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Um Cara Que Escrevia Livro Tipo O P

Por:   •  17/2/2013  •  6.553 Palavras (27 Páginas)  •  813 Visualizações

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maquiavel, resenhas que encontrei na internet e achei interessante, NAO SAO MINHAS!

Nicolau Maquiavel, na obra "O príncipe", escrita entre 1513 e 1516, se propõe a tratar do problema do poder. Mais especificamente, de como alcançá-lo e de como mantê-lo, conforme resume seu subtítulo. Pelos últimos capítulos de seu livro, apreende-se que seu objetivo a curto prazo era contribuir para a unificação e libertação da Itália, já que os primeiros Estados modernos já começavam a aparecer pela Europa, enquanto que a Itália ainda se encontrava fragmentada e em conflitos.

Se utilizando de sua experiência de homem de Estado, Maquiavel, após ser liberto do encarceramento que lhe sobreveio por intrigas políticas, resolve compilar todo o seu conhecimento sobre o assunto nesta pequena mas valiosíssima obra, a qual tem sido lida por chefes de Estado e homens de poder de todos os tempos desde então. 

Ele se refere ao fato de muitos já terem imaginado Estados que nunca existiram, fazendo uma referência a pensadores como Platão, por exemplo, e mostra que seu pensamento tem outro ponto de partida: a experiência concreta, o mundo da forma como ele é, da forma como ele existe aqui e agora.

Um dos principais temas apresentados por Maquiavel n' "O príncipe" é a separação entre Ética e Política. Daí talvez a razão do termo "maquiavélico" ter atingido hoje a presente conotação entre os não-especialistas.

Maquiavel não seu preocupa com o ser "bom", mas com o "parecer bom" e com aquilo que "funciona". De fato, quando investigando sobre se o príncipe deve cumprir seus compromissos e honrar suas palavras, ele afirma que 

...um príncipe sagaz não deve cumprir seus compromissos, quando isso não estiver de acordo com seus interesses e quando as causas que o levaram a comprometer sua palavra não existam mais. (MAQUIAVEL, p. 173)

E ainda: "...é necessário que um príncipe saiba muito bem disfarçar sua índole e ser um grande hipócrita e dissimulador..." (p. 174), pois "...os seres humanos, de uma maneira geral, julgam mais pelo que vêem e ouvem do que pelo que sentem. Todos vêem o que pareces ser, mas poucos realmente sentem o que és." (Ibid., p. 176)

De fato, "...as pessoas comuns são sempre levadas pelas aparências e pelos resultados e é a massa vulgar que constitui o mundo." (Ibid., p. 176)

Assim, a sua obra, que às vezes nos lembra um "manual prático", é pautada por aquilo que objetivamente "funciona" para alcançar e manter o poder, no mundo como ele é agora, e não como "deveria ser". 

Logo no início eles nos aconselha que "...os homens ou precisam ser adulados ou esmagados, pois se vingarão dos pequenos erros e não dos graves. O dano que causar a um homem deve ser tal que não preciseis temer sua vingança." (Ibid., p. 55)

Assim ele ensina sobre a crueldade. Ela pode ser bem aplicada ou  mal aplicada, mas ambas "devem ser feitas todas de uma vez, pois, dessa forma, elas serão menos sentidas. Os benefícios, por outro lado, devem ser concedidos um de cada vez, pois assim serão melhor apreciados." (Ibid., p. 114). Na verdade, um príncipe "não deve se importar se o considerarem cruel quando, por causa disso, puder manter seus súditos unidos e leais." (Ibid., p. 164) É a polêmica questão se os fins justificam os meios.

De especial relevância em sua obra é a questão da guerra. A verdadeira especialidade do príncipe, a ocupação que convém a quem governa é "a arte da guerra, sua regulamentação e a disciplina do exército" (Ibid., p. 148). E assim ele discorre sobre as diferentes tropas que um príncipe pode possuir, e adverte: deve-se evitar as tropas mercenárias, e as tropas auxiliares são piores ainda que aquelas. De fato, quando o príncipe se utiliza de outros exércitos que não o seu próprio, ele se coloca em uma situação delicada, a qual nos remete ao exemplo bíblico de Davi versus Golias: Davi rejeitou a armadura de Saul por lhe ser muito pesada. É assim que o príncipe deve se comportar.

Na célebre questão sobre se é melhor ser amado ou temido, Maquiavel afirma que o desejável é que se pudesse ser ambos, "...mas como é difícil que isso aconteça ao mesmo tempo, então, é muito mais seguro ser temido que amado, quando se tem que escolher entre os dois." (Ibid., p. 166)

Algumas das razões para isso é que "...os homens hesitam menos em ofender aquele que se faz amar do que aquele que se faz temer", e que "...o medo, mantido pelo temor de punição, nunca deixa o homem." (Ibid., p. 166)

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