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Semelhanças E Diferenças Do Filme O Auto Da Compadecida E No Auto Da Barca Do Inferno

Por:   •  9/10/2014  •  504 Palavras (3 Páginas)  •  3.364 Visualizações

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Semelhanças e diferenças:

São duas obras grandiosas do teatro de literaturas da Língua Portuguesa. A Obra de Gil Vicente, de 1517 e a de Ariano Suassuna, de 1955, estão separadas por 438 anos.

Ambas são humanistas e representativas do pensamento da época em que foram escritas.

Gil Vicente procura chamar a atenção para a necessidade de uma nova postura, não apenas clerical, mas também de uma sociedade corrompida. Critica os costumes da época e tem forte influência humanística, que procura valorizar o homem e a natureza, ao contrário do Teocentrismo medieval. Nesta obra é mostrado o contraste entre o bem e o mal. Estes autos, na época medieval eram mostrados ao público com o fim de moralizar e instruir.

No Auto da Barca do Inferno, o anjo é implacável ao determinar a sentença divina que cabe aos pecadores, e para a qual não há apelação. É utilizada a representação da morte, do juízo e do destino posterior dos homens, com argumentos satíricos e divertidos. Nem o anjo, nem o diabo esperam modificar homens e mulheres. Eles rematam, não conduzem o processo. Não criam condições, apenas sublinham aquelas que as personagens se pautaram.

No Auto da Compadecida, o Juízo Divino caracteriza-se de forma diferente., pois João Grilo apela e a Compadecida interfere em seu favor.

Ariano Suassuna, em O Auto da Compadecida faz uma releitura do aspecto formal do auto, no qual insere elementos diferentes sem haver muitas diferenças entre os personagens.

A figura do parvo, de Gil Vicente e de João Grilo, de Suassuna, se aproximam quando representam o homem simples em busca da sobrevivência e que por isto, cometem «Pecados».

Os Autos se aproximam quanto aos seus objetivos de criticar uma sociedade hipócrita. No Auto da Barca do Inferno o clero é libertino. O Auto da Compadecida, mostra também um clero corrupto, assim como o comerciante explorador e o avarento, ou ainda a mulher promíscua e infiel, todos condenados à Barca Infernal ou ao purgatório.

Os julgamentos dos autos divergem. São dois planos antagônicos de apreensão da moral cristã. Para Gil Vicente há um julgamento divino pré-determinado pelas sentenças cabíveis, não podendo recorrer ou apelar. Para ele, a concepção de juízo é de um juízo inflexível e determinante.

Ariano Suassuna apresenta um julgamento em que as personagens podem dialogar, apelar e interceder. Há uma ampla comunicação entre os três planos: divino, terreno e infernal. Suassuna propõe um exercício de salvação contínuo dos personagens, em um jogo bastante criativo entre o bem e o mal.

Quanto à Lingüística, os dois autos apresentam gírias e expressões da época representada. Suassuna caracteriza a influência

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