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Presos "desviados" Do Evangelho No Presídio Regional De Linhares - ES

Por:   •  6/12/2013  •  2.397 Palavras (10 Páginas)  •  503 Visualizações

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FACULDADE PITÁGORAS DE LINHARES

CURSO - DIREITO

Presos “desviados” do Evangelho no Presídio Regional de Linhares - ES

LINHARES

2010

Presos “desviados” do Evangelho no Presídio Regional de Linhares - ES

Projeto apresentado à FACULDADE PITÁGORAS – CAMPUS LINHARES, como requisito parcial para aprovação do Trabalho do Curso de Direito. Na disciplina de Metodologia.

Professor: Vasconcelos Zuqui.

LINHARES

2010

SUMÁRIO

1 INTRODUÇÃO 3

1.1 CONTEXTUALIZAÇÃO 3

1.2 JUSTIFICATIVA 4

1.3 PROBLEMA 4

1.4 HIPÓTESE 5

1.5 VARIÁVEIS 6

1.6 OBJETIVOS 6

1.6.1 Objetivo geral 6

1.6.2 Objetivos específicos 6

2. METODOLOGIA…………………………………………………………………………..6

3 REFERENCIAL TEÓRICO………………………………………………………………7

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS..........................................................................11

1 INTRODUÇÃO

1.1 CONTEXTUALIZAÇÃO

É verídico que desde os primórdios da civilização humana o crime sempre acompanhou o homem, e mesmo diante das projeções mais otimistas, ele jamais poderá ser totalmente extirpado da sociedade. Note-se, que toda e qualquer análise que se procure fazer acerca do ser humano, deve-se ter em conta sua sociabilidade.

A igreja como corpo de Cristo, é um instrumento de fundamental importância na transformação da Sociedade, moralmente e espiritualmente. Jesus no evangelho de Mateus capítulo 28: 19,20 nos ordena a Pregar este evangelho, batizar, ensinar a guardar todas as coisas que nos tem ensinado. E em Mateus 25: 36. Jesus tem outra ordenança: visitar as prisões. Graças a Deus isso a igreja está fazendo: ir às prisões com propósito de resgatar vidas, devolvê-las para suas famílias e para a sociedade através da obra do Espírito Santo. Portanto, é um paradoxo quando deparamos com um presídio com um grande número de presos que um dia fez parte deste corpo chamado igreja. É de suma importância que viemos a descobrir a causa que levou estes irmãos se desviarem do alvo, sucumbindo no mundo à criminalidade, para que possamos corrigir possíveis anomalias.

Em verdade, chega um momento em que os homens sentem o desejo, vago e indeterminado, de um bem que ultrapassa o seu bem particular e imediato e que ao mesmo tempo fosse capaz de garanti-lo e promovê-lo. Esse bem é o bem comum ou bem público, e consiste num regime de ordem, de coordenação de esforços e inter cooperação organizada. Por isso, o homem se deu conta de que o meio de realizar tal regime era a reunião de todos em um grupo específico, tendo por finalidade o bem público.

1.2 JUSTIFICATIVA

Atualmente a problemática da segurança pública no que toca o comportamento criminoso tem sido uma preocupação para os nossos governantes. Vários programas de assistência social, psicológica e religiosa têm sido promovidos no intuito de se equacionar a questão.

No entanto, quando este mesmo problema surge dentro das “igrejas” como fica a questão? Afinal de contas, nela que o individuo deveria encontrar a solução de seus conflitos espirituais, sociais e psicológicos, para a, partir de então poder ajudar outras pessoas.

Partindo desse contexto, o presente estudo busca investigar as causas que levam um “crente” a se desviar, sair de sua igreja e entrar ou voltar para o mundo do crime.

As conclusões de tal investigação serão de vital importância para as igrejas, uma vez que os resultados nortearão os pontos fortes e fracos de seus trabalhos de evangelização, discipulado e a formação de líderes.

A partir dessas informações essas igrejas poderão criar novas estratégias para fortalecerem seus membros de forma a faze com que esses continuem a crescer espiritualmente.

1.3 PROBLEMA

Por que pessoas convertidas “desviam” do evangelho e entram para a criminalidade?

