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IPod É Para Os Fracos: Os Players Portáteis Que Separam Os Homens Dos Meninos

Por:   •  3/10/2013  •  3.267 Palavras (14 Páginas)  •  407 Visualizações

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Muita controvérsia cerca a origem exata dos players portáteis de música digital em arquivos comprimidos, com alguns apontando o começo certo para a empresa sul-coreana MOON AND HWANG no ano de 1997, quando o invento foi patenteado na Ásia. Mas foi com o anúncio do RIO PMP300 em 1998, o mercado de players portáteis de música revolucionou-se, assim como mudaria o modo pelo qual as pessoas interagem com a música e até o cotidiano interpessoal da civilização – em especial o das cidades de médio e grande porte.

Rio1

O apetrecho custava US$200 na época, e comportava por volta de 30 minutos de música em MP3 a um bitrato de 128 kbps [longe do minimamente aceitável hoje em dia]; uma versão com o dobro da capacidade de memória – 64 MB – fora comercializada a US$250 pela fabricante Diamond Multimedia.

No fim do século passado, já prevendo o impacto que os players de arquivos digitais – especialmente os portáteis – teriam, a Recording Industry Association of America acionou a Diamond sob a alegação que o Rio violava a legislação estadunidense que regulamenta as diretrizes de execução e gravação domésticas de material fonográfico e videográfico. A Suprema Corte dos EUA julgou a acusação improcedente.

A mesma Diamond também fundou o primeiro portal na internet para download pago de faixas individuais de artistas de grandes gravadoras, o RioPort. Tanto o RioPort como a fabricação do player foram descontinuados.

A extinção do Rio foi acelerada em 2001, quando a APPLE anunciou a chegada do iPod, uma linha de players portáteis de vários tamanhos, capacidades e designs que viria a tornar-se uma praga mundial e era um óbvio upgrade em relação ao Rio em design, versatilidade, distribuição e abrangência. Produto bastante banal no primeiro mundo – em especial nos EUA – o iPod adquire contornos bastante diferentes no Brasil, onde, devido às absurdas e ridículas taxas aduaneiras do país, é reverenciado como um símbolo de certo status e estilo de vida, e tido como uma referência de qualidade na reprodução fonográfica.

Ipod3

Mas na verdade, nos quesitos versatilidade e qualidade de áudio, o iPod é BASTANTE fraco.

O iPod – falando também do iPhone – é essencialmente um MP3 player, ainda que possa sim, executar outros tipos de arquivos com maior definição e fidelidade, como. WAV e ALAC/M4a, codecs que estão disponíveis através do iTunes para extração de conteúdo em CD ou direto da loja oficial da marca. Ainda assim, o player falha em não ser um pronto reprodutor do arquivo de alta fidelidade mais proeminente na web – o FLAC.

flac

O FLAC – acrônimo para Free Lossless Audio Coding – foi introduzido em 2001 e tem oito variações de qualidade, numa escala de 0 [a de menor performance] a 8 [a melhor]. O encodamento em FLAC é o mais indicado para colecionadores que queiram ter um backup de seus acervos sem perda alguma de fidelidade, e, portanto, o tamanho dos arquivos é bem maior, necessitando de muito mais espaço em hard drives.

Há sim, gambiarras possíveis para que arquivos em FLAC rodem num iPod, mas todas giram em torno de extenuantes conversões ou na radical – e perigosa -extirpação do firmware original da Apple, substituindo-o [no caso do iPod Classic, o item da série com maior capacidade de memória, com 160 GB] por outros disponíveis gratuitamente na net, com destaque, no caso dos entusiastas de FLAC, para o ROCKBOX, uma excelente opção que tem sido aprimorada desde sua chegada, em 2002, e que além de um grande adianto nas funções de um player [ele não se restringe, de modo algum, a um firmware substituto somente do iPod], é altamente customizável e possui uma interface de comando de voz, tornando-o ideal para portadores de deficiência visual. o Rock Box suporta, e isso mencionando só os formatos lossless, FLAC, ALAC, WAV e APE.

rb10years400

wps-Cabbie Classic 1

rockbosta

Ainda assim, o iPod ainda estaria distante de uma performance dita ‘Hi-Fi’: nem o chip da estrovenga, tampouco sua arquitetura permitem uma reprodução apurada o suficiente de um arquivo de baixa ou nenhuma compressão. Vale lembrar, no ensejo dessa discussão, que os lançamentos musicais de hoje em dia diferem em masterização de acordo com seu formato [download, CD ou vinil], o que torna a exigência de hardware de alto desempenho ainda mais sólida.

Almejando uma execução que corrobore com o esforço do engenheiro incumbido da masterização final do título ou faixa que

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