A TUA

SEM A TUA COMPANHIA

SEM A TUA, SEM A TUA

SEM A TUA COMPANHIA

- RECURSOS METODOLÓGICOS

Recursos didáticos:

Quadro de giz.

Folha xerocopiada.

Alfabeto móvel.

Fotos de animais.

Lápis de cor.

Lápis.

- PROPOSTA DE AVALIAÇÃO

Os alunos serão observados durante os procedimentos de ensino. Serão avaliados por meio de suas atitudes perante a construção das palavras com o alfabeto móvel e se conseguiram identificar os animais em extinção que vivem aqui no Brasil.

PLANO DE AULA 3

- CONTEÚDO: O Corpo Humano

- OBJETIVOS

• Conhecer e identificar as partes do corpo humano;

• Desenhar o corpo humano, para que os alunos desenvolvam a criatividade;

• Brincar de “Dança das Cadeiras”, a fim de movimentar o corpo;

• Interpretar a história “Os Três Porquinhos”, entendendo a moral da história;

• Cantar canções folclóricas, para o resgate às cantigas antigas;

• Interpretar a história “Os Três Porquinhos”, entendendo a moral da história;

• Cantar canções folclóricas, para o resgate às cantigas antigas.

- DURAÇÃO: 4 horas

- METODOLOGIA

Procedimento de ensino:

1º momento:

Apresentação das partes do corpo humano, especificando cada uma delas. Nosso corpo é formado por:

2º momento:

ATIVIDADES

1 - DESENHE SEU PRÓPRIO CORPO:

MEU CORPO É ASSIM:

2 - RECORTE AS PARTES DO CORPO HUMANO E COLE-AS NUMA FOLHA, JUNTANDO AS SUAS PARTES.

3º momento:

Brincar de “Dança das Cadeiras” no pátio da escola. Vamos colocar 04 cadeiras escolher 05 crianças de cada vez para dançar ao redor das cadeiras. Quando a música parar, a criança que ficar em pé sai da brincadeira.

4º momento:

Ler a história “Os Três Porquinhos”.

OS TRÊS PORQUINHOS

NUMA FLORESTA DISTANTE, MAMÃE PORCA E SEUS TRÊS PORQUINHOS VIVIAM FELIZES EM SUA CASINHA.

QUANDO OS PORQUINHOS CRESCERAM, MAMÃE PORCA DECIDIU QUE ELES PRECISAM SAIR DE CASA PARA CONHECER O MUNDO.

ENTÃO, OS TRÊS PORQUINHOS SE DESPEDIRAM E CADA UM ESCOLHEU UM CAMINHO DIFERENTE PARA SEGUIR.

O PRIMEIRO PORQUINHO LOGO SE CANSOU DE ANDAR, FEZ UMA CASINHA DE PALHA E DEITOU-SE PARA DORMIR.

UM LOBO FAMINTO CHEGOU E DISSE:

― ABRA A PORTA, PORQUINHO, OU VOU SOPRAR ATÉ DERRUBAR A SUA CASA!

O PORQUINHO NÃO ABRIU. ENTÃO O LOBO SOPROU COM TODA A FORÇA, DERRUBOU A CASA E COMEU O PORQUINHO.O SEGUNDO PORQUINHO TAMBÉM ERA UM POUCO PREGUIÇOSO. RECOLHEU GALHOS NO BOSQUE, FEZ UMA CABANA E LOGO FOI DESCANÇAR.

MAS O LOBO ENCONTROU SUA CABANA E DISSE:

― ABRA, PORQUINHO, OU VOU SOPRAR ATÉ DERRUBAR SUA CASA!

O PORQUINHO NÃO ABRIU. ENTÃO O LOBO SOPROU ATÉ DERRUBAR A CABANA. ASSIM, CONSEGUIU COMER O SEGUNDO PORQUINHO.

AO CONTRÁRIO DE SEUS IRMÃOS, O TERCEIRO PORQUINHO ERA MIUTO TRABALHADOR E CONSTRUIU SUA CASA COM TIJOLOS E CIMENTO. LOGO CHEGOU O LOBO E BATEU À PORTA.

― ABRA, OU VOU SOPRAR ATÉ DERRUBAR SUA CASA!

