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História De Vida De Martin Heidegger

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Por:   •  9/9/2013  •  1.232 Palavras (5 Páginas)  •  450 Visualizações

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Por relato de Elzbieta (1996), sabe-se que Martin Heidegger nasceu em 1889, era alemão, filho de pais católicos e com pouca renda. Desde pequeno foi designado ao exercício do sacerdócio e, por isso, seus estudos foram custeados pela Igreja.

Aos vinte anos concluiu os estudos pré-universitários, o que não fez com dificuldade, afinal todo o seu tempo era dedicado às orações, aulas e estudos fora de classe ao tempo em que ficou internado no liceu.

Elzbieta (1996) também narra que Heidegger passou por períodos de crise nervosa, pois pensava em mudar sua escolha vocacional para matemática ou filosofia. Desta vez foi difícil eleger o que faria, visto que sua decisão acarretava a perda do apoio financeiro que o mantivera até então. Além disso, o catolicismo não vinha sendo apenas objeto de estudo, era sua fé, seu alicerce.

Embora a escolha viesse a ser um marco em sua vida, após se decidir, Heidegger não voltaria atrás. Então, em 1913, graduou-se em filosofia e, nos dois anos seguintes, desenvolveu a tese que o habilitaria a lecionar.

A caminhada intelectual de Heidegger foi marcada novamente em 1922, quando foi nomeado professor-adjunto em filosofia na Universidade de Marburg.

Nesse entremeio, Heidegger se relacionou com algumas mulheres, casou-se e formou uma família. Ainda que tivesse um casamento estabilizado, Heidegger se arriscou em aventuras amorosas com algumas alunas, o que podia destruir também a sua carreira, aponta Elzbieta (1996).

Aos relatos da época, não parece que Heidegger fora um sujeito agressivo, mas inseguro e carente de veneração e exaltação, o que o tornava capaz de arriscar suas conquistas e de se tornar dissimulado.

Heidegger tornou-se um filósofo com tanto prestígio que era considerado sem competidor à altura na Alemanha.

Quando o filósofo casou, não possuía dinheiro ou trabalho permanente que pudesse espelhar a celebridade que viria a ser futuramente. Sua esposa o amparou quando rompeu os laços com a Igreja Católica, assim como, entusiasta do Nacional-Socialismo implantado na Alemanha, apoiava os esforços de Heidegger para que o movimento controlasse o país.

Elzbieta (1996) comenta que quem tinha grande disposição e fanatismo pelo regime nazista era, de fato, sua esposa. Por insistência dela que Heidegger leu o livro de Hitler – Mein Kampf – em 1931.

Porém, de maio de 1933 até 1945, Heidegger fora membro do Partido Nacional-Socialista dos Trabalhadores Alemães (chamado de NSDAP).

Assumira a reitoria da Universidade de Freiburg, em abril de 1933, permanecendo por apenas dez meses.

Heidegger fora entrevistado pela revista Der Spiegel (1966), situação na qual revelou que pensava em assumir a reitoria por pensar que faltava perspectiva da parte seus alunos. Queria tirar proveito da situação política que ocorria paralelamente na Alemanha para que se fizesse nascer uma força construtiva, uma visão política nos estudantes.

A esposa de Heidegger, Elfride, também era professora e se esforçava pela igualdade entre homens e mulheres ao acesso à educação, em todos os níveis. Para tanto, empregava os preceitos discursados por Hitler, que dizia que as mulheres eram “camaradas do povo”. Seguia, igualmente, a defesa da preservação da raça ariana e repudiava a influência dos judeus e comunistas.

Ao renunciar a reitoria, em 1934, Heidegger solicitou que Elfride se desligasse de suas atividades partidárias. Ela, porém, não acatou seu pedido. Isso não trouxe desavenças entre eles.

No colóquio ajustado pela revista Der Spiegel (1966), fora afirmado que Heidegger continuou a ter alunos judeus após 1933 e, após sua saída da reitoria a relação entre ele e os alunos parece ter continuado cordial. A isso, Heidegger declarou:

A minha atitude não se modificou depois de 1933. Uma das minhas alunas mais antigas e de mais talento, Helene Weiss, que posteriormente emigrou para a Escócia, veio a doutorar-se em Basileia, quando deixou de ser possível fazê-lo na nossa faculdade, com um trabalho sobre “Causalidade e acaso na filosofia de Aristóteles”, que foi publicado em 1942 em Basileia. Ao final do prefácio, a autora diz o seguinte: “O ensaio de interpretação fenomenológica que apresentamos na Iª parte deve muito às interpretações ainda inéditas de M. Heidegger sobre a filosofia grega.” Aqui tem o exemplar com a dedicatória da própria autora. Visitei muitas vezes a Drª Weiss em Basileia, antes da sua morte.

Expõe Elzbieta (1996) que Elfride continuou lecionando e passou a acompanhar o marido, como extensão de seu apoio, em suas viagens oficiais. Ele advertia-a que não apreciasse a situação da Alemanha e o que faziam perante ela enquanto estivessem em eventos como esses.

Heidegger não achava prudente que, mesmo apoiando o nazismo, Elfride fizesse menção entusiasta sobre o regime diante de pessoas que eram oprimidas por

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