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ALTERAÇÕES FISIOLÓGICAS E MUDANÇAS DE DECÚBITO

Por:   •  7/10/2019  •  Artigo  •  2.141 Palavras (9 Páginas)  •  5 Visualizações

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Diante do envelhecimento da população idosa brasileira, há a necessidade de uma estrutura melhor de serviços e de programas de saúde que possam responder às demandas emergentes deste perfil (Chaimowicz, 1997).

De acordo com Coelho Filho (2000) Os idosos tem utilizado os serviços hospitalares de forma muito mais intensiva que os demais grupos etários, envolvendo maiores custos, implicando no tratamento de duração mais prolongada e de recuperação mais lenta e complicada.

Segundo Corra et al (1995) A hospitalização é considerada de grande risco para as pessoas idosas. Cerca de metade das internações hospitalares de idosos tem como causas mais frequentes as doenças do aparelho circulatório e as do aparelho respiratório. Como repercussões, a hospitalização é seguida, em geral, por uma diminuição da capacidade funcional e mudanças na qualidade de vida, muitas vezes, irreversíveis (Creditor, 1993).

Nos últimos dez anos, a necessidade de reabilitação mais precoce para pacientes internados em unidade de terapia intensiva (UTIs) vem sendo amplamente discutida. Isso se deve principalmente ao fato de que pacientes submetidos a longos períodos de internação hospitalar aumentam as taxas de mobilidade e de mortalidade com altos custos para o sistema de saúde. (FUKUJIMA, FRANCO, MONTEIRO, PRADO 2009).

ARTILES, RODRÍGUES E SUÁREZ (1997) afirmam que muitos pacientes das unidades de terapia intensiva apresentam alto riscos de desenvolver a “síndrome do desuso”, devido à própria condição patológica ou a imobilização terapêutica.

Diversos são os fatores que podem levar uma pessoa a desenvolver esta síndrome, tais como enfermidades músculo – esqueléticas, neurológicas, cardiovasculares e pulmonares, bem como aspectos psicológicos (depressão, medo de quedas, ganhos secundários) e ambientais (imobilidade forçada, obstáculos físicos, falta de apoio social, superproteção). (ESPINOLA, 2000, OBREGÓN, RODRIGUES E CORTIÑAS, 2004, THOMPSON, 2001).

O sistema músculo – esquelético é comumente acometido pela síndrome do imobilismo, causando atrofia das fibras musculares e fraqueza muscular. Por 3 a 5 semanas de imobilização pode-se perder até metade da força muscular. Outras alterações incluem rigidez articular, encurtamentos, contraturas, deformidades, osteoporose por imobilização e mudanças no tecido conjuntivo. (AQUINO; VIANA e FONSECA, 2005, CAIERÃO, TEODORI e MINAMOTO, 2007).

Já a contratura pode-se definir como redução da amplitude de movimento em decorrência de várias limitações articulares, musculares ou até mesmo de partes moles. Durante o repouso prolongado, existe uma possibilidade para a formação de contraturas em posição de conforto (flexão de quadris e joelhos, tornozelo em flexão plantar, adução e rotação interna de ombro, flexão de cotovelo, punhos e dedos).

A trombose venosa profunda é outra complicação bem comum do tempo prolongado no leito, pacientes acamados por um longo período, com doenças ósseas ou neuromusculares, paciente que se encontram em pós operatório de cirurgias maiores, bem como, abdominais, ortopédicas, ginecológicas, urológicas e torácicas, portadores de IAM (Infarto Agudo do Miocárdio e AVE ( Acidente Vascular Encefálico), apresentam maior risco de desenvolver a TVP (Trombose Venosa Profunda) (Araújo, 2013).

De acordo com Pitta et al (2007) A imobilização, independente do tipo de patologia e cirurgia, acarreta no surgimento de TVP em aproximadamente 15 % dos idosos nos primeiros 7 dias, esta porcentagem aumenta para 80% após 10 dias, quando não há profilaxia.

Com base nessas informações, é necessário se atentar aos sinais clínicos e sintomas que estão relacionados de forma direta com a extensão da TVP, entretanto 50% dos casos não apresentam sinais clínicos característicos.

Segundo ORRA (2002) a dor é um dos sintomas mais comuns da TVP, a mesma é causada pela distensão da parede venosa, processo inflamatório local e pelo edema dos músculos circunjacentes. Esta dor fica mais intensa com a movimentação, podendo também estar presente no repouso quando em casos mais graves (na flegmasia cerúlea ela pode chegar a ser insuportável). A dor pode ser observada tanto na palpação do trajeto venoso, quanto da musculatura próxima, principalmente na altura da panturrilha que se encontra tensa e dolorida também. O sinal de Homans, seguido de dorsiflexão passiva do pé, com dor referida na panturrilha, é positivo em mais de 60% dos casos de TVP em MMII.

A observação do sistema venoso superficial poderá evidenciar o desvio no fluxo de sangue do sistema venoso profundo para o superficial, mostrando uma dilatação venosa, principalmente na região pré-tibial, sendo denominadas veias sentinelas de Pratt. (Araújo, 2013).

A observação do sistema venoso superficial poderá evidenciar o desvio no fluxo de sangue do sistema venoso profundo para o superficial, mostrando uma dilatação venosa, principalmente na região pré-tibial, sendo denominadas veias sentinelas de Pratt. (Araújo, 2013).

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