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Teoria Do Letramento

Por:   •  25/4/2014  •  2.766 Palavras (12 Páginas)  •  341 Visualizações

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ATPS DE TEORIA DO LETRAMENTO

ETAPA 1

Ao contrário do que se pensou durante muito tempo, a linguagem não é um processo mecânico, neutro e estático, mas figura como um processo histórico, construído pelos sujeitos em diferentes momentos e condições de interação; exemplo disso são os usos da

escrita e da leitura que vão-se modificando com o passar do tempo, hoje permitindo que as sociedades letradas dividam suas atividades linguísticas entre as modalidades oral e escrita. o texto de Sérgio Antonio da Silva Leite, intitulado “Alfabetização: em defesa da sistematização do trabalho pedagógico”, discute as profundas mudanças no panorama teórico-metodológico do ensino da leitura e da escrita ocorridas a partir da década de 80.lO autor questiona, entretanto, as propostas de ensino voltadas exclusivamente para o

letramento, as quais, com base em apropriações equivocadas dos princípios construtivistas,

levaram a práticas pedagógicas espontaneístas, com consequências nefastas para o processo

de alfabetização escolar, entendido como o domínio do sistema de escrita em seus aspectos

alfabético e ortográfico. Sérgio Leite discute ainda, de forma mais aprofundada, alguns princípios que considera básicos para o êxito do trabalho pedagógico, a saber: a definição dos objetivos da alfabetização, que devem ser pensados na perspectiva da formação da consciência crítica; a consideração da afetividade como dimensão básica no processo de alfabetização; a organização coletiva na escola como condição para o sucesso na alfabetização; e por fim a defesa da sistematização do trabalho pedagógico do professor em sala de aula, a partir da apresentação mais detalhada dos procedimentos e resultados de uma pesquisa envolvendo o planejamento, desenvolvimento e avaliação de um programa de alfabetização, com ênfase na questão metodológica.

ETAPA 2

O letramento é uma palavra recém-chegada ao vocabulário da Educação e das Ciências Linguísticas. É uma nova perspectiva sobre a prática social da escrita. O termo atual da palavra letramento proveio da palavra literacy da língua inglesa. Literacy vem do latim littera que quer dizer letra, mais o sufixo cy que denota qualidade, condição, estado, fato de ser. Portanto literacy é o estado ou condição que assume aquele que aprende a ler e a escrever. Está subentendido que a escrita traz consequências sociais, culturais políticas, econômicas, cognitivas e linguísticas. Nessa perspectiva, letramento é estado ou a condição que adquire um grupo social ou um indivíduo como conseqüência de ter se apropriado da leitura e da escrita. Um aspecto que, de certa forma, contribuiu para que se ressignificasse a palavra letramento foi a alteração do critério utilizado em levantamentos censitários . No Brasil, este processo vem sofrendo alterações, pois passou-se da simples verificação da habilidade de codificar e decodificar o nome à verificação da capacidade de usar a leitura e a escrita para uma prática social. Em contrapartida, nos países desenvolvidos, o que interessa é a avaliação do nível de letramento da população e não o índice de alfabetização. Na verdade, nos países desenvolvidos eles estão denunciando o índice de pessoas que não incorporaram os usos da escrita, não se apropriaram plenamente das práticas sociais de leitura e de escrita. Dessa forma, não estão se referindo a índices de alfabetização, mas a níveis de letramento. Enfim, um indivíduo pode não saber ler nem escrever, isto é, ser analfabeto, mas ser, de certa forma, letrado.

Nessa perspectiva, concebendo o letramento como o uso da leitura e da escritura em

práticas sociais, percebeu-se que sujeitos podem não saber ler e escrever, ser analfabetos, mas podem ser, de certa forma, letrados, uma vez utilizando a leitura e a escritura em práticas sociais.

Modifica-se a idéia de que analfabetos não praticam a leitura e a escrita, uma vez que na concepção do letramento ideológico, mesmo sem serem alfabetizados, os sujeitos podem alcançar níveis de letramento superiores as pessoas com níveis mais altos de escolarização, pois não é apenas a leitura e a escrita, tão enraizada à escola, que desenvolvem tais níveis cognitivos.

Existem outras formas de atividade humanas que podem desenvolver o aspecto cognitivo do

homem, como atividades políticas como a militância em partidos políticos, movimentos da

sociedade civil, organizações e

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