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ANÁLISE ECONÔMICO-FINANCEIRA DA LOJAS AMERICANAS S/A

Por:   •  20/1/2019  •  Trabalho acadêmico  •  2.674 Palavras (11 Páginas)  •  289 Visualizações

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ANÁLISE ECONÔMICO-FINANCEIRA DA LOJAS AMERICANAS S/A

Setembro/2018

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Elaborado por: Kleber Silva Macedo

Disciplina: Contabilidade Financeira

Turma: GEMP-03


Introdução

A boa administração de uma empresa, vem acompanhada por boas tomadas de decisões que a contabilidade financeira propicia. A informação contábil deve ser revestida de qualidade sendo objetiva, clara, concisa, permitindo que o usuário possa avaliar a situação econômica e financeira da organização, bem como fazer inferências sobre a tendência futura, de forma a atender sempre os próprios objetivos da entidade empresarial.

A análise propriamente dita, na forma atualmente empregada, surge no final do século XIX, quando banqueiros americanospassaram a solicitar às empresas que desejavam contrairempréstimos, a apresentação das Demonstrações Contábeis, especialmente o Balanço Patrimonial, surgindo, daí a expressão “Análise de Balanços”, até hoje empregada por alguns autores do seguimento da Ciência Contábil (CUNHA E SILVA).

.        De acordo com Diniz (2015) essa técnica consiste na análise do resultado das atividades empresariais de uma empresa. Essas atividades estarão delineadas nas demonstrações financeiras de uma empresa. Como principais demonstrativos podemos citar:

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Figura 01 – Principais demonstrativos contábeis. Fonte Diniz, 2015.

As demonstrações financeiras procuram medir o sucesso das atividades de uma empresa, proporcionando informações sobre:

•  A posição financeira (Balanço Patrimonial);

•  Lucratividade (Demonstração do Resultado do Exercício);

•  Capacidade de geração de caixa (Demonstração do Fluxo de caixa)

O autor acresenta que (2015 p.42):

[…] para se elaborar a análise das demonstrações contábeis é produzir informação por meio do processamento de dados (ver figura a seguir). Posteriormente, os analistas avaliarão as informações obtidas, visando conhecer aspectos da situação econômico-financeira da organização que está sendo analisada.

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Figura 02 - Sequência do processo de análise. Fonte Diniz, 2015.

O objetivo deste trabalho é realizar a análise econômica-financeira na empresa Lojas Amerianas S/A do período de 31/12/16 a 31/12/17 através da Demonstração de Resultados em exercício (DRE) e do Balanço Patrimonial.

Segundo Bellinazo (2017 p. 12) a Lojas Americanas S.A. é uma das mais tradicionais redes de varejo do país. Commais de 80 anos de atividades, a empresa conta com 948 lojas nas principais cidades do país ecom 4 centros de distribuição: em São Paulo, Rio de Janeiro, Recife e Minas Gerais, atuandotambém no comércio eletrônico, representado pela B2W – Companhia Digital. A redecomercializa mais de 60 mil itens de 4 mil empresas diferentes, o que faz com que a LojasAmericanas detenha uma grande participação do comércio brasileiro de brinquedos, bombonière, lingerie, CD´s e DVD´s, entre outros.


Desenvolvimento

Para este estudo iremos realizar uma análise econômica-financeira das informações dos demonstrativos contábeis (DRE e BP) dividindo as seções em:

  • análise horizontal;
  • análise vertical;
  • cálculo dos índices de liquidez;
  • cálculo da estrutura de capital;
  • cálculo da lucratividade;
  • cálculo da rentabilidade.

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Figura 03 – Balanço Patrimonial (BP) das Lojas Americanas S/A.


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Figura 04 – Demonstrativo de Resultados em Exercício (DRE) das Lojas Americanas S/A.

  • Análise Vertical

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Com base nas demostrações contábeis da empresa Loja Americanas S/A, pode-se concluir sobre uma série de fatores, como:

  • As contas mais significativas do ativo são as aplicações financeiras (17,3%) e Investimentos (18,3%);
  • As contas mais relevantes do passive são os fornecedores (15,5%) e empréstimos e financiamentos (40,2%), já no patrimônio líquido, é o capital social realizado (22,6%);
  • O custo dos bens ou serviços vendidos representa 64,6% do faturamento (receita líquida de bens e serviços) da empresa;
  • As despesas operacionais (despesas com vendas, despesas gerais e administrativas, resultado de equivalência patrimonial e outras receitas e despesas operacionais) representam 22,4% do faturamento da empresa;
  • A margem bruta dos bens ou serviços, a margem operacional e a margem líquida da empresa representam 35,3%, 3,6% e 2,2%, respectivamente.

  • Análise Horizontal

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Em 2017 a empresa aumentou seu ativo total em 36% comparado com ao ano anterior, a maior parte do ativo está composta pelo ativo circulante 52%, sendo 592% de disponível da empresa.

        O passivo e patrinônio líquido da empresa aumentou 36%, comparado com ao ano anterior, a maior parte vem do passivo circulante 27%, sendo 76% de empréstimos e financiamentos.

        O patrimônio líquido da empresa aumentou 132% em 2017, devido principalmente ao aumento de 172% do capital social realizado.

        Em 2017 as vendas aumentarão 6% comparado com 2016, os principais motivos para o aumento foram a redução no resultado de equivalência patrimonial - 14% e nas despesas financeiras - 1%. Desda form, a empresa obteve um aumento no lucro líquido de 12% em relação ao ano de 2016.

  • Indicadores econômicos-finaceiros
  • Índices de estrutura de capital
  1. endividamento geral (EG)

EG (2017) = (passivo circulante + passivo não circulante) / ativo total = (5.519.766 + 7.258.958) / 17.400.408 = 73%

EG (2016) = (passivo circulante + passivo não circulante) / ativo total = (4.336.474 + 6.442.597) / 12.769.527 = 84%

A empresa apresenta um endividamento geral de 84% em 2016 e 73% 3m 2017, logo conclui-se que:

A empresa deve, em curto e longo prazos, o correspondente a 84% de seu ativo em 2016, reduzindo para 73% em 2017;

Dos recursos investidos no ativo, 84% em 2016 provém de terceiros (fornecedores, bancos, governo) e o restante (37,9%) são provenientes de recursos próprios (patrimônio líquido). Em 2017, a dependência de capital de terceiros diminuiu para 73%, aumentado assim a participação de capital próprio para 26,6%.

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