1.4 HIPÓTESE

É fato bem aceito que muitas pessoas têm abandonado as igrejas! Porém, o que essas pessoas passam a fazer após sua saída da igreja já não se responde com precisão, afinal de contas, nem sempre os crentes buscam saber o porquê fulano se “desviou”, quais os motivos que o levaram a tal decisão. Logo, se não se preocuparam enquanto estes ainda estavam dentro da congregação, não é agora que está fora terão esse interesse.

Muitas pessoas se desviam por motivos fúteis tais como: desentendimentos entre os membros, um sermão que não lhes caiu bem, e coisas desse tipo! Outros, porém, às vezes, nem chegaram a se converter realmente. Estavam na igreja somente porque seus pais eram crentes e por isso não os queria decepcionar; ou então porque gostava de determinado rapaz ou moça crente, e a única forma de namorá-los era se “converter” a sua igreja.

Tais questões serão discutidas nesse estudo, cuja conclusão deverá ser a de que muitos desviados que hoje se encontram presos, possivelmente em algum momento de suas vidas estiveram envolvidos por um dos sentimentos acima.

1.5 VARIÁVEIS

• A orientação Cristã adequada;

• A inclusão do detento na sociedade.

1.6 OBJETIVOS

1.6.1 Objetivo geral

Estudar as causas e perfis das pessoas que são levadas a desviarem do evangelho e entrarem para a criminalidade.

1.6.2 Objetivos específicos

• Verificar o nº de presos “desviados” no Presídio Desembargador José Mathias de Almeida Netto e compará-lo ao de não crentes.

• Conhecer os motivos mais relevantes para que não haja tantos “desviados” em situações extremas como o da marginalização.

• Buscar formas de reconciliar estes detentos as suas igrejas de origem.

2 METODOLOGIA

Trata-se de uma pesquisa qualitativa buscando tornar visível as causas que levam pessoas convertidas desviarem do evangelho e entrarem para a criminalidade

A pesquisa será desenvolvida com detentos recolhidos no Presídio Regional de Linhares “Desembargador José Mathias de Almeida Netto” com um termo de compromisso, dando a autorização para realização da pesquisa. Será dividida em dois momentos concomitantes: no primeiro selecionaremos um grupo de 10 detentos com idade mínima de 20 anos e idade máxima de 45 anos, com grau de escolaridade até o ensino médio, moradores da cidade de Linhares e que tenham cumprido metade da pena, e no passado tinham cargos dentro da igreja evangélica que freqüentavam.

No segundo far-se-á as entrevistas semi-estruturadas. Para o processo de coleta de dados adotar-se-á como instrumento de coleta de dados a entrevista com perguntas abertas e fechadas dando ao detento condições de entendimento sobre o assunto em que está sendo entrevistado, fazer uma exploração dos objetivos da pesquisa, obter informações que farão ter um desenvolvimento positivo no contexto do projeto. Para ter condições de registrar as informações, deverá ser utilizado um gravador para futura transcrição. Após a coleta de dados às informações serão quantificadas com uso de software adequado e analisadas.

A pesquisa teórica será desenvolvida a partir das fontes que foram previamente selecionadas no Levantamento Bibliográfico do Projeto de Pesquisa, como dissertações, artigos e mestrados.

Para o trabalho com as fontes selecionadas adotar-se-á as técnicas de leitura exploratória e seletiva. Para garantir a retenção do que foi lido far-se-á apontamentos com uso da técnica do fichamento. Com as informações confiáveis e confirmadas por outros autores, da sua veracidade, pode-se assim trabalhar essas informações juntamente com o resultado das entrevistas

Feita a abordagem em todas as fontes previstas no Levantamento Bibliográfico, far-se-á uma leitura analítica do material fichado observando à ordem de desenvolvimento prevista para o trabalho, paralelo a leitura analítica ocorrerá à elaboração da primeira escrita do assunto abordado.

