O Fundo de Pensões Fechado
Por: Aguiar_Jr • 29/12/2025 • Monografia • 1.783 Palavras (8 Páginas) • 3 Visualizações
UNIVERSIDADE TÉCNICA DE ANGOLA[pic 1]
FACULDADE DE GESTÃO E CIÊNCIAS ECONÓMICAS
CURSO DE GESTÃO
SEGURANÇA SOCIAL E FUNDO DE PENSÕES
FUNDO DE PENSÕES FECHADO
Luanda - 2025
Universidade Técnica de Angola
Faculdade de Gestão e Ciências Económicas
Curso de Gestão
Especialização Gestão Bancária e Seguradora
Cadeira de Segurança Social e Fundo de Pensões
Turma: GBSMK 4.1
Grupo Nº 03
Integrantes
Nº de Ordem | Nome | Nº de Mátricula | Participação | Nota |
01 | Aguiar Manuel | 41708 | 100% |
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02 | Antónia Celestino | 42379 | 100% |
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03 | Azenaide Mangombe | 41713 | 100% |
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04 | Jocenany da Silva | 42453 | 100% |
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05 | Márcia António | 42190 | 100% |
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06 | Tecadiomona Elisa | 41779 | 100% |
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Trabalho avaliativo apresentado à Faculdade de Gestão e Ciências Económicas, na disciplina de Segurança Social e Fundo de Pensões como requisito para obtenção de nota avaliativa da P1 do Iº Semestre. Orientação do professor. Dr. Euclides Arão
Luanda - 2025
SUMÁRIO
1. INTRODUÇÃO 4
2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA 5
1. Teoria da Poupança de Longo Prazo 5
2. Teorias da Proteção Social e Complementaridade Previdenciária 6
3. Teoria da Governança Corporativa Aplicada aos Fundos de Pensões 6
4. Fundos de Pensões Fechados como Investidores Institucionais 7
5. Teoria Atuarial Aplicada aos Fundos de Pensões 8
Síntese da Fundamentação Teórica 8
CONCLUSÃO 9
REFERÊNCIAS 10
INTRODUÇÃO
Os sistemas de previdência complementar têm assumido um papel crescente na proteção social contemporânea, sobretudo num contexto marcado pelo envelhecimento populacional, instabilidade económica e necessidade de garantir rendimentos adicionais aos trabalhadores após a reforma. Entre os instrumentos utilizados para esse fim, destacam-se os Fundos de Pensões, que funcionam como mecanismos de capitalização destinados a assegurar benefícios de longo prazo. No âmbito desses mecanismos, os Fundos de Pensões Fechados têm adquirido especial relevância por apresentarem características específicas de gestão, adesão e finalidade, orientadas para grupos profissionais determinados.
Segundo Ferreira e Ramos (2018), os fundos de pensões fechados são estruturas de investimento previdenciário cujo acesso é restrito a trabalhadores vinculados a uma entidade instituidora, como empresas, associações ou instituições públicas. Diferenciam-se dos fundos abertos pelo facto de não estarem disponíveis ao público em geral, possuindo regulamentos internos próprios e uma política de gestão alinhada aos interesses dos participantes e beneficiários.
No contexto angolano, o desenvolvimento e regulamentação dos fundos de pensões decorrem da necessidade de diversificar o sistema de proteção social e fortalecer o mercado financeiro, promovendo práticas de poupança de longo prazo e investimentos sustentáveis. Conforme sublinham Silva e Andrade (2020), os fundos de pensões fechados têm desempenhado um papel central tanto na proteção social complementar quanto no financiamento de sectores estruturantes da economia, representando uma alternativa estratégica para empresas que desejam oferecer benefícios competitivos aos seus colaboradores.
Dessa forma, o estudo dos fundos de pensões fechados torna-se relevante para compreender o seu funcionamento, a sua inserção no sistema financeiro e previdenciário, bem como o impacto que exercem sobre a estabilidade social e económica. A análise deste tema permite ainda identificar desafios associados à sua gestão, transparência, rentabilidade e adequação regulatória, fatores essenciais para garantir a sustentabilidade e credibilidade desses instrumentos de proteção social privada.
FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
A compreensão dos Fundos de Pensões Fechados exige um enquadramento teórico que articule elementos da economia, da gestão financeira, da teoria atuarial e da proteção social. Esses instrumentos inserem-se no âmbito dos regimes de previdência complementar, cuja função central é garantir segurança económica aos trabalhadores após o término da vida ativa. A literatura internacional tem analisado estes fundos sob distintas perspetivas, destacando-se as abordagens da teoria da poupança de longo prazo, da teoria dos incentivos, da governança corporativa e dos modelos de investimento institucional.
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