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Teoria Da Contingência

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Por:   •  15/10/2012  •  2.259 Palavras (10 Páginas)  •  1.141 Visualizações

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Teoria da Contingência

Introdução

Na década de 70, deu-se origem a uma profusão de uma série de pesquisas investigativas a respeito dos modelos de estruturas organizacionais mais eficazes em determinados tipos de empresas.

Essas pesquisas pretendiam confirmar se as organizações mais eficazes seguiam os pressupostos da Teoria Clássica, porém seus resultados levaram a outra visão de organização.

Essa série de pesquisas originou a Teoria da Contingência, que enfatiza que não há nada de absoluto nas organizações ou na teoria administrativa; tudo é relativo, tudo depende.

A abordagem contingencial explica que existe uma relação funcional entre as condições do ambiente e as técnicas administrativas apropriadas para o alcance eficaz dos objetivos da organização, ou seja, o ambiente e as técnicas administrativas coexistem dentro de uma relação de caráter funcional.

A Teoria da Contingência estabelece que situações diferentes exigem práticas diferentes para resolver os problemas das organizações.

Os principais nomes da Teoria da Contingência e suas respectivas áreas de estudo e atuação nessa criação foram:

Alfred D. Chandler – Estratégia / Estrutura

Tom Burns e George M. Stalker – Organizações / Ambiente / Estrutura

Paul Lawrence e Jay Lorsch – Ambiente / Estrutura

Joan Woodward – Tecnologia / Estrutura

O Estudo de Chandler – Estratégia e Estrutura

Alfred D. Chandler, professor de Harward, teve grande importância na administração de contingência. Ele realizou uma investigação histórica sobre mudanças estruturais de várias empresas com o objetivo de demonstrar como a estrutura dessas empresas foi sendo progressivamente adaptada e ajustada à sua estratégia, isto é, testar a tese de que a estrutura da organização segue a estratégia gerencial.

Os dados dessa investigação foram obtidos dos registros internos das empresas, correspondências, relatórios e entrevistas com os executivos que realmente participaram das mudanças.

Embora Chandler tivesse visitado um número significativo de grandes empresas, ele se aprofundou na análise de apenas quatro grandes empresas norte-americanas, a DuPont, a General Motors, a Standard Oil (New Jersey) e a Sears-Roebuck.

Para Chandler, as grandes organizações passaram por um processo histórico que envolveu quatro fases distintas:

1 – Acumulação de recursos

2 – Racionalização do uso dos recursos

3 – Continuação do crescimento

4 – Racionalização do uso de recursos em expansão

1 – Acumulação de recursos

Teve início no pós-guerra da Secessão americana (1865), aproveitando-se da expansão ferroviária que trouxe como consequência o fortalecimento do mercado metalúrgico, principalmente ferro e aço, e também o desenvolvimento do moderno mercado de capitais. O êxodo rural, a imigração européia unidos à expansão das estradas de ferro, tem como resultado, o rápido crescimento urbano. Nessa fase, as empresas ampliam a sua produção, porém, deixam de lado a organização das redes de distribuição, sendo assim, a preocupação com matérias-primas, favoreceu o crescimento dos órgãos de compra e aquisição de empresas fornecedoras que detinham esse mercado. Daí surge controle por integração vertical, que levou ao desenvolvimento de uma economia escalar.

2 – Racionalização do uso dos recursos

Foi iniciada no período de integração vertical, pois nessa fase as empresas verticalmente integradas tornaram-se grandes e precisaram de maior organização, pois acumulariam mais recursos (material e pessoal) do que necessário. Os custos precisavam ser contidos por meio de uma estrutura funcional e os lucros dependiam dessa racionalização. A sua estrutura deveria ser adequada às oscilações do mercado.

Para diminuir os riscos, as empresas focaram em: planejamento, organização e coordenação.

3 – Continuação do crescimento

Nessa terceira fase ocorre o aumento de eficiência das vendas, compras, produção e distribuição, reduzindo as diferenças de custo entre várias empresas. Com isso, os lucros e a oportunidade de maior redução de custos diminuem e o mercado torna-se saturado. Daí surge a necessidade da busca de novos produtos e por novos mercados. Foi uma fase de grande diversificação, e essa diversificação provocou o surgimento dos departamentos de pesquisa e desenvolvimento, engenharia de produto e desenho industrial.

4 – Racionalização do uso de recursos em expansão

É a ênfase na estratégia mercadológica para obtenção de novas linhas de produtos e novos mercados. Alguns meios da estrutura funcional tornam-se obsoletos com o desenvolvimento rápido. Daí nasce uma necessidade de divisão em departamentos, na qual a General Motors e a DuPont foram as pioneiras. Seguem uma linha departamentalizada, onde cada linha de produtos é administrada por uma seção autônoma e integrada que envolve todas as funções de apoio necessárias.

É racionalizada a aplicação dos recursos em expansão, planejamento no longo prazo, administração voltada para objetivos e avaliação do desempenho de cada divisão. Ocorre uma descentralização das operações e uma centralização do controle administrativo.

A Pesquisa de Burns e Stalker - Organizações, Ambiente e Estrutura

Burns e Stalker, dois sociólogos pesquisaram indústrias inglesas para verificar a relação entre práticas administrativas e o ambiente externo das indústrias. Pelas diferenças encontradas, eles dividiram e classificaram as organizações em dois grupos, organizações mecanísticas e organizações orgânicas.

Basicamente, no sistema mecanista ou mecanicista, as organizações seguiam os procedimentos formais, e de forma rígida, como autoridade

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