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Determinação De Cloretos Em Soro Fisiológico - Método De Mohr

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Por:   •  25/1/2014  •  1.161 Palavras (5 Páginas)  •  336 Visualizações

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1 – Introdução

Há diversos métodos de precipitação que se baseiam em reações de formação de compostos pouco solúveis. Para que possam ser utilizadas como base do método volumétrico, as reações de precipitação devem satisfazer certas condições gerais: (1) A reação de precipitação deve processar-se praticamente de forma quantitativa no ponto de equivalência, (2) completar-se em tempo relativamente curto e (3) oferecer condições para uma conveniente sinalização do ponto final. Em relação ao grau com que se completa, a reação pode ser estudada com base no produto de solubilidade do composto formado.

Os métodos titulométricos de precipitação são numerosos e os métodos argentimétricos são os mais comuns. Estes métodos utilizam soluções de nitrato de prata para a determinação de haletos e outros ânions que formam sais de prata pouco solúveis.

“O ponto final nas titulações de precipitação pode ser determinado pela formação de um composto colorido (método de Mohr); esse método se aplica à determinação de cloreto (ou brometo) utilizando cromato de potássio como indicador.” (SKOOG, 2005)1. O cloreto é titulado com solução padrão de nitrato de prata. Um sal solúvel de cromato é adicionado como indicador. No ponto final da titulação, os íons cromato reagem com os íons prata para formar cromato de prata pouco solúvel, de cor vermelha.

A titulação de Mohr é utilizada para determinar cloreto em soluções neutras ou não tamponadas, como por exemplo, a água potável e o soro fisiológico.

O objetivo do experimento é determinar a concentração de cloreto em soro fisiológico através do método de Mohr.

2 – Experimental

2.1 – Materiais e equipamentos

• Soro fisiológico [0,9% NaCl]

• Pipeta volumétrica 10 mL

• Pêra de sucção

• Erlenmeyer 250 mL

• Água destilada

• Nitrato de prata

• Cromato de potássio

• Cloreto de sódio

• Balança analítica

• Béquer 50 mL

2.2 – Procedimento

Padronização de nitrato de prata

O cloreto de sódio foi pesado na balança analítica em massas no intervalo compreendido entre 0,10 e 0,12g. O NaCl foi transferido para um erlenmeyer de 250 mL e adicionado 50 mL de água destilada. Foi adicionado também, 0,4 mL de cromato de potássio. Essa mistura foi titulada com o nitrato de prata [até o aparecimento de um precipitado vermelho]. Processo repetido mais duas vezes.

Determinação de cloreto em soro fisiológico

Pipetou-se 10 mL de soro fisiológico no erlenmeyer e foi adicionado 50 mL de água destilada, além de 0,4 mL de cromato de potássio. Essa mistura foi titulada com o nitrato de prata já padronizado. Repetido o processo mais duas vezes.

3 – Resultados e discussão

O soro fisiológico é uma solução de cloreto de sódio e água destilada usada em grandes quantidades em hospitais. Sua administração geralmente é feita por via endovenosa. Essa solução deve apresentar, então, uma concentração adequada, pois pode provocar morte de células.

Nas indústrias, essa solução é preparada em grandes quantidades pela mistura de uma quantidade conhecida de NaCl a um volume apropriado de água destilada, a fim de se obter uma solução de concentração adequada. Para dar segurança máxima no uso dessa solução, costuma-se determinar a sua concentração exata através da titulação.

Foi retirada uma amostra da solução preparada, sendo seu volume determinado da maneira mais precisa possível. Em seguida, essa amostra foi titulada, utilizando-se uma solução padronizada de nitrato de prata (AgNO3) 0,10 mol/L. Nessa titulação, ocorre a seguinte reação:

NaCl(aq) + AgNO3(aq) → AgCl(s) + NaNO3(aq)

Pela equação percebemos que ocorre a precipitação do cloreto de prata [AgCl(s)]. A primeira gota de nitrato de prata obtida após a precipitação total do cloreto presente na amostra do soro reage com um indicador apropriado, produzindo uma solução de cor vermelho tijolo.

As concentrações do AgNO3 foram encontradas pela seguinte fórmula:

massaNaCl / massa molarNaCl = concentraçãoAgNO3 X volumeAgNO3

1ª amostra: 0,1195 / 58,45 = CAgNO3 x 0,0179 → CAgNO3 = 0,1117 mol/L

2ª amostra: 0,1121 / 58,45 = CAgNO3 x 0,0200 → CAgNO3 = 0,0950 mol/L

3ª amostra: 0,1034 / 58,45 = CAgNO3 x 0,0194 → CAgNO3 = 0,0876 mol/L

A média aritmética das concentrações é: 0,0981 mol/L. Houve uma variação considerável nas concentrações, podendo ter havido erro sistemático na

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