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Vida e Obra Abu Al-Walid Muhammad Ibn Ahmad Ibn Rusd

Por:   •  14/4/2013  •  Pesquisas Acadêmicas  •  1.545 Palavras (7 Páginas)  •  409 Visualizações

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DESENVOLVIMENTO

• Vida e Obra

Abu Al-Walid Muhammad Ibn Ahmad Ibn Rusd, também conhecido como Averróis, nasceu na cidade de Córdoba, na Espanha em 1126 e viveu até 10 de dezembro de 1198 em Marrakech, na atual cidade Marrocos.

Nascido em uma importante família de sábios e juristas, seguiu o mesmo caminho, como grande estudioso se formou primeiro em direito islâmico, e em seguida filosofia, astronomia, teologia, medicina, matemática.

Em 1169 Averróis foi condecorado pelos príncipes de uma cidade muçulmana, que ficavam ao norte da África e Espanha, foi nomeado então juiz. Um desses príncipes, seu amigo aconselhou-lhe a aprofundar-se nos textos de Aristóteles, para tentar torná-los de fácil entendimento.

Desde então Averróis passou a estudar tais escritos; para ele na filosofia de Aristóteles se encontra a mais alta verdade. A filosofia busca a verdade pela razão, mas para Averróis a razão deve ser amparada pela religião, pois ambas buscam a verdade. As diferenças entre filosofia e teologia são somente diferenças de interpretação.

A religião para os filósofos é buscar conhecer tudo profundamente, seria assim uma maneira de cultuar a Deus, a filosofia se preocupa com as investigações teóricas do fundamento das coisas, já a religião deve se preocupar com as ações humanas.

Averróis dividia a inteligência em duas partes, o intelecto potencial, que é a inteligência de cada ser humano, que pode ou não se desenvolver, e o intelecto possível ou ativo, que é uma emanação divina e nele se ligam todos os intelectos.

Dessa forma, o conhecimento, a ciência, é eterno e não pode perder os seus componentes.

Segundo Averróis não existe a imortalidade da alma, e a ciência é o único caminho para atingirmos a felicidade. A vida de todos os homens acaba com a morte, E a alma humana nasce e morre com o corpo.

Em todo o decorrer de sua vida, o estudioso criou inúmeras obras, dentre elas:

*Tahafut al-tahafut ( A incoerência do incoerente);

*Kitab fast al-maqal ( Sobre a harmonia entre religião e Filosofia);

*Bidayat al-Mujtahid ( Distinguindo jurista);

*Os comentários ao Corpus aristotelicum,que compreendem:

*Comentários menores (Yawami) à Isagoge de Portifio, ao Organon, a Retórica, Poética, Física, De Coelo at Mundo, De generatione et corruptione, Meteorológicos, De Anima, Metafísica, De partibus nimalium, De generatione animalium e a Parva Naturalia, de Aristóteles.

*Comentários médios (Taljisat) à Isagoge de Portifirio,ao Organon, à Retórica, Poética, Física, De Coelo et Mundo, De generatione et corruptione, Meteorológicos, De Anima, Metafísica e Ética nicomaquea, de Aristóteles.

*Comentários maiores (Tafasir) aos Segundos Analíticos, a Física, De Coelo et Mundo, de Anima e Metafísica, de Aristóteles

*Exposição da República de Platão;

*Comentários a Ptolomeu, Alexandre de Afrodisias, Nicolau de Damasco,

Galeno, al-Farabi, Avicena e Avempace;

*O tratado De Substantia Orbis;

*Três importantes escritos teológicos: Fals al Maqal, Kasf al-Mahahiy y Damima;

*El Kitab al-kulliyyat at-Tibb (Livro das generalidades da medicina).

• A lei sagrada

A Sharia é um conjunto de leis que regem a vida muçulmana, ele é elaborado a partir de diversas fontes, incluindo o Alcorão (o livro sagrado dos muçulmanos), os Ahadith (ditos e condutas do profeta Maomé), e as Fatwas (decisões de estudiosos islâmicos para resolver questões do cotidiano).

Não somos acostumados a ouvir falar nessa conduta, e quando ouvimos está associada a castigos severos como a amputação de membros, morte por apedrejamento e outros castigos medievais. Já para os muçulmanos Sharia é vista como algo divinamente revelado, a qual leva a evolução da conduta do ser humano, dessa forma Sharia representa a lei de Deus na terra.

Para os muçulmanos tudo começou quando Deus criou as almas de todos que iam existir, e decretou então para cada uma delas um tempo na terra para que pudesse julgá-la. Após julgar ele encaminharia cada um para um destino eterno: uma felicidade sem fim ou uma tristeza sem fim. Para os seguidores desta doutrina esta vida é viagem que apresenta aos homens muitos caminhos, mas só há um caminho

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