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A realidade da reciclagem no Brasil

Por:   •  15/4/2013  •  Tese  •  3.150 Palavras (13 Páginas)  •  518 Visualizações

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A realidade da reciclagem no Brasil

PUBLICADO24 de mai de 2011

ESCRITO PORClaudia Chow

DISCUSSÃO1 Comentário

CATEGORIASlixo

Na terça passada, a convite da Coca-cola, conheci a ONG Doe Seu Lixo no Rio de Janeiro que junto com o Instituto Coca-cola ajuda coperativas de reciclagem do Brasil inteiro a se profissionalizarem. É sensacional o trabalho que eles fazem, dignificando a profissão de catador de materiais recicláveis, oferecendo cursos e profissionalização para as coperativas e gerando renda.

Qualquer pessoa que estuda um pouco sobre reciclagem no Brasil sabe que ela só deu “certo” por causa da miséria, ou seja, se a reciclagem no Brasil hoje existe não é por conscientização ambiental ou por preocupação da administração pública com o meio ambiente, ela existe mal e porcamente por conta de pessoas que viram no lixo uma alternativa de sobrevivência. São poucos os exemplos de cidades que implantaram um sistema de coleta seletiva eficiente, a coleta seletiva e a reciclagem no Brasil ainda não é regra geral. Segundo dados do IBGE na região norte do país, por exemplo, a coleta seletiva praticamente inexiste (Indicadores de Desenvolvimento Sustentável – 2008).

Portanto, falar de coleta seletiva no Brasil ainda não é uma realidade, a reciclagem pode até acontecer, como no caso das latinhas de alumínio que conseguimos reciclar mais de 90%, mas os outros materiais variam em torno de 45% a 55% ainda, mas uma coleta organizada e efetiva ainda é muito incipiente na grande maioria das cidades brasileiras.

E a reciclagem dos 3% do lixo brasileiro como acontece na grande maioria das vezes? Por meio das coperativas de catadores de materias recicláveis, são essas pessoas que por causa da miséria encontraram no lixo uma alternativa de vida digna.

Esse evento que participei na semana passada foi para promover a Semana do otimismo que transforma da Coca-cola. Não vou dizer o que penso sobre esse “evento”, já falei sobre a empresa em outros posts, não é de hoje que a marca vem tentando se associar ao tema sustentabilidade e portanto vou dar um voto de confiança que ela tem tentado, não sei se da melhor forma ou de forma acertada, mas é uma preocupação e o que ela fez e faz por meio do Instituto Coca-cola para as coperativas atendidas pela ONG Doe Seu Lixo me pareceu muito legítimo. Pelas palavras da diretora-executiva, Claudia Lorenzo, do Instituto Coca-cola ainda é muito pouco o que é feito perto da importância e da relevância da marca Coca-cola para o mundo (são 125 anos de empresa no mundo e 70 anos no Brasil), ela sabe que tem um desafio monumental pela frente e diante dos apenas 5 anos do Instituto acho que tem seguido um bom caminho.

Situação da reciclagem em São Paulo

Isabel Gomide Martinelli

Todos os dias milhares de toneladas vão para as lixeiras das casas sem que haja a menor preocupação com seu destino. São Paulo, uma das principais metrópoles do planeta, tem muitos problemas e o lixo talvez seja um dos mais aparentes. Se não for tratado desde agora, pode vir a trazer conseqüências sem volta. Esse tratamento é a reciclagem.

A reciclagem é um processo artesanal ou industrial que visa a recuperação de produtos, orgânicos ou não, a partir de diferentes técnicas, uma para cada material. Este processo é útil principalmente em grandes quantidades, pois visa diminuir a quantidade do lixo e, conseqüentemente, os problemas que ele pode causar. Um exemplo simples é o que muitas pessoas fazem em suas casas: restos de alimentos orgânicos misturados para serem utilizados posteriormente como adubo, ótimo para fertilizar a terra para o plantio.

História da reciclagem em São Paulo

Ano Fato

1989 Em 4 de outubro durante a gestão da prefeita Luíza Erundina, começa a reciclagem no bairro da Vila Madalena com o programa de coleta seletiva Porta-a-Porta, a partir de um projeto de Jânio Quadros.

1992 Na gestão seguinte, de Paulo Maluf, o programa de coleta seletiva foi extinto, com a justificativa de que seu custo era muito elevado. Houve um crescimento na coleta de materiais em decorrência da diminuição do preço dos materiais, que fez com que mais empresas se interessassem e outras delas surgissem, pensando na reciclagem mais como uma forma de negócio do que como um bem para a população e para a cidade.

1996 Na gestão Celso Pitta, não houve nenhum programa, somente alguns projetos que nem saíram do papel. Somente os PEVs,

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