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Análise de oportunidades e grandes problemas associados ao desenvolvimento da indústria de bens de consumo no nordeste

Relatório de pesquisa: Análise de oportunidades e grandes problemas associados ao desenvolvimento da indústria de bens de consumo no nordeste. Pesquise 804.000+ trabalhos acadêmicos

Por:   •  21/11/2013  •  Relatório de pesquisa  •  1.703 Palavras (7 Páginas)  •  339 Visualizações

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1. INTRODUÇÃO

Devido ao bom momento econômico que o Brasil atravessa, uma das principais atividades que se desenvolve no país e que gera mais emprego é o da linha branca.

O presente estudo foi elaborado com o intuito de subsidiar a elaboração de políticas públicas que visam a estimular o crescimento do setor industrial na Região Nordeste. Seu foco é a indústria da linha branca, a qual abrange o setor de eletrodomésticos não-portáteis, compondo uma das vertentes do gigantesco complexo mundial do comércio de eletroeletrônicos.

Os produtos da linha branca são utensílios domésticos de grande porte que realizam as funções domésticas de cozimento, conservação de alimentos, limpeza e climatização, apresentando grande diversificação no que diz respeito a modelo, durabilidade, eficiência e preço, uma vez que atendem a diversos segmentos do mercado, os quais apresentam padrões de renda bem distintos.

O objetivo principal do presente estudo consiste em analisar as oportunidades e os principais desafios associados ao desenvolvimento da indústria da linha branca na Região Nordeste. Para tanto foi feito um estudo detalhado da dinâmica dos produtos da linha branca que são fabricados na Região, analisando sua oferta e as exigências da demanda por esses

produtos aos níveis local e mundial.

2. A INDÚSTRIA DA LINHA BRANCA: DEFINIÇÃO E CARACTERÍSTICAS

O complexo eletrônico abrange uma extensa cadeia produtiva que envolve desde a pesquisa e a produção de insumos e componentes eletrônicos até a comercialização de produtos finais extremamente diversificados. Esse imenso complexo produtivo encontra-se entre os segmentos mais dinâmicos e intensamente afetados pelas constantes inovações que têm alterado os padrões produtivos e concorrenciais da indústria ao nível mundial.

Tradicionalmente, o complexo eletrônico é dividido em quatro segmentos: informática, telecomunicações, automação e bens eletrônicos de consumo.

Os produtos da linha branca compõem os chamados bens eletroeletrônicos de consumo não-portáteis ou duráveis, os quais realizam tarefas de manutenção do lar relacionadas à preservação de alimentos, cozimento e limpeza, fazendo uso de componentes eletrônicos. O nome linha branca foi atribuído a esses produtos em função da cor que eles costumavam apresentar, notadamente fogões e refrigeradores.

Internacionalmente, os produtos da linha branca são conhecidos como– bens grandes e de difícil locomoção, normalmente alocados em um espaço da casa com função bem definida.

De maneira geral, a indústria da linha branca corresponde aos seguintes itens: refrigeradores, freezers verticais, congeladores horizontais, lavadoras automáticas, secadoras de roupas, fogões, condicionadores de ar e fornos de microondas.

Vale destacar a grande diferença tecnológica que se percebe entre esses bens, a qual dificulta, por vezes, a apropriada análise desse mercado.

Fogões, por exemplo, não utilizam instrumentos eletrônicos, sendo compostos basicamente de chapas de aço planas e tubulações de gás. Os fornos de microondas, por sua vez, apresentam um maior nível tecnológico, contendo placas eletrônicas.

3. A LINHA BRANCA E OS MERCADOS GLOBAIS

A partir de meados dos anos 90 as indústrias tem passado por grandes transformações de ordem tecnológica e organizacional, as quais interferem significativamente nos padrões internacionais de competitividade, que é um dos traços mais marcantes do atual mundo globalizado.

A globalização e o surgimento de novos mercados vem influenciando a dinâmica do mercado da linha branca, e a demanda por esses produtos tem apresentado exigências cada vez mais diversificadas, as quais envolvem desde designs mais inovadores até tecnologias mais avançadas, que proporcionem uma maior eficiência com menor consumo de energia, por exemplo.

Um intenso processo de fusões e incorporações tem sido verificado no setor, motivado pela nova lógica competitiva que pressupõe saltos tecnológicos e busca por mercados cada vez mais globais, o que exige reformulação das estratégias de produção e distribuição das empresas, com a formação de grandes redes produtivas e comerciais. Dessa forma, em termos mundiais a indústria da linha branca tem sofrido um intenso processo de reconfiguração estrutural, e os fabricantes têm vislumbrado oportunidades em cenários internacionais com importantes potencialidades econômicas, além do surgimento de novos mercados.

Atualmente a indústria da linha branca se caracteriza pelo predomínio de um número reduzido de gigantes complexos internacionais, os quais tem expandido suas capacidades produtivas em mercados emergentes por meio de investimentos diretos externos, formação de joint-ventures e aquisição de empresas locais.

A competição internacional está concentrada em quatro companhias: as americanas Whirlpool e General Electric, a sueca Eletrolux e a alemã Bosch-IPECE/Siemens. A Whirlpool Corporation, detentora, dentre outras, das marcas Consul e Brastemp, é a maior fabricante de eletrodomésticos do mundo e possui mais de 60 fábricas e centros de pesquisa tecnológica em diversos países.

A internacionalização desse mercado é tanta que praticamente inexiste no Brasil uma empresa fabricante de produtos da linha branca que seja genuinamente brasileira. A Continental pertence à alemã Bosch, a Prosdócimo pertence à americana Eletrolux e a Dako pertence à mexicana Mabe.

Essa estratégia das grandes fabricantes ocorre em função da abundância de mão-de-obra a baixo custo nos países emergentes e, principalmente, em função da expansão de mercados. A concentração em determinados nichos de produtos também tem sido uma estratégia adotada pela maior parte das fabricantes por favorecer a segmentação do mercado por estratos de renda e possibilitar a produção de linhas destinadas a nichos de mercado bem definidos.

A especialização setorial tem sido acompanhada pela integração vertical, especialmente em empresas que atuam no segmento de refrigeradores, as quais se tornaram grandes produtoras de compressores herméticos. São desenvolvidas estratégias relacionadas a inovações do processo produtivo, como a difusão de novos métodos de organização e gestão da produção, incorporação de técnicas de controle de qualidade, difusão da automação em cada

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