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Augusto Comte

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Por:   •  2/10/2013  •  Resenha  •  1.097 Palavras (5 Páginas)  •  454 Visualizações

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Augusto Comte foi um importante filósofo e sociólogo francês do século XIX. É considerado por muitos o criador do Positivismo isso porque ele defendia a ideia de que o conhecimento é a unica forma de conhecimento verdadeiro, ou seja, para uma teoria ser considerada correta essa tem que ser provadas atraves de metodos cientificos.

Em 1824, rompeu com Saint-Simon ao discordar das ideias deste sobre as relações entre a ciência e a reorganização da sociedade. Comte estava convicto que o mestre priorizava auxílio à elite industrial e científica do período com sacrifício da reforma teórica do conhecimento. Em 1838 criou a disciplina Sociologia, apresentando um curso o qual consistia na observação dos fenômenos, por meio da promoção do primado da experiência sensível, única capaz de produzir a partir dos dados concretos, sem qualquer atributo teológico ou metafísico, subordinando a imaginação à observação, tomando como base apenas o mundo físico ou material.

A parti de então criou a corrente filosófica, política e científica conhecida como Positivismo, idealizou o conceito político da Lei dos Três Estados, o qual fez o homem passar por 3 estágio para conceber as suas ideias e realidade, que eram o Teologico no qual o homem explicava a realidade por meio de entidades supranaturais para responder as questões “de onde viemos?” e “para onde vamos?”. O metafico que era uma especie de meio-terno entrea teologia e a positividade, explicando o que a realidade “o povo”, “o mecardo financeiro e a ultima etapa o positivo a qual não se buscava o “porquê” das coias, mas sim o “como” por meio da descoberta e do estudo das leis naturais, ou seja, relações constantes de sucessão ou de coexistência.

Em 1856, publicou o primeiro volume de Síntese Subjetiva, projetada para abarcar quatro volumes, cada um a tratar de questões específicas das sociedades humanas: lógica, indústria, pedagogia, psicologia.

Os anseios de reforma intelectual e social de Comte resultou no desenvolvimento do que foi chamada Religião da Humanidade. Pois para Comte "religião" e "teologia" não são termos sinônimos: a religião refere-se ao estado de unidade humana (psicológica, espiritual e social), enquanto a teologia refere-se à crença em entidades sobrenaturais.

O dogmatismo é o estado normal da inteligência humana, aquele para o qual tende, por sua natureza, continuamente e em todos os gêneros, mesmo quando mais parece afastar-se dele. O ceticismo nada mais é do que um estado de crise, resultado inevitável do interregno intelectual que sobrevém, necessariamente, todas as vezes que o espírito humano é chamado a mudar de doutrinas, ao mesmo tempo em que é o indispensável empregado, quer pelo indivíduo, quer pela espécie para permitir a transição de um dogmatismo para outro, o que constitui a única utilidade fundamental da dúvida. (COMTE apud MORES FILHO, 1989, p.15).

Ele considerava o caráter histórico e a necessidade de unidade do ser humano, a Religião da Humanidade incorpora nela a teologia e a metafísica - respeitando, reconhecendo e celebrando o papel histórico desempenhado por esses estágios provisórios, absorvendo o que eles têm de positivo.

Tratava-se então, para Comte, de fundar a ciência dos fatos sociais, ou como ele próprio denominou, a física social, bastando para tanto reter as máximas fundamentais do método positivo, através do qual os fenômenos sociais observáveis seriam submetidos às leis naturais que regem a sociabilidade humana, reconhecendo-as dessa forma, uma vez que, “há leis tão determinadas para o desenvolvimento da espécie humana como para a queda de uma pedra” (COMTE apud MORAES FILHO, 1989, p.12).

Augusto Comte viveu em uma época de grandes transformações em uma época de grandes transformações, em que a burguesia, enquanto classe, consolidava seu poder econômico e ascendia politicamente, apesar de, e muitas vezes levada a tal pelas revoluções proletárias que se desencadeavam e eram sufocadas, conforme o contexto histórico, pelos interesses da classe que se tornava dominante, a filosofia comtiana ressoava com a possibilidade de enquadramento do mundo industrial nascente em uma ordem organicamente harmônica de fundamento exclusivamente moral.

O movimento histórico, aí compreendido como determinado por leis naturais, perdia seu caráter apenas social ou, por outras palavras, não era compreendido como uma construção social histórica, mas era dado aos homens como natural, transformando-se o temporal-histórico em um movimento determinado do desenvolvimento da natureza humana. A ordem assumia, assim, uma racionalidade própria, que cabia à ciência compreender e aplicar em

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