― PODE SOPRAR O QUANTO QUISER, NÃO TENHO MEDO! ― ZOMBOU O PORQUINHO.

O LOBO SOPROU COM TODAS AS SUAS FORÇAS, MAS A CASA NEM SE MEXEU...

ENTÃO, O ESPERTO LOBO RESOLVEU SUBIR NO TELHADO E ENTRAR PELA CHAMINÉ.

MAS O PORQUINHO PERCEBEU SUAS INTENÇÕES E FEZ O LOBO CAIR BEM NO CALDEIRÃO DE ÁGUA FERVENDO!

DEPOIS QUE SAÍRAM DA BARRIGA DO LOBO, OS OUTROS PORQUINHOS APRENDERAM A LIÇÃO.

QUANTO AO LOBO, NUNCA MAIS FOI VISTO POR AQUELAS BANDAS...

5º momento:

Fazer as seguintes perguntas aos alunos:

Como era a casa do primeiro porquinho?

Como era a casa do segundo porquinho?

Como era a casa do terceiro porquinho?

Qual das casinhas o lobo mal não conseguiu derrubar?

Moral da história: não podemos ser preguiçosos como os dois primeiros porquinhos, mas devemos ser igual ao terceiro porquinho que era muito trabalhador.

6º momento:

Resgatando as cantigas folclóricas: vamos cantar?

O LOBO MAU

EU SOU O LOBO MAU

LOBO MAU, LOBO MAU

E PEGO AS CRIANCINHAS

PARA FAZER MINGAU.

HOJE ESTOU COM FOME

VAI HAVER FESTANÇA

QUERO UM BOM APETITE

PARA ENCHER A MINHA PANÇA.

- RECURSOS METODOLÓGICOS

Livro literário;

Gravuras do corpo humano;

Lápis;

Lápis de cor;

Folha em branco.

- PROPOSTA DE AVALIAÇÃO

Os alunos serão avaliados na compreensão de cada um no conhecimento das partes do corpo humano. Serão observados na brincadeira da “Dança das Cadeiras” e na interpretação da história “Os Três Porquinhos”. Em seguida, será feito registro do que desenvolveram com essa aula.

PLANO DE AULA 4

- CONTEÚDO: Figuras Geométricas Planas

- OBJETIVOS

• Identificar e compreender as figuras geométricas planas através dos objetos da sala de aula;

• Reconhecer e identificar as diferenças e semelhanças entre elas;

• Desenvolver habilidades manuais com o uso da massa de modelar;

• Cantar canções folclóricas, para o resgate às cantigas antigas.

- DURAÇÃO: 4 horas

- METODOLOGIA

1º momento:

Assistir o filme da “Dora, a Aventureira”. Dora é uma menininha muito esperta que adora aventuras. Junto com seu amiguinho Botas sai pela floresta em busca de aventuras e sempre encontram o Raposo que tenta atrapalhá-los.

O filme interage com a criança o tempo todo, perguntando que caminho a Dora deve seguir e com fazer para ajudá-la. No episódio que será apresentado, Dora mostra as figuras geométricas e ensina às crianças seus respectivos nomes, fazendo também uma sequência das formas geométricas para as crianças completarem.

2º momento:

Apresentação das formas geométricas planas e utilização dos objetos da sala de aula, identificando neles as formas geométricas apresentadas.

3º momento:

ATIVIDADES

1 – COMPLETE A SEQUÊNCIA DAS FIGURAS GEOMÉTRICAS PLANAS.

ΔΟ■ΔΟ■ΔΟ■__Ο■Δ__■ΔΟ__

ΟΔ■ΟΔ■__Δ■Ο__■ΟΔ__ΟΔ■

■ΟΔ__ΟΔ■__Δ■Ο__■ΟΔ__ΟΔ

4º momento:

Utilização das massinhas de modelar, para que os alunos modelem as figuras geométricas planas.

5º momento:

Resgatando as cantigas folclóricas: vamos cantar?

O CRAVO E A ROSA

O CRAVO BRIGOU COM A ROSA

DEBAIXO DE UMA SACADA

O CRAVO FICOU FERIDO

E A ROSA DESPEDAÇADA

O CRAVO FICOU DOENTE

A ROSA FOI VISITAR

O CRAVO TEVE UM DESMAIO

A ROSA PÔS-SE A CHORAR.

