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Antimicrobianos: Tuberculose e Hanseníase

Por:   •  19/11/2019  •  Seminário  •  2.412 Palavras (10 Páginas)  •  378 Visualizações

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[pic 1]

Doença infectocontagiosa e endêmica, provocada pelo Mycobacterium tuberculosis, tb. dito bacilo de Koch. O diagnóstico (padrão ouro) é realizado por meio da cultura.

Características do Mycobacterium tuberculosis:

  • Bacilos aeróbios, retos ou ligeiramente curvos, imóveis, não formadores de esporos ou capsulas
  • Crescimento lento (15-20h)
  • Resultado de cultura (3-6 semanas)

É uma doença fatal se não for tratada, levando ao óbito em  5 anos. Porém, o tratamento (além de extremamente eficaz), no Brasil, é fornecido gratuitamente pelo SUS.  Fatores que dificultam o controle e aumentam óbitos:  

  • Pobreza  
  • AIDS  
  • Aumento expectativa de vida

DICA DE PROVA

 A

infecção dupla por tuberculose e HIV

 aumenta em mais de 200% a

chance de óbito quando comparado a pessoas com tuberculose e sem HIV. A explicação para o porque essas duas comorbidades vem ocorrendo de forma concomitante é pq o bacilo de Koch ao invadir os macrófagos se multiplicam de forma tão intensa que acabam provocando a lise dessa célula, liberando os patógenos. Com isso, há liberação de fatores (citocinas) que estimulam a replicação do HIV, consequentemente, há uma queda no Cd4.  

A queda do cd4 torna a imunidade deficiente, o que estimula ainda mais o bacilo que, por sua vez, estimula ainda mais a replicação do HIV.

 

      [pic 2] 

[pic 3] 

 

🡺 Farmacoterapia  [pic 4]

Os objetivos principais da farmacoterapia são:  

  • Interromper a transmissão da doença tornando os pacientes não infectantes
  • Impedir as morbidades e mortalidades curando os pacientes com a doença
  • Evitar o surgimento de resistência bacteriana  Os princípios básicos da terapia consistem em:  
  • Associação medicamentosa adequada, doses corretas e uso por tempo suficiente  
  • Evita a persistência bacteriana e o desenvolvimento de resistência aos fármacos e assegura a cura do paciente  
  • Tratamento maioria dos casos é ambulatorial

DICA DE PROVA

 Quais os casos em que a terapia deve ser hospitalar?

 

        •         Meningoencefalite tuberculosa

• 

Intolerância aos medicamentos anti-TB incontrolável em ambulatório

• 

Estado geral que não permita tratamento em ambulatório

• 

Intercorrências clinicas e/ou cirúrgicas relacionadas ou não a TB que necessitem de tratamento e/ou procedimento em unidade hospitalar

• 

 

Casos em situação de vulnerabilidade social como ausência de residência fixa ou grupos com maior possibilidade de abandono, especialmente se for um caso de retratamento, falência ou multirresistência

 

O Tratamento é uma junção de quatro medicamentos, conhecido como Coxcip 4. São eles:  [pic 5]

  • Isoniazida 🡪 Inibe a síntese do ácido micólico  
  • Rifampicina 🡪 Inibe a síntese RNA atuando na RNA polimerase  
  • Pirazinamida 🡪 Inibe a síntese da membrana celular  
  • Etambutol 🡪 Inibe a síntese da parede celular

O esquema clássico dura 6 meses, sendo 2 meses como fase de ataque e 4 meses como fase de manutenção. Cada fase tem um objetivo, especificado abaixo:  [pic 6]

 

             [pic 7] 

Obs: A grande problemática do abandono de tratamento (e consequente desenvolvimento de cepas resistentes) é que ao final da fase de ataque (2 meses) o paciente já não apresenta sintomas e se sente “curado” o que o leva a abandonar o tratamento antes de realizar a fase de manutenção, cujo principal objetivo é vencer as cepas resistentes e só assim oferecer a cura efetiva.  

                   

[pic 8] 

 

🡺 Rifampicina  [pic 9]

É um fármaco bactericida com elevada potência antimicrobiana. Ademais, é uma droga de espectro amplo. Sua ação antimicrobiana é:

  • Ação contra maioria das bactérias gram (+) → muito ativa contra Staphylococcus aureus e estafilococos coagulase (-)
  • Associação com aminoglicosídeos e glicopeptídeos → efeito sinérgico contra estafilococos
  • Ação contra muitos microrganismos gram (-) → E. coli, Pseudomonas, Proteus, Klebsiella, Meningococos e H. Influenzae Dentre os efeitos indesejáveis:  
  • Hepatotoxicidade 
  • Aumenta a degradação de outras drogas como anticoncepcionais ( ou seja, mesmo em uso durante o tratamento a mulher pode engravidar), anti-HIV, digoxina, metoprolol, verapamil, metadona, anticoagulantes, halotano, barbitúricos [pic 10]

 

🡺 Isoniazida  [pic 11]

É uma droga bactericida com boa tolerância e baixa toxicidade. Quanto aos efeitos indesejáveis:

  • Hepatotoxicidade  (efeito colateral de maior importância) [pic 12]
  • Inibe o metabolismo hepático do diazepam e da fenitoína → elevação da concentração sérica destas substâncias e aumento do risco de manifestações tóxicas
  • Neuropatia periférica 🡪 Causa dormência, dor nos pés e nas mãos). Ocorre por competição da isoniazida com a vitamina B6 (piridoxina).  [pic 13]

Portanto, é prevenível e reversível com a administração suplementar de vit B6. Fora isso, há fatores que pré dispõem essa patologia: carência vit B6, desnutrição, alcoolismo ou uso doses elevadas

  • Neurite óptica 🡪 (ocorre em alguns pacientes, pois não é um efeito tao comum dessa droga) é reversível desde que a droga seja suspensa precocemente  

 

🡺 Pirazinamida [pic 14]

...

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