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A Mariposa Oficina

Por:   •  24/8/2017  •  Ensaio  •  837 Palavras (4 Páginas)  •  459 Visualizações

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A MARIPOSA OFICINA

O ser humano e a interface do processo existencial, e neste caminho com vários e possíveis casos passam-se a limitar á grandes e futuras realizações. Nessa procura louca do que fazer e antes mesmo de colocar em prática, o autoboicote avança pelo medo do insucesso e principalmente pelo recomeço. Recomeço é vida e um processo de transformação, saímos do comodismo quanto tentamos e arriscamos algo novo. Mas talvez esse medo não seja o maior problema, a complicação vem quando passamos a não ver o quanto é importante o simples fato de estar fazendo algo, não importa o que seja, há sempre um vazio imenso no que se faz e então os processos e as etapas não se concluem.

É difícil entender que em algumas ou na maioria das espécies do reino animal há uma lógica e facilidade em cumprir seu objetivo. Existem certas mariposas que nascem, acasalam, botam seus ovos e logo depois morrem, tudo isso em vinte e quatro horas após sua saída do casulo. Essa história se torna mais impressionante ainda pelo que antecede isso, o processo de metamorfose, para depois deixar novas mariposas e cumprir esse ciclo todo novamente.

Essa lógica assustadora do reino animal ao certo nos eleva a muita reflexão. Mas o que acontece como o ser humano, fora toda essa capacidade mental em realizar tantas coisas que uma mariposa não faz?

Poxa! Quando eu olho o céu penso em tantas possibilidades, são inúmeras, que muitas vezes me incapacita de realizar a maioria delas. Interessante porque em relação à mariposa nossa expectativa de vida é muito maior, mas não estou falando sobre foco, não é preciso nascer e morrer apenas para uma atividade ou sonho, somos maiores que isso, não é tão simples como colocar um óculos para focalizar uma imagem. A palavra sucesso não está ligada a realização de grandes coisas, mas, na humildade das pequenas, pois com elas ocorrem o nosso desenvolvimento natural, e é nisso que devemos focalizar, aprender e reconstruir.

Ao participar de uma oficina com o nome “A descoberta do mundo”, ministrada muito bem pelo autor José Castilho, onde desde já antecedo um pedido de desculpa porque, durante alguns instantes eu me desliguei da sua fala, e me transportei a refletir diante a frase “se eu fosse eu”, na descoberta de como seria se eu me desprendesse dessas mascaras faciais que carregamos, e então olhei fixamente para um vital, por de trás da substância translúcida estavam às árvores que lá fora compunham várias tonalidades de verde pelos raios de sol que penetravam nas folhas, e o amarelo intenso invadia a imensa sala. Havia muitas cadeiras vazias e me perguntei o que fazia vinte pessoas se interessarem no conhecimento do que é a descoberta do mundo. Percebi no segundo dia da oficina, que não era algo global, a prática de conhecer teoricamente as diversidades dos indivíduos ou locais, era referido a descobrir o nosso mundo pessoal e nesse caso as diversidades são ás que nos perturbam diariamente.

Nesse mergulho instintivo acabei me distraindo ao perceber uma mariposa que voava entre as cadeiras vazias de pessoas que não quiseram se arriscar nessa descoberta. Eu pensei o que faria essa mariposa aqui, tendo ela tão pouco tempo de vida, plainando sobre o vazio, talvez ao certo ela já houvesse cumprido com sua lógica e instinto animal e contribuído com novas mariposas. Entretanto ela estava ali, perdida em ambiente humano, quando me atentei meu instinto humano invasor queria ajudar a mariposa a encontrar a janela que estava aberta e finalmente liberta-lá daquela angústia.

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