- RECURSOS METODOLÓGICOS

DVD;

Gravuras de figuras geométricas;

Lápis;

Lápis de cor;

Massa de modelar.

- PROPOSTA DE AVALIAÇÃO

Será observada a concentração dos alunos durante o filme “Dora, a Aventureira”, e se conseguiram completar a sequência das figuras geométricas planas da atividade proposta.

PLANO DE AULA 5

- CONTEÚDO: Nome e sobrenome

- OBJETIVO

• Identificar nome e sobrenome, reconhecendo suas letras;

• Exercitar a escrita;

• Formar o nome através do alfabeto móvel.

• Desenvolver desenhos livres, a fim de ampliar a criatividade;

• Cantar canções folclóricas, envolvendo a família no resgate às cantigas antigas.

- DURAÇÃO: 4 horas

- METODOLOGIA

Procedimentos de ensino:

1º momento:

Leitura da história “Caco, o Macaco”.

CACO, O MACACO

CACO É UM MACAQUINHO QUE ESTÁ SEMPRE ARRUMANDO CONFUSÃO.

ELE ADORA COMER BANANA, MAS SEMPRE QUE COME JOGA A CASCA NO CHÃO.

A MAMÃE DE CACO NÃO CANSA DE FALAR: CACO, MEU FILHO, QUALQUER DIA ALGUÉM NESSA CASCA VAI PISAR E ESCORREGAR!

MAS O MACAQUINHO NÃO ESTÁ NEM AÍ, VAI DE GALHO EM GALHO SE PENDURANDO NA MAIOR ALEGRIA.

CACO E SUA MAMÃE MORAM NUMA LINDA FLORESTA COM MUITAS ÁRVORES, FLORES, FRUTOS E BANANEIRAS.

CERTO DIA, UMA LINDA MENININHA PASSEAVA PELA FLORESTA. NÃO DEU OUTRA, ELA ESCORREGOU NUMA CASCA DE BANANA E ACABOU COM UM CORTE NA TEXTA.

CACO FICOU MUITO TRISTE AO VER A MENINA MACHUCADA E APRENDEU QUE JOGAR CASCAS NO CHÃO NÃO SERVE PARA NADA.

MAS A LIÇÃO DE CACO AINDA ESTAVA POR VIR...

EM UM DIA ENSOLARADO, LÁ ESTAVA O MACAQUINHO PULANDO DE GALHO EM GALHO. AO AGARRAR BEM FORTE EM UM GALHO, O GALHO QUEBROU E CACO NO CHÃO SE ESPATIFOU.

AINDA CHORANDO E COM MUITA DOR, O MACAQUINHO PEDIU DESCULPAS PARA SUA MAMÃE E DISSE QUE NUNCA MAIS JOGARIA CASCAS DE BANANA NO CHÃO.

E SUA MAMÃE, MESMO COM PENA DO POBRE MACAQUINHO FALOU:

A FLORESTA NÃO É LIXEIRA, NUNCA JOGUE CASCAS NO CHÃO, SENÃO PODE ACABAR ACONTECENDO UMA GRANDE BESTEIRA!

2º momento:

Discussão da história

3º momento:

Nome e sobrenome.

Os alunos vão identificar seu nome e sobrenome, juntando as letras do alfabeto móvel, que será distribuído no chão da sala de aula.

4º momento:

ATIVIDADES

1 – ESCREVA SEU NOME E SOBRENOME:

__________________________________________

2 – FORME NOMES COLOCANDO EM CADA QUADRADINHO A LETRA INDICADA PELO NÚMERO:

A D E F I L M N O P R

1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11

1-8-1

4-3-11-8-1-8-2-1

7-1-11-5-1

10-3-2-11-9

5º momento:

Brincar no parquinho com os brinquedos que os alunos trouxeram de casa.

6º momento:

Resgatando as canções folclóricas.

Dar aos alunos a cópia das músicas que aprenderam durante a semana, para levar para casa, envolvendo os pais nesse projeto. Os alunos farão um desenho espontâneo na capa da pasta com a cópia das músicas.

