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HISTORIA DA ARTE

Por:   •  17/10/2012  •  556 Palavras (3 Páginas)  •  1.435 Visualizações

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pré conceitos sociais, raciais e homofóbicos em dados matemáticos

Após a divulgação da pesquisa Diversidade Sexual e Homofobia no Brasil (elaborada pela Fundação Perseu Abramo e pela fundação alemã Rosa Luxemburgo Stiftung) e a sua conseqüente chegada as mídias de grande porte - como os jornais O Globo e Folha de São Paulo - um dado chamou a atenção de muita gente, tanto da comunidade LGBT quanto fora dela. A polêmica residia no fato dos jornais terem dado em suas chamadas que "99% da população brasileira tem preconceito com homossexuais". Tal afirmação suscitaria a hipótese de que todos os brasileiros seriam homofóbicos, incluindo aí, os próprios gays.

Gustavo Venturi, organizador e diretor da pesquisa, elaborou artigo onde explica os números apresentados e coletados em junho de 2008. O pesquisador justifica o trabalho como um "meio de subsidiar ações para que as políticas públicas avancem em direção à eliminação da discriminação e do preconceito contra a população LGBT, de forma a diminuir as violações de seus direitos e a promover o respeito à diversidade sexual".

Na seqüência do artigo é explicado que dentro da totalidade do número percentual de pessoas preconceituosas, há os níveis de graus de preconceitos. Por exemplo, 93% dos entrevistados disseram acreditar haver preconceito contra travestis, dentro desse número 73% disseram haver muito preconceito e 16% acreditam existir pouco preconceito.

Quando perguntados, os entrevistados na pesquisa, se eram preconceituosos, apenas 29% assumiram ter preconceito contra travestis. Para esse fato Gustavo Venturi explica que "o fenômeno de atribuir os preconceitos aos outros sem reconhecer o próprio é comum e esperado, posto que a atitude preconceituosa tende a ser socialmente condenável. Assim, além do preconceito assumido, de antemão buscou-se cercar o preconceito velado, recorrendo-se a três tipos de questões".

Contradizendo os 99% divulgados pela grande imprensa, Gustavo revela que "do total da amostra, 6% dos entrevistados foram classificados como tendo forte preconceito contra LGBTs; 39% como portadores de um preconceito mediano e 54% manifestaram um grau de preconceito que foi classificado como leve".

Gustavo divaga a respeito da maneira como foi divulgada a pesquisa. "Em que pese a tentação sensacionalista de 'denúncia' a partir da constatação de que 99% da população brasileira têm algum grau de preconceito contra LGBTs (na verdade um resultado ambivalente, já que também potencialmente paralisante), é importante cautela na leitura dos dados para não forçá-los a dizerem o que não sustentam".

Pois, ele explica que a mesma pessoa que no início da pesquisa revelou ter repulsa por LGBT, antes do tema diversidade sexual

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