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CUIDADOS DO ENFERMEIRO PARA COM O PACIENTE PORTADOR DE ANOREXIA ALCOÓLICA

Por:   •  4/4/2017  •  Artigo  •  2.363 Palavras (10 Páginas)  •  725 Visualizações

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CUIDADOS DO ENFERMEIRO PARA COM O PACIENTE PORTADOR DE ANOREXIA ALCOOLICA.

Meire Andrade de Paula,

Resumo: A anorexia alcoólica é considerada um transtorno alimentar e apresenta como principal sintoma o fato de mulheres beberem ao invés de comer. A literatura da área descreve que a mudança nos padrões de beleza impostos pela sociedade, nos quais são impostos padrões estéticos incompatíveis com a realidade, pode funcionar como um dos fatores desencadeantes para o desenvolvimento do transtorno. As alterações da imagem corporal observados na Anorexia alcoolica são também observados em quadros psiquiátricos, bem como podem acompanhar distúrbios neurológicos. Entretanto, os transtornos alimentares e o álcool causam graves complicações no comportamento do indivíduo sendo prejudiciais para o corpo e a mente. (MARTINS et. al. 2010).

“O comportamento de um indivíduo é imensamente influenciado por sua família e, por sua vez, quaisquer alterações em seu comportamento invariavelmente afetarão sua família. Quer se adote essa perspectiva ou não, é difícil negar que a enfermeira, para ser eficaz, precisa-se compreender a família. Acredita se, inclusive, que o núcleo familiar deve ser inserido em qualquer proposta terapêutica, pois os familiares podem apresentar uma série de incapacidades que se sedimentaram frente ao adoecimento psíquico de um familiar”. (MARTINS et. al. 2010).

Palavras-chave: drunkorexia, transtornos alimentares, alcool, anorexia.

Objetivo: A enfermeira freqüentemente lida não apenas com o indivíduo,  mas também com sua família. Mesmo quando ela está lidando apenas com  um indivíduo, é impossível a interação não afetar e ser afetada por sua família, conseqüentemente, as interações com um indivíduo são vistas como interações indiretas com a família dele.

Visando a importância do enfermeiro na recuperação do paciente com esta patologia este artigo vem demonstrar a real importância da atenção e qualidade deste profissional frente a este paciente facilitando sua  recuperação de uma forma mais rápida e adequada.

Introdução: Do inglês, a drunkorexia é a junção das palavras drunk, que significa bêbado, e anorexia, que é a falta ou perda do apetite em níveis extremos e perigosos. O termo foi criado para designar um transtorno alimentar em que as mulheres (doentes) bebem em vez de comer. O forte desejo de se manter magra faz com que algumas mulheres e adolescentes substituem suas refeições por álcool. Os padrões de beleza e corpos magros e esbeltos têm sido considerados com um dos responsáveis pelo fenômeno, bem como fatores motivantes dessa prática que faz com que mulheres entrem na era do emagrecimento, buscando o corpo ideal com os de celebridades. As alterações da imagem corporal podem ser observadas em quadros psiquiátricos e podem acompanhar distúrbios neurológicos, entre outros a esquizofrenia, a depressão, a ansiedade, a dismorfobia, os transtornos alimentares e os quadros confusionais. Nesse sentido, o álcool, por sua vez, apresenta algumas vantagens, pois depois de algumas doses diminuem a ansiedade e faz com que não descontem na alimentação. Além de tornar-se um vício, o álcool não funciona no controle da ansiedade no primeiro momento, ele simplesmente gera sensação de conforto e relaxamento e depois angústia com enorme vazio. O que faz muitas mulheres após a ingestão atacarem a geladeira para amenizar ou acabar com o mal estar. Onde manter o peso corporal através da bebida é o mesmo que realizar uma dieta forçada e depois cair no efeito sanfona. (MARTINS et. al 2014)

É impressionante o quanto à possibilidade da morte parece não se constituir como problema para anoréxicos e bulímicos, na medida em que dão a entender que não acreditam que podem de fato morrer, muito embora a morte seja uma experiência universal. Possivelmente porque não experimentam a vida em sua plenitude, afinal: “Quando se aprende a morrer, aprende-se a viver”. Não ser capaz de reconhecer no seu comportamento alimentar um traço patológico é o maior desafio terapêutico a ser vencido, na medida em que dificulta ou até mesmo inviabiliza o desenvolvimento de uma aliança terapêutica entre o profissional de saúde e o paciente5. Nesse sentido, a intervenção psicológica almeja levá-los, primordialmente, a reconhecerem que a vida (assim como a morte, no caso dos pacientes somáticos portadores de doenças fatais) precisa ser cuidada. O processo terapêutico é importante para facilitar a possibilidade da mudança, que proverá da revisão de valores, crenças e sentimentos relacionados ao próprio corpo e ao processo de autocuidado. O doente, de um modo geral, sente necessidade de atribuir um significado para sua doença e tratamento e, dentre os múltiplos sentidos possíveis, pode incluir (ou não) o medo da morte. (SANTOS M. A. 2006)

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