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Principais mudanças estruturais no setor de supermercados do estado do Rio Grande do Sul

Artigo: Principais mudanças estruturais no setor de supermercados do estado do Rio Grande do Sul. Pesquise 791.000+ trabalhos acadêmicos

Por:   •  3/11/2014  •  Artigo  •  428 Palavras (2 Páginas)  •  248 Visualizações

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ESTRUTURA DE MERCADO DO SETOR SUPERMERCADISTA

1. MICROECONOMIA E MACROECONOMIA

O índice de concentração para as quatro maiores empresas (C4) no mercado do Rio Grande do Sul, considerando a soma das suas participações nesse mercado, ou seja, seu market-share em 2005, de 47,25% foi maior do que o índice deconcentração ao nível nacional apurado no trabalho de Aguiar & Conha-Amim (2005), que registraram um índice de concentração do setor supermercadista no ano de 2002, de 39%.Nas últimas duas décadas, o comércio varejista teve uma evolução significativa que foi proporcionada pelo desenvolvimento tecnológico, com ênfase à informática, que propiciou a geração de técnicas de gestão mais eficientes, melhor conhecimento sobre o modo de circulação dos produtos e serviços, ganhos de eficiência e incorporação de novos modelos organizacionais mais intensivos em conhecimento e informação. Estes fatores aliados ao processo de globalização e aberturas de mercados contribuíram na redução de espaços econômicos regionais ou locais privilegiados. Verificou-se, ainda, neste setor, a evolução nas técnicas de distribuição, o sistema de logística e de controle de qualidade da empresas, cujo objetivo maior é satisfazer às necessidades crescentes dos consumidores.

Conforme Tigre (2005) as “tecnologias da informação e comunicação têm um papel central neste processo, pois constituem não apenas uma nova indústria, mas o núcleo dinâmico de uma revolução tecnológica”. Atribui-se ao comércio varejista uma função relevante em relação aos sistemas produtivos, uma vez que exerce forte influência sobre as preferências dos consumidores, tornando-se dessa forma uma atividade fundamental nas cadeias agroalimentares.

Juntamente com as transformações que tem ocorrido na economia brasileira, o setor varejista, principalmente o supermercadista, também está vivendo um momento de reestruturação, buscando eficiente operacionalização e competitividade. Assim torna-se imperativo que as empresas se ajustem à nova realidade, para tornarem-se mais eficientes, eficazes, enfim, mais competitivas. Para tanto, recorrem a mudanças nas áreas financeira, operacional e mercadológica: implementam medidas como troca de controle acionário, fechamento de lojas menos rentáveis, reformas para modernizar as lojas existentes, profissionalização dos administradores nas lojas que têm gerência basicamente familiar, no País, através de abertura de novas lojas, aquisições e fusões.

O Estado do Rio Grande do Sul se constituiu num pólo de atração destes investimentos, que gerou modificações estruturais neste setor. Ressalta-se que somente a rede holandesa não atua no Estado do Rio Grande do Sul, as demais redes apresentam-se expressivamente atuantes em Porto Alegre e no Estado.

Objetiva-se neste estudo apontar as principais modificações estruturais ocorridas no setor de supermercados do Estado do Rio Grande do Sul, evidenciando a conduta e desempenho das empresas, e, calcular o grau de concentração deste setor, sendo assim considerado como oligopólio fraco.

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