Em seguida, cantar mais uma canção:

NESTA RUA

NESTA RUA, NESTA RUA TEM UM BOSQUE

QUE SE CHAMA, QUE SE CHAMA SOLIDÃO

DENTRO DELE, DENTRO DELE MORA UM ANJO

QUE ROUBOU, QUE ROUBOU MEU CORAÇÃO.

SE EU ROUBEI, SE EU ROUBEI SEU CORAÇÃO

É PORQUE TU ROUBASTE O MEU TAMBÉM

SE EU ROUBEI, SE EU ROUBEI SEU CORAÇÃO

É PORQUE EU TE QUERO TANTO BEM.

SE ESTA RUA, SE ESTA RUA FOSSE MINHA

EU MANDAVA, EU MANDAVA LADRILHAR

COM PEDRINHAS, COM PEDRINHAS DE BRILHANTES

PARA O MEU, PARA O MEU AMOR PASSAR.

- RECURSOS METODOLÓGICOS

Quadro de giz;

Livro literário;

Alfabeto móvel;

Lápis;

Giz de cera;

Papel em branco.

- PROPOSTA DE AVALIAÇÃO

Será realizada através de registro, observando a participação dos alunos nas brincadeiras e no desenvolvimento das atividades propostas. As atividades serão corrigidas no quadro, solicitando alguns alunos para responder as atividades, exercitando a escrita. Toda a avaliação realizada durante a semana não tem o intuito de medir conhecimento, mas desenvolver habilidades nos alunos, respeitando o tempo de cada um.

PLANO DE AULA 6

- CONTEÚDO: Produção de textos com gravuras

- OBJETIVOS

• Ler através de gravuras;

• Estimular para que os alunos produzam pequenos textos;

• Estimular a leitura;

• Interpretar textos;

• Revisar algumas famílias silábicas.

- DURAÇÃO: 4 horas

- METODOLOGIA

1° Momento

O professor apresenta vários cartazes com textos, números e gravuras e o mesmo faz a leitura para os alunos e vai mostrando as garvuras relacionadas aos textos.

2° Momento

Os alunos fazem a leitura dos cartazes de acordo com o que eles entenderam, dão sua opinião sobre o que entenderam.

3° Momento

O professor destaca as sílabas de alguns textos para trabalhar com os alunos sílabas, e pede para que eles as identifiquem.

4° Momento

O professor trabalha os números que estão nos textos, pedindo para os alunos os identificarem pela forma matemática e depois mostra para eles sua grafia.

- RECURSOS METODOLÓGICOS

Cartolina;

Pincel;

Cola;

Livros;

Papel sulfite;

Lápis de cor;

Fita crepe.

- PROPOSTA DE AVALIAÇÃO

Será realizada através do desempenho de cada aluno e da participação individual e coletiva.

4.5 Relato da Aplicação da Intervenção

O desenvolvimento das aulas, de modo geral, foi realizado como esperado no plano de aula, que procurou tratar de assuntos que fazem parte do cotidiano das crianças.

Foi realizada a leitura da “A História dos Números”, que deixou os alunos entusiasmados por saberem como foi que surgiu a contagem das coisas. Este assunto foi discutido por todos, dando outros exemplos de como se pode contar, usando pedrinhas.

Na brincadeira de amarelinha e nas atividades feitas em folhas, os alunos conseguiram realizar em pouco tempo. Na correção, houve alguns erros, mas todos compreenderam o conteúdo.

O inicio do projeto realizado sobre as “Cantigas Folclóricas”, trouxe aos alunos um conhecimento das canções vivenciadas pelos seus avós e pais, fazendo-os participar ativamente desse projeto.

Trabalhamos “Os Animais em Extinção” e a “Preservação Ambiental”, assunto esse muito discutido atualmente pela sociedade. Os alunos já conhecem um pouco do assunto e complementam a aula.

Na realização das atividades, o animal de extinção mais escolhido para desenho foi a onça-pintada e na associação de números com a letra não houve dificuldade, apenas alguns demoraram um pouco mais para realizar essa atividade.

Sobre o “Projeto Cantigas Folclóricas”, a maioria dos alunos perguntaram a seus pais e avós se conheciam a música cantada no primeiro dia: “A Barata Diz que Tem”.

