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ANÁLISE CRÍTICA DO ARTIGO: A ENFERMAGEM NO BRASIL MODERNO

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Por:   •  6/10/2013  •  1.347 Palavras (6 Páginas)  •  2.183 Visualizações

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A ENFERMAGEM NO BRASIL MODERNO

O texto traz uma abordagem sobre a atuação da enfermagem nas décadas de 30 à 90, apresentando um pouco do contexto histórico de cada uma e como isso influenciou a classe, o autor fala de maneira objetiva e mostra que muitos conceitos que temos hoje da enfermagem está ligada ao seu passado.

No início do texto o autor faz uma breve transição entre á década de 30 à década de 60, relatando um pouco sobre o governo de Getúlio Vargas e como a crise cafeeira estava diretamente ligada as tensões sociais, depois sobre o governo Kubistschek e a implantação do capitalismo ocidental e também comenta brevemente sobre o golpe de 1964.

Para o autor a rápida escalada industrial no Brasil e o não planejamento urbano para a industrialização acarretou em um crescimento desordenado dos centros urbanos pela busca de empregos, formando assim as favelas e os cortiços. Todos esses fatores associados ao alto custo de vida, precariedade dos serviços oferecidos, falta de infraestrutura, à inflação e às grandes aglomerações prejudicaram a saúde da população.

Para atender as reivindicações dos trabalhadores as firmas contratavam empresas médicas privadas estabelecendo convênios para dar assistências aos seus trabalhadores, pois a saúde pública não foi capaz de resolver os problemas. Tudo isso por causa da privatização do setor saúde que contava com apoio da Previdência Social, com isso a saúde pública ficou em segundo lugar.

Nessas décadas a enfermagem já estava consolidada, com o crescimento do setor privado ampliaram o campo de atuação dos enfermeiros, os graduados atuavam em grande parte no setor públicos já os técnicos e auxiliares eram mais contratados no setor privado, pois geravam menos gastos. Cresceu o número de cursos de auxiliares e técnicos em enfermagem e os currículos passaram não focavam somente a saúde pública e cresceu o número de especializações e as áreas curativas, tudo isso para atender a demanda da época.

Com a divisão das funções na enfermagem influenciou na forma que cada um atuava, os auxiliares e técnicos ficavam responsáveis pelo cuidado direto ao paciente, enquanto que os enfermeiros graduados se limitavam as funções burocráticas e administrativas. Estas divisões dificultavam no reconhecimento social e até mesmo a mídia não transmitiam de forma clara as divisões existentes e procriavam no imaginário social uma imagem distorcida da enfermagem. As fracas participações da categoria nas reivindicações trabalhistas limitavam seu poder de decisão, desde essa época os salários eram baixos e as condições de trabalho eram precários.

Muitas características que estavam presentes nas décadas de 30 à 60 estão presentes ainda hoje na enfermagem, as vezes não entendemos como a classe não alcançou um piso salarial maior ou porque que existem divisões na classe, além de dizermos muitas vezes porque os enfermeiros não conseguem muitas vezes que suas lutas sejam alcançadas, se olharmos para as essas décadas encontraremos as possíveis respostas.

Nas décadas de 70 e 80 houve definição d a Previdência Social como sendo responsável pela assistência individual e curativa enquanto que o Ministério da Saúde pelos cuidados preventivos e de alcance coletivo. A crise financeira não permitiu que muitos dos objetivos de ampliar a saúde pública e abranger medidas curativas e profiláticas fossem realizadas ficando na sua maioria apenas no papel.

A ampliação nos cursos de pós-graduação em Enfermagem marcaram essas décadas houve criação de vários cursos de especializações, também contribuíram para o crescimento de produções científicas em enfermagem. Houve ainda mais divisões na enfermagem e foram criados os agentes de saúde e os atendentes rurais, os enfermeiros eram encarregados de treinar, coordenar e supervisionar.

Os cursos de graduação e pós-graduação em enfermagem passaram a incluir em seus currículos as áreas curativas para atender a demanda exigente.

Na década de 80 ocorreu a regulamentação do exercício profissional, reconhecendo o as categorias de enfermeiro, técnico de Enfermagem e parteira. Porém não ocorreram grandes mudanças na prática e geraram insatisfações na Enfermagem quanto ao papel que desempenham na sociedade, seus status, autonomia profissional, os baixos salários e falta de condições de trabalho.

Um marco importante dessas décadas foi a tentativa da VIII Conferência Nacional de Saúde, através da Reforma Sanitária de criar um sistema único de saúde, público, integrado que fosse capaz de atender a toda população e que a saúde fosse entendida como resultantes das condições de alimentação, habitação, educação, renda, meio ambiente, trabalho, transporte, emprego, lazer, liberdade, acesso e posse da terra e acesso a serviços de saúde. Por mais que esses pontos fossem essenciais para a melhoria da saúde pública o texto aprovado não refletiu todos ideais apresentados.

A implantação do SUS (Sistema Único de Saúde) pela nova Constituição foi marcante e muito importante pois a população não ficaria totalmente dependente da saúde privada. A Reforma Sanitária também implicava na reestruturação do ensino das práticas de saúde, assim a Enfermagem ficou responsável por

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