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O Trabalho Do Assisntenco Social Na Esfera Estatal

Por:   •  7/11/2014  •  876 Palavras (4 Páginas)  •  382 Visualizações

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Para analisar o trabalho e os desafios do assistente social na esfera estatal é necessário entender a dinâmica sócio-histórica, que configura o campo em que o assistente social atua e problematizar as respostas profissionais.

Apesar de a Igreja Católica ter uma relevante importância para o surgimento do Serviço Social no Brasil, foi com a Segunda Guerra Mundial, a aceleração industrial que surge a necessidade de respostas do Estado e do empresariado as necessidades de reprodução social das classes sociais.A profissão foi construída historicamente e ganha valor quando analisamos o interior da sociedade que pertence. A intervenção do Estado capitalista na reprodução social por meio de politicas sociais foi o grande ponto de partida para a criação do SESO. O Servico Social surge como profissão para intervir em como enfrentamos a questão social, que muda de acordo com as conjunturas sociopolíticas, ele é um dos mediadores do Estado na intervenção dos conflitos que ocorrem no espaço privado. O profissional atua nos problemas sociais via politicas sociais, ele é convocado para realizar atividades na administração de recursos e implementação de serviços. As politicas sociais acabaram se tornando a única via para que as classes subalternas tenham acesso aos serviços sociais públicos mesmo apresentando fragilidades e pouca efetividade nas respostas para a pobreza, que aumentou conforme a implantação do capitalismo, e a desigualdade social.

O Estado, mesmo com a sua centralidade, não reduz as politicas sociais ao campo de intervenção estatal pois para sua realização participam organismos governamentais e privados. Um espaço socioocupacional da profissao vem sendo construído e crescendo no sistema estatal em relação as suas classes sociais. O Estado não esta separado da sociedade, ele é um produto desta relação que se transforma. O trabalho do assistente social na esfera estatal esta ligado as relações entro o Estado e a sociedade civil. Mesmo que seja comum considerar as categorias do Estado e do governo como sinônimos, esse uso pode gerar grandes confusões e implicações políticas.

A partir dos anos 80 podemos visualizar mudanças ocasionadas por novas na relação com o Serviço Social no campo das politicas sociais, tais mudanças foram crescentes durante o passar do tempo. Na década de 90 houve um regresso no âmbito do Estado e da universalização dos direitos se contrapondo ao processo de democratização política, econômica e social. Com isso, é gerada inúmeras transformações na sociedade e mudanças nas relações entre publico e privado. De um lado, a reforma conservadora do Estado e da economia afastam os direitos, sucateando os serviços públicos, indo totalmente contra as forças sociais que lutaram pela constituição de 1988. De outro lado, em nome da modernização da economia, tudo o que é necessário ao individuo passa a deixar de se tornar prioridade pelo Estado, chegando ao ponto de fazer do que é necessário um privilégio. No âmbito da sociedade civil, as ONGS vem crescendo e cada vez mais vem se unindo ao Estado, a partir de 1990 elas começam a disputar recursos, lugares e reconhecimento publico.

As ONGS são um dos grandes responsáveis pelo afastamento do Estado na vida social. O Estado passa a subsidiar organizações sociais, convertendo a assistência social para a linguagem do capital. Elas ajudam na terceirização dos serviços, ligando a sociedade de forma indireta ao Estado, distanciando os usuários dos assistentes sociais que perdem a autonomia do

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