TrabalhosGratuitos.com - Trabalhos, Monografias, Artigos, Exames, Resumos de livros, Dissertações
Pesquisar

Genetica: Sistema ABO

Por:   •  8/6/2012  •  1.066 Palavras (5 Páginas)  •  2.455 Visualizações

Página 1 de 5

1.Introdução

O Sistema ABO foi o primeiro dos grupos sanguíneos descobertos no início do século XX em 1900 pelo cientista austríaco Karl Landsteiner e colaboradores, eles descobriram que o sangue humano podia ser classificado em quatro tipos , de acordo com a presença de dois antígenos, A e B, na superfície das hemácias e a presença de dois anticorpos correspondentes, anti- A e anti-B, no plasma.

Existem quatro fenótipos principais: O, A, B e AB. As pessoas do tipo A tem antígenos A em suas hemácias, as do tipo B tem antígenos do tipo B, as pessoas AB tem os antígenos A e B e as pessoas do tipo O não tem nenhum dos dois.Uma característica dos grupos ABO que não é compartilhada pelos outros sistemas de grupo sanguíneo é a relação recíproca, em um individuo, entre os antígenos presentes nas hemácias e os anticorpos no soro. Quando as hemácias não tem o antígeno A, o soro contem anti-A, quando as células não tem o antígeno B, o soro contem anti- B. O motivo para esta relação recíproca é incerto, mas a formação de anti-A e anti-B é tida como sendo uma resposta á ocorrência natural de antígenos similares a A e similares a B no ambiente.

Os grupos sanguíneos ABO são determinados por um lócus no cromossomo 9. Os alelos A,B e O neste lócus são um exemplo clássico de multialelismo no qual três alelos, dois dos quais A e B são co-dominantes e o terceiro O é recessivo, determinam quatro fenótipos. Os antígenos A e B são feitos pela ação dos alelos A e B em uma proteína da superfície das hemácias chamada de antígenos H.O alelo B codifica uma glicosiltransferase que reconhece preferencialmente o açúcar D-galactose e o adiciona á proteína H. O alelo A codifica uma forma um pouco diferente da enzima, que preferencialmente reconhece N-acetilgalactosamina e adiciona ao precursor, criando assim, o antígeno A. Um terceiro alelo, O, codifica uma versão mutante da transferase que não tem atividade de transferase e não afeta detectavelmente a substancia H.

A principal importância medica do sanguíneo ABO é na transfusão de sangue e no transplante de tecidos ou de órgãos. No sistema de grupo sanguíneo ABO, existem combinações compatíveis e incompatíveis. Uma combinação compatível é uma na qual as hemácias de um doador não levam o antígeno A ou B que corresponde aos anticorpos no soro do receptor. Embora teoricamente existam doadores universais (grupo O) e receptores universais (grupo AB), um paciente recebe sangue de seu próprio grupo ABO, exceto em emergências. A presença regular de anti-A e anti-B explica a falha de muitas das tentativas iniciais em transfudir sangue, pois estes anticorpos podem causar a destruição imediata de células ABO incompatíveis. Nos transplantes de tecidos ou órgãos, a compatibilidade ABO do doador e receptor, bem como a compatibilidade do antígeno leucocitário humano(HLA) é essencial para a sobrevida do enxerto.

O sistema Rh, juntamente com o sistema ABO, também tem importância clinica em função de seu papel na doença hemolítica do neonato e nas incompatibilidades de transfusão. O nome Rh vem dos macacos Rhesus, que foram usados nos experimentos que levaram á descoberta do sistema. Em termos simples, a população é separada em indivíduos Rh-positivos, que expressam em suas hemácias o antígeno Rh-D, um polipeptídeo codificado por um gene no cromossomo 1, e indivíduos Rh-negativos, que não expressam este antígeno. O fenótipo Rh-negativo em geral se origina da homozigose para um alelo não-funcional do próprio gene Rh-D. A freqüência de indivíduos Rh-negativo varia muito em grupos étnicos diferentes.

Clinicamente, o principal significado do sistema Rh é que as pessoas Rh-negativo podem formar rapidamente anticorpos anti-Rh após a exposição a hemácias Rh-positivo. A descoberta do sistema Rh e seu papel na doença hemolítica do neonato foi uma contribuição importante da genética para a medicina, a doença hoje é relativamente rara em função de medidas preventivas que se tornaram pratica rotineira na medicina obstetrícia.

A maioria dos casos de doenças hemolítica do neonato reconhecidos clinicamente se deve a incompatibilidade de Rh, mas a incompatibilidade de ABO também pode ocorre e, embora difícil de diagnosticar, ela tende a ser branda e a não precisar de tratamento.

.

2.Objetivos:

• Visualizar na lâmina a coagulação sanguínea para a detecção do tipo sanguíneo.

• A aula prática de Sistema ABO visa fazer com que o aluno compreenda melhor a segregação dos alelos.

...

Baixar como (para membros premium)  txt (7.1 Kb)  
Continuar por mais 4 páginas »
Disponível apenas no TrabalhosGratuitos.com