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Modelos Pedagógicos E Modelos Epistemológicos

Por:   •  24/3/2014  •  982 Palavras (4 Páginas)  •  269 Visualizações

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Modelos Pedagógicos e Modelos Epistemológicos

Fernando Becker

POPPER, Carl e ECCLES, John C. O eu e seu cérebro. Campinas: Papirus. Brasília: Editora da UNB, 1991.

Data: 29/09/2013

Fichamento feito a partir da apostila, com a indicação feita pela professora Cláudia.

Pedagogia Diretiva e seu pressuposto epistemológico

No primeiro modelo segundo Becker (1992), é só entrar numa sala de aula, e encontraremos um professor que observa seus alunos entrarem na sala, aguardando que se sente que fiquem quietos e silenciosos. As carteiras estão devidamente enfileiradas e afastadas uma das outras para evitar que os alunos troquem conversas. Nessa aula, o professor fala e o aluno escuta, o professor ensina e o aluno aprende. O professor age assim porque ele acredita que o conhecimento pode ser transmitido para o aluno. O professor acredita numa determinada epistemologia, isto é, numa explicação, ou melhor, crença – da gênese e do desenvolvimento do conhecimento. O sujeito é o elemento conhecedor, o centro do conhecimento. O objeto é tudo que o sujeito não é. O indivíduo ao nascer, nada tem em termos de conhecimento, é uma folha de papel em branco, e o seu conhecimento e a sua capacidade de conhecer vem do meio físico e/ ou social. O alfabetizador considera que seu aluno nada sabe em termos de leitura e escrita e que ele tem que ensinar tudo. No imaginário do professor, ele, somente ele, pode produzir algum novo conhecimento no aluno. O aluno aprende se, e somente se, o professor ensina. Epistemologicamente esta relação pode ser assim representada: S O. O aluno, egresso dessa escola, será bem recebido no mercado de trabalho, pois aprendeu a silenciar, mesmo discordando, perante a autoridade do professor, a não reivindicar coisa alguma, a submeter – se a fazer um mundo de coisas sem sentido, sem reclamar. Traduzindo o modelo epistemológico em modelo pedagógico, temos a seguinte relação: A P. Nesta relação, o ensino e a aprendizagem são polis dicotômicos: o professor jamais aprenderá e o aluno jamais ensinará. (pg. 1-4 cap. 1).

Pedagogia não diretiva e seu pressuposto epistemológico

Não é fácil detectar a presença do segundo modelo. O professor é um facilitador (Carl Rogers). Segundo Becker (1992), o aluno já traz o saber que ele precisa, apenas, trazer á consciência, organizar, ou, ainda, rechear de conteúdo. O professor deve interferir o menos possível. O professor não diretivo acredita que o aluno aprende por si mesmo. Ele pode no máximo auxiliar a aprendizagem do aluno, despertando o conhecimento que já existe nele. Epistemologicamente esta relação pode ser assim representada: S O. “Apriorismo” vem de a priori, isto é, aquilo que é posto antes como condição do que vem depois (a bagagem hereditária). Esta epistemologia acredita que o ser humano nasce com o conhecimento já programado na sua herança genética. A criança marginalizada, entregue a si mesma, numa sala de aula não diretiva, produzirá, com alta probabilizada, menos, em termos de conhecimento, que uma criança de classe média ou alta. Trata – se aqui, de acordo como o apriorismo, de “déficit” herdado; epistemologicamente legitimado. Traduzindo em relação pedagógica o modelo epistemológico apriorista, temos: A P. A relação torna – se impossível na medida mesma em que pretende avançar. Ensino e aprendizagem não conseguem fecundar – se mutuamente: a aprendizagem por julgar – se autossuficiente e o ensino por se proibido de interferir. O resultado é um processo que caminha inevitavelmente

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