Apresentamos também “O Corpo Humano”. Nesta aula os alunos tiveram muitas atividades lúdicas. Eles desenharam, recortaram, brincaram de “Dança Das Cadeiras” e ouviram a história “Os Três Porquinhos”, participando dos debates realizados com a história.

Também foi trabalhado o conteúdo de matemática com o tema “Figuras Geométricas Planas”. Os alunos compararam essas figuras com os objetos existentes na sala de aula, o que reforçou ainda mais a aprendizagem deles.

O filme “Dora, a Aventureira” conseguiu a participação de todos os alunos em suas perguntas. Isso envolveu as crianças na aprendizagem das figuras geométricas planas (triângulo, círculo e quadrado).Entre as atividades propostas, o que mais interessou as crianças foi a modelagem das figuras com massinha, contribuindo para o desenvolvimento de habilidades manuais.

Os alunos brincaram com o alfabeto manual, identificando cada letra do seu nome e sobrenome.

As brincadeiras no parquinho foram desenvolvidas com os brinquedos que os alunos trouxeram de casa. Alguns alunos tiveram problema ao dividir o brinquedo. Por isso foi preciso intervir, mostrando que se a criança não deixar a outra brincar com o seu brinquedo vai acabar brincando sozinha.

O final do Projeto “Resgate às Canções Folclóricas” mostrou que os alunos se sentem muito envolvidos com as lembranças dos adultos. Todos os dias ficavam ansiosos para chegar a hora de cantar a canção escolhida.

Esse projeto teve o objetivo, além de ensinar os alunos as músicas que fizeram parte da infância de seus pais, envolver a família com o trabalho realizado na escola. O resultado foi extraordinário, pois os pais queriam resgatar outras músicas que não foram apresentadas aos alunos.

Toda essa semana de regência mostrou a importância de vivenciar na pratica como é dar aula. A reação dos alunos e diferente em relação aos conteúdos trabalhados. Alguns têm mais dificuldade com os números, outros com as letras e outros ainda no canto e nas brincadeiras, por serem muito tímidos.

O que se pode fazer para minimizar esses problemas é manter uma relação de afeto, carinho e respeito mútuo com os alunos, acolhendo-os em suas diferenças.

Trabalhar o lúdico com os alunos torna a aula mais descontraída e menos obrigatória. O jogo, os brinquedos e as brincadeiras são instrumentos que oferecem ao professor diferentes possibilidades educacionais. Por isso, a brincadeira não deve ser entendida como um passatempo, mas considerado como parte da vida do ser humano, fazendo desenvolver a linguagem e a imaginação do individuo.

Outro aspecto importante a ser lembrado no desenvolvimento de uma aula é respeitar o tempo de cada um, o estágio em que se encontra. Para isso têm-se os estudos de Piaget sobre o desenvolvimento mental da criança. Ele é assim definido:

Período sensório-motor: a criança está centrada nela mesma, capaz de agir diretamente sobre a realidade.

• Período pré-operatório: aparecimento da linguagem e apresentação simbólica da realidade.

• Período operatório: coordena as ações mentais.

• Período das operações concretas: aparecimento das operações concretas.

• Período das operações abstratas ou formais: surgem as operações intelectuais.

O trabalho de Piaget complementa o fazer pedagógico, pois possibilita ao educador compreender as necessidades da criança pelo seu estágio de desenvolvimento.

A interação professor aluno, tanto abordado nos estudos de Vygotsky, também é um aspecto de grande relevância ao trabalho do professor, já que para esse teórico o ser humano se constitui na relação social com o outro. Assim o professor tem o papel de mediador no ensino-aprendizagem.

Contudo, considerar os estudos desses e de outros teóricos que refletiram tanto na educação, faz com que o professor não se perca em sua prática pedagógica, mas que desenvolva um trabalho comprometedor com o desenvolvimento integral da criança.

Considerações finais

Ao término do Estágio ficou a certeza da importância do contato direto com a realidade (rotina) escolar. A interação com os funcionários e alunos foi extremamente enriquecedora, foi além das minhas expectativas, pois pude vivenciar a realidade do cotidiano escolar com uma equipe bastante eficiente e acolhedora.

