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O Que é Beleza

Por:   •  11/3/2019  •  Resenha  •  1.004 Palavras (5 Páginas)  •  10 Visualizações

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Crislaine lopes de Oliveira              

         

JÚNIOR. O que é beleza. São paulo : Brasiliense,2009.

                        Júnior,João Francisco Duarte.

Na obra intitulada “O que é beleza”, publicada em São Paulo pela editora Brasiliense, em 2009, livro pertencente à Coleção Primeiros Passos em sua 167ª edição, o autor João Francisco Duarte Júnior, atualmente professor doutor no Instituto de Artes da Universidade Estadual de Campinas, traz como objetivo central do livro entendermos o que acontece quando nos deparamos com diversificadas obras artísticas e experiências ao nos defrontamos com objetos que nos transmitem o sentimento e a percepção do belo, ou seja, como afirma Duarte Júnior (2009, p. 09): “Intento discutir aqui nossa (humana) experiência face a determinados objetos que percebemos e sentimos como belo. “O que acontece conosco frente a um quadro, uma canção, um filme, um poema, uma paisagem ou uma noite enluarada e que nos leva a suspirar”. Deste modo, o autor aponta que não trabalhará ao longo deste objeto sobre “o que é estética”, sendo que, como ressalta o docente: caso optasse pelo segundo, estas páginas deveriam conter uma pequena história das teorias a respeito do belo ao longo dos tempos e uma explanação de uma ou mais correntes estéticas contemporâneas.”.

No primeiro capítulo, (2009, p. 14) o autor afirma de modo sintético  que “beleza não diz respeito às qualidades dos objetos mensuráveis, quantificáveis e normatizáveis. Diz respeito à forma como nos relacionamos com eles. Beleza é a relação (entre sujeito e objeto).” Neste trecho, ressalta que a beleza não está apenas relacionada ao simples objeto, por exemplo, uma exposição fotográfica na Galeria Magliani no Campus da Universidade Federal do Pampa (UNIPAMPA) referente aos sujeitos em situação de rua, todavia, esta beleza refere-se ao relacionamento entre sujeito e objeto. Então, podemos observar  que tudo no mundo recebe uma denominação e um valor, dados pelo sentir e pensar concretizados através dos símbolos e  das denominações que damos ao objeto.

No segundo capítulo, “Sentimentos e Símbolos”, Duarte Júnior (2009) faz destaque de forma pertinente para uso dos sentimentos e das simbolizações de forma dialética, como o autor diz: isto é: podemos pensar, refletir sobre nossas vivências (podemos organizá-las) através dos sistemas simbólicos”. Pois como aponta o autor, “podemos pensar, refletir sobre nossas vivências (podemos organizá-las) através dos sistemas simbólicos que empregamos, e o sistema fundamental é a linguagem” (2009, p. 18). No capítulo “A experiência prática”, o autor descreve nossas experiências e as rotinas cotidianas que nos cercam, que  são direcionadas e conduzidas pela funcionalidade da sociedade em que vivemos e que define e coloca rótulos pelo exercício de funções que exercemos. De acordo com o professor da UNICAMP, (2009, p. 38) “nossa civilização é cada vez mais funcionalista, ou seja, define a identidade das coisas e pessoas por meio da função que elas exercem.” O leitor também irá encontrar nos capítulos sobre a experiência prática o prazer estético provocado pela percepção da beleza. Sendo assim, o que nos interessa questionar é a função  das coisas, imposta pelo homem, como destaca Duarte Júnior (2009, p. 42) “Na relação utilitária com as coisas, sem dúvida podemos identificar uma dimensão (ainda que meio oculta) de prazer estético, de percepção da beleza.”

No capítulo “A experiência Estética”,  o autor relata que a beleza é um termo que nós utilizamos para determinar a sensação causada pela relação entre objeto e a nossa consciência, ressaltado no seguinte trecho: “A beleza não se encontra nas coisas, não é um certo atributo objetivo que determinados objetos detêm e outros não” (2009, p. 45). Esta percepção em torno da beleza, colocada de forma pertinente pelo autor, retrata com bastante ênfase que a beleza não deve ser atribuída a poucos objetos, mas, sim, deve ser atribuída de forma geral a todas as visões sobre um objeto ou mais objetos, deste modo, acrescentando que o objeto que tem uma determinada beleza para algum sujeito, não tem para outro e vice-versa.

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