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SURDISH IN BRASIL - HISTÓRICO, SOCIAL, DIREITO, TRATAMENTO E SEU ESTADO EM CURTO

Tese: SURDISH IN BRASIL - HISTÓRICO, SOCIAL, DIREITO, TRATAMENTO E SEU ESTADO EM CURTO. Pesquise 800.000+ trabalhos acadêmicos

Por:   •  30/8/2014  •  Tese  •  3.372 Palavras (14 Páginas)  •  302 Visualizações

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SURDEZ NO BRASIL – ASPECTOS HISTÓRICOS, SOCIAIS, LEIS, TRATAMENTO E SUA CONDIÇÃO NA ATUALIDADE.

Durante muitos séculos os surdos foram impedidos de exercerem seus direitos, como o direito de herdar bens, possuir terras, não podiam se casar e viver com as demais pessoas, também eram impedidas de frequentar as escolas por acharem que eles eram incapazes de aprender. Somente após o século XV houve um progresso lento no sentido de ensinar os surdos.

No Brasil em 1857 o professor francês Hernest Huet (surdo e partidário de L’epée, que usava o Método Combinado) a convite de D. Pedro II, veio ao país fundar a primeira escola para meninos surdos, o Imperial Instituto de Surdos Mudos, atualmente, Instituto Nacional de Educação de Surdos (INES), mantido pelo governo federal, e que atende, em seu Colégio de Aplicação, crianças, jovens e adultos surdos, de ambos os sexos.

A partir de então, os surdos brasileiros passaram a contar com uma escola especializada para sua educação e tiveram a oportunidade de criar a Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS), que é uma mistura da Língua de Sinais Francesa com os sistemas de comunicação já usados pelos surdos das mais diversas localidades A.J. de Moura e Silva, um professor do INES, viajou para o Instituto Francês de Surdos (1896), a pedido do governo brasileiro, para avaliar a decisão do Congresso de Milão e concluiu que o Método Oral Puro não se prestava para todos os surdos.

Já no século XX o número de escolas para surdos aumentou no mundo todo e no Brasil surgi o Instituto Santa Terezinha (1929) para meninas surdas em São Paulo. A Escola Concórdia em Porto Alegre – RS. A Escola de Surdos de Vitória, o Centro de Audição e Linguagem “Ludovico Pavoni” – CEAL / LP – em Brasília – DF. Além de várias outras que, assim como o INES e a maioria das escolas de surdos do mundo, passaram a adotar o Método Oral.

Na década de 70 iniciou-se uma movimentação sobre o bilinguismo no Brasil. Linguistas brasileiros passaram a se interessar pelo estudo da LIBRAS e da sua contribuição para a educação do surdo. Em 1986 inicia-se o “Projeto de Alternativas Educacionais”, PAE. Um projeto de pesquisa que tem como meta introduzir a Comunicação Total em grupos de alunos que já eram matriculados no Instituto Nacional de Educação de Surdos. Em 1994, passa-se a utilizar a abreviação LIBRAS (Língua Brasileira de Sinais), criada pela própria comunidade surda.

LEIS:

Lei n° 10.098/2000 – Visa à formação e atuação do intérprete e tradutor de LIBRAS - língua portuguesa, para promover o acesso das pessoas surdas à informação.

Lei n° 10.436/2002 – Visa a oficialização da LIBRAS. A formação e atuação do intérprete de LS (Língua de Sinais) e LP (Língua Portuguesa). A inclusão da disciplina de LIBRAS. E a LIBRAS como parte dos Parâmetros Curriculares Nacionais.

Decreto n° 5.626/2005 – Reconhece a influência da LS e da cultura surda; o direito dos surdos a uma educação bilíngue. A formação do professor e instrutor de LIBRAS. O uso e difusão da LS e LP. A disciplina de LIBRAS.

TRATAMENTO:

Surdez é a perda da audição, de percepção de sons. Existem vários graus de perda da audição: surdez leve e moderada, surdez severa e profunda. O individuo é parcialmente ou totalmente surdo.

Pessoa parcialmente surda no grau leve não percebe todos os fonemas das palavras, e geralmente quando se conversa com essa pessoa é preciso repetir varias vezes o que se fala.

No grau moderado a pessoa tem dificuldade na percepção gramatical e para se falar com essa pessoa é necessário elevação da voz para que ela possa entender. Além do que a pessoa prende sua atenção mais em coisas que vê e não no que ouve.

A pessoa com grau de surdez severa só aprende a falar depois dos seus quatro a cinco anos de idade. Se essa criança e sua família tiver uma orientação adequada pode conseguir aprender a linguagem oral.

Já a pessoa que tem a surdez de grau profundo é completamente surda, não consegue entender quando lhe é falado algo, acaba por não conseguir aprender a linguagem oral. Para essa pessoa com este grau de surdez qualquer tipo de aprendizagem é mais difícil.

O tratamento da surdez se dá de acordo com sua causa e do seu grau de surdez que pode ser leve, moderado, severo e profundo. Além disso, existem três tipos de surdez: por condução, por percepção e mista. O médico faz o diagnóstico através da história do paciente, exame do ouvido e testes com instrumentos especializados. O exame complementar mais importante e indispensável é a audiometria. Pode-se fazer uma Ressonância Magnética (RM) quando há suspeita de tumor. Alguns exemplos de surdez e respectivos tratamentos são:

- Se a perda auditiva for devido a um acúmulo de cera no canal do ouvido, o médico simplesmente fará a remoção com o instrumental do consultório.

- Nas perfurações timpânicas e nas lesões ou fixação dos ossículos (martelo, bigorna, estribo), o tratamento é cirúrgico.

- Nos casos de secreção acumulada atrás do tímpano (otite secretora) por mais de 90 dias, a cirurgia também está indicada.

- Na doença de Meniére (surdez, tontura, zumbido), o tratamento é clínico e, às vezes, cirúrgico.

- Em casos de tumores, o tratamento indicado pode ser essencialmente cirúrgico, radioterápico ou radio cirúrgico.

A grande maioria dos pacientes com surdez se beneficia com o uso dos aparelhos auditivos convencionais, cuja função é amplificar os sons. Para outros que não podem usar os aparelhos auditivos convencionais, ou que se beneficiam pouco com eles, estão indicados os aparelhos eletrônicos cirurgicamente implantáveis. Para pacientes com surdez severa- profunda, que não se beneficiam com nenhum desses aparelhos, está indicado o implante coclear. Os implantes cocleares são sistemas eletrônicos implantados cirurgicamente, que têm a função de transmitir estímulos elétricos ao cérebro através do nervo auditivo. No cérebro, esses estímulos elétricos são interpretados como sons. Na metade do último século, houve um grande avanço na otologia e na prevenção da surdez. Infelizmente, este avanço não é universal. Pelo menos, um terço da população mundial não é beneficiada por causa da extrema pobreza em que vive.

OS SURDOS NA ATUALIDADE:

Muitas tentativas educacionais foram feitas com o objetivo de educar crianças surdas e, por muito tempo, a surdez foi apontada como

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