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A Adição De Iodo No Sal Comestível

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Por:   •  7/9/2014  •  728 Palavras (3 Páginas)  •  1.671 Visualizações

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A adição de iodo ao sal comestível

O iodo é um elemento indispensável ao funcionamento do organismo de mamíferos. Esse mineral participa na formação de dois hormônios da glândula tireóide (tiroxina e triiodotiroxina). Esses hormônios são indispensáveis ao desenvolvimento do organismo, agem sobre a maioria dos órgãos e das grandes funções: o sistema nervoso e cardiovascular, a termo-gênese (que nos permite conservar uma temperatura estável), os músculos esqueléticos, as funções renais e respiratórias.

- Problemas de saúde

O iodo está presente nos peixes, mas os brasileiros não tem o hábito de come-los, então o iodo é adicional ao sal, que são introduzidos com o intuito de prevenir os chamados ‘’DDI’’ -distúrbios por deficiência de iodo-.

A deficiência de iodo pode causar cretinismo emrianças (retardo mental grave e irreversível), surdo-mudez, anomalias congênitas, bem como a manifestação clínica mais visível – bócio (crescimento da glândula tireóide). Além disso, a má nutrição de iodo está relacionada com altas taxas de natimortos (nascimento de bebês mortos) e nascimento de crianças com baixo peso, problemas no período gestacional, e aumento do risco de abortos e mortalidade materna.

As causas desse distúrbios são o consumo de alimentos oriundos de solos pobres em iodo, baixo consumo de alimentos ricos em iodo e uso de sal não idodado na alimentação.

- Impactos sociais e econômicos

Antes da adição do iodo ao sal, a ingestão insuficiente de iodo era uma ferramenta de exclusão social, já que eram geralmente as pessoas que não tinham dinheiro que não se alimentavam com variedade de alimentos que sofriam com as doenças. Hoje os problemas devido a baixa ingestão de iodo são raros, mas como impacto econômico pode-se citar, assim como todas as outras doenças, custo no sistema de público de saúde e INSS por aposentadoria prematura.

- Órgão que controle a quantidade de iodo no sal

Para controlar a quantidade de iodo no sal, existe o programa Pró-iodo que é o Programa Nacional para Prevenção e Controle dos Distúrbios por Deficiência de Iodo.

Coordenadopelo Ministério da Saúde, em parceria com outras 13 entidades, como o Ministério da Educação, Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde, Associação Brasileira de Extratores e Refinadores de Sal, Associação Brasileira das Indústrias de Alimentação, ANVISA e etc.

Destina-se à eliminação virtual sustentável dos Distúrbios por Deficiência de Iodo – DDI, com base nas seguintes linhas de ação: monitoramento do teor de iodo do sal para consumo humano; monitoramento do impacto da iodação do sal na saúde da população; atualização dos parâmetros legais dos teores de iodo do sal destinado ao consumo humano; e implementação contínua de estratégias de informação, educação, comunicação e mobilização social.

O acompanhamento do Pró-Iodo é realizado pela Comissão Interinstitucional para a Prevenção e o Controle dos Distúrbios por Deficiência de Iodo - CIPCDDI. Esta Comissão, criada em 1999, passou por uma reestruturação da composição em 2005, de forma a garantir a participação de representantes do setor público, organismos internacionais voltados à Saúde, Associação Brasileira das Indústrias de Alimentação, Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor e indústrias salineiras. Segundo a Portaria Nº 520, de 06 de abril de 2005, a CIPCDDI objetiva fortalecer oacompanhamento e a avaliação do Programa Nacional de Prevenção e Controle dos Distúrbios por Deficiência de Iodo – Pró-iodo, bem como definir estratégias de informação, comunicação, educação e mobilização social com vistas à garantia da nutrição adequada de iodo na população.

Para acompanhar as ações do Pró-Iodo, os membros da CIPCDDI devem se reunir duas vezes por ano para avaliar as ações adotadas e planejar ações corretivas e/ou mudanças de estratégias, se for o caso.

Com base nas informações do monitoramento de indicadores de processo e de resultados, a CIPCDDI pode ainda propor a modificação de condutas para o alcance das seguintes metas:

-Iodação do sal : 90% dos domicílios deverão ter sal iodado com pelos menos 15 ppm e 95% do sal produzido e importado deverão atender a faixa de iodação estabelecida na legislação nacional.

-Iodo urinário: A avaliação da iodúria será feita em escolares a cada três anos, indicando como se encontra o teor de iodo na alimentação da população. A iodúria deve estar entre 100 e 200 µg/l sendo que 50% das amostras devem estar acima de 100 µg/l, e não mais que 20% das amostras podem estar abaixo de 50 µg/l.

-Volume da tireóide: A avaliação do volume da tireóide será feita em escolares de 6 a 14 anos a cada 6 anos. Bócio < 5% da população.

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