3 REFERENCIAL TEÓRICO

Violência vem do latim violentia, que significa violência, caráter violento ou bravio, força. O verbo violare significa trotar com violência, profanar, transgredir. Tais termos devem ser referidos a vis, que quer dizer, força, vigor, potência. Mais profundamente, a palavra vis significa a força em ação, o recurso de um corpo para exercer a sua força e portanto a potência, o valor, a força vital. "Uma ação direta ou indireta, destinada a limitar, ferir ou destruir as pessoas ou os bens". (Michaud, 1989)

O Brasil ainda lidera o ranking de assassinatos no planeta, em números absolutos. São 46 mil homicídios por ano. Mas, em termos proporcionais, deixou de encabeçar esse campeonato macabro. Hoje ocupa o sexto lugar na taxa de homicídios por 100 mil habitantantes, num ranking de 91países. A média é de 25 assassinatos por 100 mil habitantes. Sendo superado em violência, nos últimos anos, por El Salvador, Colômbia, Guatemala, Ilhas Virgens Americanas e Venezuela. www.zerohora.clicrbs.com.br

O sociólogo Julio Waiselfisz, coordenador da pesquisa Mapa da Violência, nem pensa em comemorar essa mudança. Em primeiro lugar, porque acredita que ela pode ser circunstancial, sazonal. Em segundo lugar, porque o que ocorreu foi um aumento da violência em outros países latino-americanos, sem que o Brasil tenha experimentado redução significativa nos indicadores. www.zerohora.clicrbs.com.br

A cautela é necessária, também, na medida em que o Brasil está longe de ser um lugar seguro. Em 2007, mesmo com todas as reduções de homicídios, aconteceram ainda 47,7 mil assassinatos, o que representa 131 vítimas diárias. Isso significa que acontece no país, a cada dia, um massacre equivalente ao do Carandiru em 1992. www.brasilsemgrades.org.br

A constatação de que o Brasil não é nenhum paraíso também está expressa se for comparado com outros países com um pé no primeiro mundo.

A violência encontra-se em todas as classes sociais, obseva-se que a sociedade em geral tem convivido com situações adversas tais como, problemas sociais, desestrutura familiar, desemprego, financeiro. Diante desse quadro muitos se convertem, porém, continuam a mercê dessas situações, e ao menor sinal de falha na conduta cristã, desanimam-se em permanecer na igreja.

Este estudo tem por objetivo analisar as causas que levam as pessoas convertidas a se desviarem do evangelho e entrarem para criminalidade. Essa análise deverá proporcionar debates no entorno das questões em que à igreja possa buscar meios de se evitar situações favorecedoras do surgimento dos “desviados” que conseqüentemente poderão adentrar no mundo da marginalidade.

A Igreja relaciona-se privilegiadamente com a sociedade de que faz parte integrante.

As relações da Igreja com a sociedade, recuperaram a visão original dos tempos apostólicos, enquanto enviada ao mundo com uma missão de salvação. Ela é promotora de valores objetivo, considerados essenciais e prioritários para evoluírem positivos da própria sociedade, tais como: a dimensão espiritual da existência, a paz, a justiça, a afirmação da dignidade da pessoa humana, a valorização da família como célula base da sociedade, a construção de modelos de desenvolvimento em que todos os cidadãos possam ser protagonistas, a salvaguarda da harmonia da natureza que o progresso deve respeitar. Nazzotti, (2002)

Acentue-se que os grandes objetivos da missão da Igreja no mundo convergem com as metas a atingir no desenvolvimento da sociedade democrática, o que dá à missão da Igreja, no seu conjunto, um sentido altamente positivo na construção da comunidade humana. Muitas vezes isso não funciona e a pessoa passa por um período de revolta e começa a entrar em situações graves de maldade. Goffman, (1963)

Obviamente desta forma ficam mais propícios a caírem em situações ruins. É quando não estão mais sendo orientados pelo evangelho e acabam caindo em tentações e há cometerem falhas. E o desânimo rapidamente se transforma em desespero e transtorno. Com isso, pensam: De que adianta tentar? Nunca serei bom um bastante. (Oliver, 1999)

Conforme o Oliver algumas pessoas deixam-se levar pelo desanimo o que conseqüentemente os levará a se desviarem. Logo passam a buscar aquilo que pensam ser mais fácil e prazeroso para suas vidas.

