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"AS PRINCIPAIS DETERMINAÇÕES DA DIMENSÃO ESPACIAL DO DESENVOLVIMENTO CAPITALISTA." DE CARLOS BRANDÃO.

Por:   •  21/6/2014  •  1.117 Palavras (5 Páginas)  •  606 Visualizações

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No segundo capitulo do livro, “As principais determinações da dimensão espacial do desenvolvimento capitalista” Carlos Brandão inicia seu estudo fazendo uma revisão critica das insuficiências das concepções teóricas “estáticas, positivistas e utilitaristas” sobre o desenvolvimento capitalista. O autor explica que seria impossível a formação de uma teoria geral sobre os fenômenos regionais urbanos, sem antes ter levado em consideração os fenômenos sociais e sua realidade histórica, fatores que não podem ser desvinculados, para ele é preciso mergulhar no concreto e no histórico da sociedade para captar e apreender a respeito das manifestações e dos fenômenos são determinantes no processo de desenvolvimento capitalista, sem nunca deixar de lado a ligação espaço-tempo de um determinado local.

Por isso, é preciso “entrar” na história para poder captar e entender os fenômenos que ocorreram aliados ao processo de desenvolvimento do capitalismo em cada situação, em cada tempo histórico definido. Impossibilitando a criação de uma teoria do desenvolvimento “pronta e acabada” que serviria para diversos casos diferentes e pudesse ser generalizada, pois trata-se do desenvolvimento de estruturas, dinâmicas, relações e processos históricos específicos e diferentes, ou seja, cada sociedade tem sua particularidade que foi determinada pela sua história, sendo assim não há como estabelecer um caminho seguido padrão e igual a todos.

É notório a necessidade de se pensar nos espaços nacionais como locais de reprodução social específicos, investigar de maneira particular sua inclusão em uma divisão internacional do trabalho, ou seja, analisar a produção de espaços concretos, captando as suas determinações históricas específicas.

O autor faz uma análise geral a todo o contexto histórico que envolve o capitalismo, a importância da economia urbana e a integração do mercado nacional, as desigualdades regionais e as políticas estatais que distribuíram desigualmente os recursos, indicando que o espaço não é um mero palco do jogo econômico e do processo histórico, mas sim algo que foi trabalhado, manejado e construído de forma a permitir a instalação de relações capitalistas de produção em cada sociedade.

Por isso, considera que esse novo contexto marcado pela mundialização do capital formula uma nova teoria mais critica, resultando em uma interpretação alternativa em que ele define uma “divisão social do trabalho”, onde essa divisão iria assumir uma posição de “categoria analítica básica” para o estudo das “heterogeneidades, hierarquias e especializações inter e intra qualquer escala espacial” e os conceitos de integração, homogeneização, hegemonia e polarização constituem elementos-chave para o estudo da dimensão espacial do desenvolvimento capitalista.

Quanto ao conceito de homogeneização, ele não se refere apenas a características topográficas ou climáticas, pois com uma análise restrita a esse tipo de características não é possível avançar mais profundamente em um estudo do desenvolvimento de uma determinada região. A homogeneização a que o autor se refere é que diz respeito ao capital, onde o mesmo consegue atrair e influenciar até mesmo regiões muito distantes a um mesmo “domínio”, a uma mesma área de atração. Isto ocorre devido o capital não se limitar a delimitações territoriais e regionais, pois para seu fluxo e para sua dinâmica de relações não existem fronteiras espaciais. É válido destacar nesse ponto que a homogeneização mencionada não significa uma diminuição das diferenças e desigualdades e nem de uma propagação homogênea de progresso de desenvolvimento a todas as regiões do território, pelo contrário, a lógica aqui é a de multiplicação de valor do capital atravessando as barreiras, com isso, o mesmo vai agregando e se apropriando dos espaços, transformando a terra, o trabalho e dinheiro em mercadoria, gerando como consequência o acirramento das competições, a segregação e o aprofundamento ainda maior das desigualdades.

Com todo esse processo da homogeneização, seria lógico dizer que o “terreno está preparado” para a integração. O conceito de integração é um dos mais complexos e é um ponto importante para o entendimento da atual divisão social do trabalho. Trata-se de um processo continuo, onde as regiões inseridas neste contexto irão absolver diversas mudanças e serão influencias de ambos os lados. Em uma fase anterior a integração, observa-se núcleos

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