Além do contato com a escola, professores e alunos, tive também a oportunidade de refletir sobre a articulação entre teoria-prática no processo educativo a partir da interação entre a reflexão adquirida no decorrer do curso de Licenciatura e a atuação em situações concretas da realidade escolar.

O estágio é um período em que buscamos vincular aspecto teórico com aspectos práticos. Foi um momento em que a teoria e a prática se mesclaram para que fosse possível apresentar um bom resultado.

E, sobretudo perceber a necessidade em assumir uma postura não só crítica, mas também reflexiva da nossa prática educativa diante da realidade e a partir dela, para que possamos buscar uma educação de qualidade, que é garantido em lei (LDB - Lei nº 9394/96).

Realmente não foi fácil esse estágio, encontramos diversas dificuldades, principalmente quanto à estrutura física da escola, pois a sala era pequena, muito quente. Mas os obstáculos não impediram de realizarmos um bom trabalho.

E levarei muito do que aprendi nesse período, pois aprendi que a prática não é tão fácil, como às vezes nos aparentam ser nos momentos teóricos que são vivenciados na sala de aula na qualidade de acadêmica.

Neste período em que tive que estagiar para cumprir a minha carga horária deparei-me com situações que me fizeram lembrar exemplos apresentados teoricamente, desde o processo de elaboração do Projeto de Estágio ao Planejamento que temos que ter em mãos, na função de infalível instrumento que norteara estas poucas aulas das milhares que estão por vir.

Por tudo o que foi apresentado neste relatório, conclui-se que o foco principal desse estudo é formar um profissional competente capaz de colaborar para o desenvolvimento do aluno da Educação Infantil, oferecendo atividades novas que irão contribuir no aperfeiçoamento de habilidades motoras, intelectuais e cognitivas, levando à criança a possibilidade de ser um adulto criativo, crítico e que possa agir com autonomia.

MOSTRA DE ESTÁGIO

O desenvolvimento das aulas, de modo geral, foi realizado como esperado no plano de aula, que procurou tratar de assuntos que fazem parte do cotidiano das crianças.

Foi realizada a leitura da “A História dos Números”, que deixou os alunos entusiasmados por saberem como foi que surgiu a contagem das coisas. Este assunto foi discutido por todos, dando outros exemplos de como se pode contar, usando pedrinhas.

Na brincadeira de amarelinha e nas atividades feitas em folhas, os alunos conseguiram realizar em pouco tempo. Na correção, houve alguns erros, mas todos compreenderam o conteúdo.

O inicio do projeto realizado sobre as “Cantigas Folclóricas”, trouxe aos alunos um conhecimento das canções vivenciadas pelos seus avós e pais, fazendo-os participar ativamente desse projeto.

Trabalhamos “Os Animais em Extinção” e a “Preservação Ambiental”, assunto esse muito discutido atualmente pela sociedade. Os alunos já conhecem um pouco do assunto e complementam a aula.

Na realização das atividades, o animal de extinção mais escolhido para desenho foi a onça-pintada e na associação de números com a letra não houve dificuldade, apenas alguns demoraram um pouco mais para realizar essa atividade.

Sobre o “Projeto Cantigas Folclóricas”, a maioria dos alunos perguntaram a seus pais e avós se conheciam a música cantada no primeiro dia: “A Barata Diz que Tem”.

Com o tema “O Corpo Humano” os alunos tiveram muitas atividades lúdicas. Eles desenharam, recortaram, brincaram de “Dança Das Cadeiras” e ouviram a história “Os Três Porquinhos”, participando dos debates realizados com a história.

No conteúdo de matemática com o tema “Figuras Geométricas Planas”. Os alunos compararam essas figuras com os objetos existentes na sala de aula, o que reforçou ainda mais a aprendizagem deles.

O filme “Dora, a Aventureira” conseguiu a participação de todos os alunos em suas perguntas. Isso envolveu as crianças na aprendizagem das figuras geométricas planas (triângulo, círculo e quadrado).Entre as atividades propostas, o que mais interessou as crianças foi a modelagem das figuras com massinha, contribuindo para o desenvolvimento de habilidades manuais.