Nesse mesmo sentido Lutzer (2004), é que o preço de obedecer a Deus e viver em integridade muitas vezes é alto demais. Então eles passam a enxergar o comodismo ou as pequenas concessões como às opções mais interessantes. Em outras palavras, estão dispostos a passar por cima dos próprios princípios e valores, a fim de atingir os objetivos que desejam. Em alguns casos cometem infrações leves, mas em outros, podem ser levados a praticar atos terríveis, atos que não tem mais volta, atos criminosos que muitas vezes com crueldade.

Diante desse quadro o mal entra em ação desenvolvendo sentimentos de derrota além de incutir na mente dessas pessoas falsos sentimentos de uma pseudo-prosperidade, dando a essas pessoas falsas esperanças de poder.

Constata-se, portanto, que o individuo é envolvido nesse emaranhado de sentimentos e ações a que é inclinada também sua natureza adâmica, sendo de certa forma conduzido a praticar atos dos quais, conseqüentemente será, na maioria das vezes, penalizado posteriormente com alguns anos de prisão, quando então passa a viver preso, perdendo assim o direito a tão preciosa liberdade. Foucault, (1975).

Portanto muitas pessoas dentro das igrejas estão a mercê de caírem nesse tipo de situações, primeiramente devido a uma não aceitação do evangelho, ou então por fracassos ao longo da caminhada cristã, sendo então envolvidas pela falta de fé e desmotivação, portanto, presas fáceis do mal.

Oliver (1999), Os Cristãos, em sua maioria, querem ser espiritualmente fortes e vitoriosos. O Anseio de todos é que ao chegarem ao fim da vida, ouça Deus dizer: ‘Muito bem servo bom e fiel’. Desejam ter um caráter íntegro. O problema é que todos têm fraquezas, pontos cegos e hábitos profundamente arraigados, que podem sabotar as boas intenções, levando-os a ultrapassar esses limites e a cometer falhas morais e éticas.

É inegável, portanto a responsabilidade da Igreja e sua liderança para que evite que mais e mais pessoas se desviem e passem a praticar atos que lhes conduza aos presídios, quando não, até mesmo à morte.

Conforme relata Muratori (2007): “O que pode levar uma pessoa a ter um comportamento violento, a ponto de matar ou até cometer outros crimes. Na ausência de indubitáveis fatores macros sociais responsáveis e de síndromes psiquiátricas evidentes, para compreender esses acontecimentos é preciso fazer referência a algo mais próximo de todos, ao modo de viver e aos hábitos educativos. Ou seja, é necessário fazer o esforço de entrar em sintonia com aquilo que gostariam de poder considerar como algo que não diz respeito e que gostaria de poder demonstrar”.

Partindo desse pressuposto, será investigado, através da pesquisa de campo, uma amostra de presos do presídio regional de Linhares, com vistas a conhecer o passado dos mesmos e sua ligação com o evangelho antes de entrarem para o mundo do crime.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

AZEVEDO. Israel Belo de. O Mito da família perfeita. Niterói: Textus, 2003.

COLE. Edwin Louis. Homem que é homem. Venda Nova: Betânia, 1994.

FOUCAULT, Michel, Vigiar e punir: nascimento das prisões. Tradução de: Raquel Ramalhete. 29. ed. Petrópolis: Vozes; c1975.

GODOY. Celso, Bueno de. Uma porta para a vida. Vitória: Sodré, 1998.

GOFFMAN, Erving. Estigma: notas sobre a manipulação da identidade deteriorada. Tradução de: Márcia Bandeira de Mello Leite Nunes. 4. ed. Rio de Janeiro: LTC; c1963.

LUTZER. Erwim W. Por que Pessoas boas fazem coisas más. Belo Horizonte: Betânia, 2004.

MACHADO, Maria das Dores C. Carismáticos e pentecostais: Adesão religiosa na esfera familiar. Campinas: Autores Associados/Anpocs, 1996.

MICHAUD, Y. A Violência. São Paulo, Ática, 1989.

NAZZOTTI, Alda J. A.; GEWANDSZNAJDER. O método nas ciências sociais e naturais: Pesquisa qualitativa e quantitativa. 2. ed. São Paulo: Pioneira Thomson Learning, 2002.

OLIVER. Gary J. Como acertar depois que você já errou. Belo Horizonte: Betânia, 1999.

SHEDD. Russel. O Mundo, a carne, e o diabo. São Paulo: Vida Nova, 1995.

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