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Enredo Carnavalesco Sobre A Primeira Guerra Mundial

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Por:   •  5/11/2014  •  2.669 Palavras (11 Páginas)  •  208 Visualizações

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SUMÁRIO

1. Enredo da Escola de Samba “Unidos Pela Vitória”;

2. Comissão de Frente e Carro Abre-Alas;

3. Ala dos Compositores e Ala dos Armamentos;

4. Mestre-Sala e Porta-Bandeira e a Ala da Humilhação;

5. Bateria e a Ala das Baianas;

6. Segundo Carro alegórico e a Ala dos Convidados;

7. Destaques de Fantasias;

8. Organograma;

9. Anexos (bibliografia).

1. Enredo

A notícia de que Francisco Ferdinando (possível herdeiro do Império Austro-húngaro) havia sido assassinado, deixou a minha família e a mim surpresos. As relações diplomatas seriam deixadas de lado e uma possível guerra havia passado por minha cabeça. Eu não poderia imaginar qual seria o envolvimento da Alemanha se a hipótese de uma guerra pudesse ser verdade, pensar em meus filhos sofrendo a dor de uma guerra era apavorante, mas havia quem se animasse pela ideia. Minha tese do possível conflito foi logo se concretizando com o passar dos dias, a Alemanha entrara na guerra a fins de apoiar o exército austro-húngaro e logo após declarou guerra a outras nações. Mesmo contra minha família sabia que o certo era defender minha nação, lutar pelo futuro do meu país e foi o que fiz. As propagandas espalhadas por toda a cidade levaram o entusiasmo até meus colegas, amigos e irmãos. Este foi o momento em que decidi lutar e honrar minha alma alemã.

Recrutei-me junto com os demais soldados e estávamos preparados para a guerra, declaramos guerra aos russos e logo após, aos franceses. Nos instalamos em lugares estratégicos para atacar, formamos frontes no ocidente e cavamos com nossas próprias mãos nossas casas, mais conhecidas como trincheiras. Armas de todos os tipos não paravam de chegar por todos os lados. Aviões e tanques que nunca tinham sido vistos ou usados, tomaram conta dos campos de concentração. Recebi diversas cartas de minha esposa e filhos, contando sobre como a guerra teria afetado a rotina do país, e de que ela e outras mulheres estariam envolvidas com os trabalhos em fábricas. Também escrevi inúmeras cartas para minha família, contando nossas condições de vida nas trincheiras que eram horríveis, com pouco mantimento que havia mal dava para alimentar os soldados, vi amigos passarem fome, frio e os vi se contaminar com inúmeras doenças que os levavam a morte. Nossos uniformes estavam duros de sujeira, nossas botas cheias de lama, improvisávamos mascaras contra os gases tóxicos, pois os ataques não paravam em momento algum, vinham por terra e pelo céu. A notícia de que a Itália havia rompido relações com a Alemanha e, entrado na guerra ao lado de França e da Inglaterra nos tomou as poucas horas de sono que ainda nos restava.

A revolução socialista que derrubou Czar Nicolau II, deu fim a nossa rivalidade com os russos após negociarmos um tratado com um novo governo da Rússia. A saída da Rússia e a entrada dos Estados Unidos na guerra mudou o rumo do conflito, fortaleceram a Tríplice Entente e em 1918 o Império Austro-Húngaro e nós, alemães, estávamos derrotados. Não havendo mais soluções para nós, nossos representantes assinaram um acordo de paz, que nos fazia aceitar as condições de rendição estabelecidas pelos outros países. Meus companheiros de batalha haviam completado as etapas da guerra, viveram, lutaram e morreram pelo nosso país. Felizes foram eles, que completaram a experiência da grande guerra, sem ver a vergonhosa derrota da nação alemã ao assinar o Tratado de Versalhes. O tratado apresentava exigências políticas, econômicas e militares como reconhecer a independência da Áustria, a proibição do funcionamento da aeronáutica alemã, proibição da fabricação de tanques e armamentos pesados, e principalmente, a Alemanha deveria ter seu exército reduzido para, no máximo, cem mil soldados entre outras humilhações impostas principalmente pela Inglaterra e França.

As duas semanas vitoriosas de guerra previstas pela Alemanha, se transformou em quatro anos que nos trouxe a derrota. Lembro até hoje do rosto de cada criança que cresceu sem o pai e, de cada mãe que sofreu a dor de não ver o filho voltar da guerra.

Justificativa

A escolha deste enredo foi feita para homenagear os milhares de soldados envolvidos na Primeira Guerra Mundial, que teve inicio há 100 anos. O centenário do conflito está sendo celebrado em várias partes do mundo, entre os principais países envolvidos e outros.

2. Comissão de Frente e Carro Abre-Alas

Comissão de Frente

Guerra de Trincheiras

“As comissões de frente mais antigas apresentavam os integrantes da direção da escola carregando bastões, como se estivessem armados para proteger a escola.” (http://www.brasilescola.com/carnaval/comissao.htm)

Na comissão de Frente temos soldados representando a fase da Guerra de trincheiras (1915-1917). Foi através de trincheiras que os soldados da Primeira Guerra Mundial se preparavam para atacar e defender sua nação (ocorreu entre 1915 a 1917, onde se relatava as piores condições de sobrevivência na época da Guerra). Muitos deles não morreram na Frente Ocidental em defesa alemã e sim, pelas condições que as trincheiras apresentavam, pois eram locais sujos, úmidos e com pouco mantimento para os soldados, possibilitando a grande proliferação de doenças. Existia também um vazio com cerca de 200 metros, entre a trincheira inimiga, onde ficavam os mortos e feridos esperando por socorro, nos quais os soldados não conseguiam resgatar por correr o risco de morrer por lá. Aquele espaço era conhecido como “terra de ninguém”. Apesar de o incontrolável avanço alemão ser contido na França, na região do rio Marne. Os franceses não conseguiram forçar o recuo dos alemães então, cavaram trincheiras, se posicionaram e é ai que começa a guerra de trincheiras na Frente Ocidental. Apesar dos grandes contras que apresentavam, as trincheiras eram a grande estratégia do conflito, já havia sido usada anteriormente, mas foi na Primeira Guerra que obtiveram mais sucesso. Levando as trincheiras a ser um marco importantíssimo que possibilitava melhores resultados em confrontos com o inimigo.

Carro abre-alas:

Aviões de Guerra

Foi na Primeira Guerra Mundial que a população viu o avião se transformar em uma arma letal. Além dos combates

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