Duplicação de Rodovia Estudos de Tráfego
Por: Anahi Colucci • 26/12/2025 • Seminário • 7.467 Palavras (30 Páginas) • 6 Visualizações
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IDD-EDUCAÇÃO AVANÇADA
ÉRICA CABRAL GUILHERME VEIGA LETÍCIA SOUZA
Duplicação da Rodovia ERS-118: Aspectos Técnicos, Ambientais e Socioeconômicos
PORTO ALEGRE 2025
INTRODUÇÃO
Quando a gente olha para a história das rodovias no Brasil, a década de 1920 foi um marco importante. Naquele período, o então presidente Washington Luís já dizia que não bastava apenas abrir estradas, era preciso construir vias que funcionassem em qualquer horário e em qualquer dia do ano. Com o tempo, o país passou por várias expansões e melhorias na malha rodoviária, e hoje esse modal é fundamental para integrar o território nacional. Ele também é o principal meio de transporte de cargas, tanto da indústria quanto do setor agrícola.
Mas existe um ponto importante: a qualidade das rodovias influencia diretamente nos custos de transporte, na segurança e no tempo de deslocamento. E, infelizmente, a realidade brasileira ainda mostra muitas deficiências. Segundo dados da CNT, em 2021 apenas 12,4% da malha rodoviária era pavimentada. Outros 9,1% estavam apenas no papel, em fase de planejamento, e a grande maioria, 78,5% ainda não tinha pavimentação. Já em 2022, mais da metade das rodovias avaliadas apresentavam algum tipo de problema, seja no pavimento ou no estado geral.
Dentro desse contexto, nosso estudo tem como foco a duplicação da rodovia ERS-118, no trecho entre o entroncamento com a BR-290 e o acesso a Alvorada. Para essa análise, a gente considerou dados de tráfego, mudanças no uso e ocupação do solo, informações sobre o clima local e, claro, as leis ambientais que se aplicam nas esferas federal, estadual e municipal. A ideia é identificar e reduzir possíveis impactos ambientais, e, ao mesmo tempo, propor uma nova pista que melhore a operação da via e ofereça mais segurança e conforto para quem utiliza diariamente.
CARACTERIZAÇÃO
Definição da área de estudo
Neste trabalho, a gente vai falar sobre a duplicação de um trecho específico da rodovia ERS-118. Esse segmento é classificado pelo DAER como parte do Eixo Principal e tem quase 5 km de extensão, mais exatamente, 4,97 km. O ponto inicial fica no entroncamento do km 22,23 da BR-290, a Freeway, e vai até o acesso para o município de Alvorada, no km 27,20. Hoje, de acordo com o DNIT, esse trecho é pavimentado, mas tem pista simples. Ele faz parte de uma estrada estadual, com rota regional, e está enquadrado na Classe IB.
Mais adiante, nas tabelas que apresentamos no trabalho, vocês vão ver esses dados de forma detalhada.
Tabela 1 – Classes e características de projeto | ||
Classe de projeto | Características | Critérios de classificação técnica |
0 | Elevado padrão técnico, com controle total de acesso | Adotada quando os volumes de tráfego previstos para o horizonte de projeto correspondem a níveis de serviço inferiores a “C” em terreno plano ou levemente ondulado e inferior a “D” em terreno fortemente ondulado ou montanhoso |
IA | Pista dupla com controle parcial de acesso | Adotada quando os volumes de tráfego previstos para o horizonte de projeto correspondem a níveis de serviço inferiores a “C” em uma via de pista simples |
IB | Pista simples | Adotada para volume bidirecional do horizonte de projeto de 200 veíc/h ou volume diário médio bidirecional de 1.400 veículos mistos |
II | Pista simples | Adotada para volume diário médio bidirecional do horizonte de projeto entre 700 e 1.400 veículos mistos |
III | Pista simples | Adotada para volume diário médio bidirecional do horizonte de projeto entre 300 e 700 veículos mistos |
IV | Pista simples | Adotada para volume diário médio bidirecional do horizonte de projeto inferior a 300 veículos mistos |
Tabela 1- Classes e características de projeto Fonte: DAER (2025).
Tabela 2 – Velocidade de projeto para novos traçados, em função da classe de projeto e do relevo | |
Classe de projeto | Velocidade de projeto (km/h) |
Relevo | |||
Plano | Ondulado | Montanhoso | |
Classe 0 | 120 | 100 | 80 |
Classe I | 100 | 80 | 60 |
Classe II | 100 | 70 | 50 |
Classe III | 80 | 60 | 40 |
Classe IV | 80-60 | 60-40 | 40-30 |
Tabela 2 - Velocidade de projeto para novos traçados, em função da classe de projeto e do relevo Fonte: Manual de Projeto Geométrico de Rodovias Rurais
MAPA DE SITUAÇÃO
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Figura 01 - Mapa de situação - ERS 118 Fonte: DAER (2025).
Condicionantes ambientais
Para esse estudo, a gente fez um levantamento da situação socioambiental da rodovia, com o objetivo de verificar se ela está de acordo com as exigências legais e ambientais. A
análise foi dividida em três frentes principais: o meio físico, o meio biótico e o meio socioeconômico.
No meio físico, olhamos para as características locais do trecho, como as bacias hidrográficas que ele cruza, a geologia, o tipo de solo e como o solo é utilizado e ocupado hoje.
No meio biótico, identificamos qual é o bioma predominante, quais são as principais formações vegetais e fizemos um levantamento das espécies de flora e fauna nativas, além das áreas que têm relevância para a conservação da biodiversidade.
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