Os alunos ainda brincaram com o alfabeto manual, identificando cada letra do seu nome e sobrenome.

As brincadeiras no parquinho foram desenvolvidas com os brinquedos que os alunos trouxeram de casa. Alguns alunos tiveram problema ao dividir o brinquedo. Por isso foi preciso intervir, mostrando que se a criança não deixar a outra brincar com o seu brinquedo vai acabar brincando sozinha.

O final do Projeto “Resgate às Canções Folclóricas” mostrou que os alunos se sentem muito envolvidos com as lembranças dos adultos. Todos os dias ficavam ansiosos para chegar a hora de cantar a canção escolhida.

Esse projeto teve o objetivo, além de ensinar os alunos às músicas que fizeram parte da infância de seus pais, envolver a família com o trabalho realizado na escola. O resultado foi extraordinário, pois os pais queriam resgatar outras músicas que não foram apresentadas aos alunos.

Toda essa semana de regência mostrou a importância de vivenciar na pratica como é dar aula. A reação dos alunos e diferente em relação aos conteúdos trabalhados. Alguns têm mais dificuldade com os números, outros com as letras e outros ainda no canto e nas brincadeiras, por serem muito tímidos.

O que se pode fazer para minimizar esses problemas é manter uma relação de afeto, carinho e respeito mútuo com os alunos, acolhendo-os em suas diferenças.

Trabalhar o lúdico com os alunos torna a aula mais descontraída e menos obrigatória. O jogo, os brinquedos e as brincadeiras são instrumentos que oferecem ao professor diferentes possibilidades educacionais. Por isso, a brincadeira não deve ser entendida como um passatempo, mas considerado como parte da vida do ser humano, fazendo desenvolver a linguagem e a imaginação do individuo.

Outro aspecto importante a ser lembrado no desenvolvimento de uma aula é respeitar o tempo de cada um, o estágio em que se encontra. Para isso têm-se os estudos de Piaget sobre o desenvolvimento mental da criança. Ele é assim definido:

Período sensório-motor: a criança está centrada nela mesma, capaz de agir diretamente sobre a realidade.

• Período pré-operatório: aparecimento da linguagem e apresentação simbólica da realidade.

• Período operatório: coordena as ações mentais.

• Período das operações concretas: aparecimento das operações concretas.

• Período das operações abstratas ou formais: surgem as operações intelectuais.

O trabalho de Piaget complementa o fazer pedagógico, pois possibilita ao educador compreender as necessidades da criança pelo seu estágio de desenvolvimento.

A interação professor aluno, tanto abordado nos estudos de Vygotsky, também é um aspecto de grande relevância ao trabalho do professor, já que para esse teórico o ser humano se constitui na relação social com o outro. Assim o professor tem o papel de mediador no ensino-aprendizagem.

Contudo, considerar os estudos desses e de outros teóricos que refletiram tanto na educação, faz com que o professor não se perca em sua prática pedagógica, mas que desenvolva um trabalho comprometedor com o desenvolvimento integral da criança.

REFERÊNCIAS

BRASIL, MEC/SEF. Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil: introdução. v.1, Brasília, 1998.

KRAMER, Sonia. Currículo de Educação Infantil e a Formação dos Profissionais de Creche e Pré-escola: questões teóricas e polêmicas. In: MEC/SEF/COEDI. Por uma política de formação do profissional de Educação Infantil. Brasília-DF, 1994.

FREIRE, Paulo, Pedagogia da Autonomia: saberes necessários à prática educativa. 36 ed., São Paulo: Paz e Terra, 1996.

GIFFORD, Chris. Dora, a Aventureira. Chris Gifford, Valerie Walders e Eric Weiner. 2000. 1 DVD.

HAYDT, Regina Célia Cazaux. Curso de Didática Geral. 8. ed. São Paulo: Ática, 2006.

KORMANN, Jaqueline. Caco, o Macaco. Ilustração: Editora Vale das Letras. Blumenau – SC: Vale das Letras.

LA TAILLE, Yves de. Piaget, Vygotsky, Wallon: Teorias Psicogenéticas em Discussão. Yves de La Taille, Martha Kohl de Oliveira e Heloysa Dantas. São

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