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Técnicas Do Manejo Da Cria Na Pecuária Leiteira

Por:   •  25/4/2013  •  2.125 Palavras (9 Páginas)  •  496 Visualizações

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Introdução:

O trabalho tem como objetivo trazer informações úteis em relação às técnicas de manejo de bezerras, dentro do âmbito da bovinocultura de leite. Este tema tem um grande valor, já que o mercado está aquecido para a atividade de venda de bezerros, e assim se faz necessário conhecimento de técnicas que levem a uma rentabilidade ótima no ramo.

A pecuária leiteira está em forte ascensão a nível nacional, com investidores do mundo todo buscando as características climáticas que favoreçam a produção a pasto, e mão-de-obra de baixo custo. Pecuaristas com noção de mercado futuro estão com boas expectativas em relação à produção de cria e recria de boa genética e qualidade para suprir a demanda que existirá. Para isso, há necessidade de se consolidar boas técnicas de manejo sobre a cria na pecuária leiteira, aumentando-se assim o valor do animal a ser vendido e garantindo também um animal de alta qualidade genética, nutricional e sanitária.

Dentro desta perspectiva, estudos testam as melhores técnicas para se manejar a cria, e partir destes testes, criam-se índices a serem seguidos como referência. Estes índices indicam as produções, ou ganhos de pesos, ou perdas ideais para se ter a melhor produtividade, e assim uma melhor rentabilidade na atividade. Cabe aos produtores e técnicos responsáveis, ter esses números em mãos, e adaptá-los e moldá-los às suas condições de campo, visando sempre estar o mais próximo possível dos índices.

Revisão de literatura:

Em se falando de cria, o manejo inicia-se antes mesmo do seu nascimento. Recomenda-se o tratamento da vaca gestante, e um manejo de conforto para tal. Praticas como manter o animal em local arejado, com conforto térmico, assim como uma dieta balanceada e similar a que ela irá ter após o parto, mas com uma diferença, sendo esta dieta aniônica (Lizieire- 2005), irão diminuir o estresse da vaca. Recomenda-se também, a secagem do úbere (órgão produtor e armazenador do leite), aos sessenta dias antes do nascimento do bezerro, esta pratica visa reconstituição, e descanso para o órgão, e assim posteriormente ter quando em plena atividade, ter uma produção de qualidade. Mas, além da produção de leite em si, este manejo atua na produção do colostro (primeiro leite produzido pela vaca). Este alimento tem concentrações maiores de gordura, vitaminas, proteínas e alem disso, tem imunoglobulinas. Estas imunoglobulinas são responsáveis pela primeira defesa imunológica do bezerro, ou seja, segundo (Logan et al- 1981), a proteção imunológica do neo-natal, provem, principalmente, do colostro, sua primeira alimentação. Na mesma pesquisa, comprova a influência da secagem do úbere da vaca e a relação do tempo de secagem com a quantidade de imunoglobulinas produzidas no colostro. Chega-se, com esses estudos, a uma recomendação, um índice de quarenta e dois a sessenta dias antes do parto para se fazer a secagem, para melhor qualidade de colostro. Outra pratica bastante efetiva é a aplicação de vacinas contra raiva e clostridiose. Estas vacinas deverão ser aplicadas aos sessenta dias antes do parto, e há de se fazer uma aplicação de reforço trinta dias após a primeira aplicação. Esse procedimento tem como alvo não somente a proteção da mãe, mas tem como objetivo principal, a proteção do bezerro. Ou seja, aplicam-se as vacinas na vaca gestante, com alvo no feto, para este, estar protegido em sua primeira fase de vida. Uma recomendação de manejo em si, para facilitar na lida diária com os animais, é ambientá-los em lotes ou piquetes de fácil acesso, e proximidade para o peão, para que ele possa visualizar sempre o local, e tomar alguma medida de socorro ou urgência caso necessário.

Os cuidados ao parto são vistos em conjunto com os do pré-parto. Logo que se vem fazendo um manejo progressivo de alimentação, conforto e sanitário, que culminam no parto. Há de se atentar para a limpeza do “piquete maternidade”, sendo este um local preferencialmente próximo e de fácil acesso a quem irá manejar os animais, além de ser bem drenado e arejado. Normalmente, as vacas conseguem parir sozinhas, e o peão necessita intervir apenas se o bezerro está nascendo em posição errada, ou se ela se sentar. Um parto dura, em media, geralmente de uma a duas horas. Recomenda-se, o encarregado ter em mãos uma planilha, onde há informações sobre os animais que habitualmente tem partos distócitos. Via de regra, as vacas que não tiveram um bom acompanhamento durante o pré-parto, potencialmente terão complicações na hora do parto, dá-se aí a importância destas praticas. Segundo Rusev & Tomova - 1981, citados por

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