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Resumo do Políticas De Saúde No Brasil - Um Século De Luta Pelo Direito a Saúde

Por:   •  5/11/2016  •  Resenha  •  540 Palavras (3 Páginas)  •  1.224 Visualizações

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O documentário “Políticas De Saúde No Brasil - Um Século De Luta Pelo Direito a Saúde” mostra em pouco mais de 1 hora, a evolução da Saúde no Brasil desde o início do século XX até a criação do SUS, mostrando a alta influência de fatos históricos e políticos, que por fim moldaram o Sistema Único de Saúde, até o Pacto pela Vida, em 2006.

No início do século XX, dado como o Século do progresso, com grandes perspectivas na ciência, engenharia, eletricidade e na medicina, o acesso a saúde e o atendimento médico era algo restrito das famílias ricas, as famílias pobres dependiam de serviços filantrópicos ofertados pela igreja e das benzedeiras, em meio a diversas epidemias como cólera, malária, tuberculose, varíola e febre amarela, que assolavam cidades grandes como São Paulo e Rio de Janeiro. Essas doenças ameaçavam a economia, uma vez que estrangeiros não desembarcavam no Brasil, por receio das inúmeras doenças no país, além de atrapalhar no comércio do café.  

Nesse momento, em 1917, 1918-1919, o Brasil vivia sob diversas greves operárias e era atingido pela gripe espanhola, que vitimou inúmeras pessoas. As greves tiveram uma grande influência na evolução das políticas públicas de saúde da época. Em 1923, o deputado Eloy Chaves apresentou a lei que regulamentava as Caixas de Aposentadoria e Pensões (CAPS), que foram financiadas pelas empresas, os trabalhadores e a união, garantindo assistência medica aos trabalhadores, futuramente o CAPS, acabou sendo substituído, nos anos 30, no governo de Getúlio Vargas pelos IAP’S, por serem poucas e ineficientes. Nos anos 40, foi criado o SESP – Serviço Especial de Saúde Pública, que prestava assistência medica aos colaboradores que contribuíam com recursos para a Guerra, além de adotarem o modelo norte-americano de saúde, com grandes hospitais bem equipados. Nos anos 50, o Ministério da Saúde foi criado, com o objetivo de fortalecer as ações em Saúde Pública, a chamada medicina preventiva, criando clinicas especializadas para doenças graves, como Lepra e Tuberculose.

Nos anos 60, com o advento da Ditadura Militar, a saúde pública, que é dada como um investimento tipicamente estatal, é desconsiderado pelo regime, caindo em total esquecimento, o que trouxe inúmeras consequências, como o aumento significativo da mortalidade infantil. Em 1960, ocorreu a unificação das IAP’S e o sistema previdenciário, criando-se o INPS – Instituto Nacional de Previdência Social. Somente no final dos anos 70, inicia-se um movimento de saúde, estudantes, sanitaristas, com o objetivo de reivindicarem centros de saúde, creches, em meio a saúde pública sendo sucateada pelo regime, escondendo epidemias de poliomielite, meningite, por meio da censura, e diante a isso, hospitais particulares lucrando.

Em 17 de março de 1986, foi aberta a 8ª Conferência Nacional de Saúde, aberto a comunidade, que estavam lutando por um sistema único de saúde público e de qualidade, que atendesse a todos, pobres e ricos, com equidade, sob o controle da sociedade e conselhos de saúde. Tornando a saúde um direito, garantindo na constituição de 1988, trazendo o SUS – Sistema Único de Saúde, sob três princípios, a universalidade, a equidade e integralidade, funcionando para todos, com ou sem carteira assinada, da vacina ao transplante, atendendo as massas, com justiça e igualdade, e com a participação da sociedade nas discussões e melhorias do sistema.

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