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Contabilidade Material Rateio De Custos

Trabalho Escolar: Contabilidade Material Rateio De Custos. Pesquise 800.000+ trabalhos acadêmicos

Por:   •  3/3/2014  •  3.033 Palavras (13 Páginas)  •  554 Visualizações

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PLANO DE AULAS

Disciplina: Contabilidade de Custos I – Curso: Administração

Tema: Critério de Rateio dos Custos Indiretos (Eliseu Martins 7 ed. 2010)

Data: 10 e 13/12/2013 – Unidade VII - Professor: Valter Pereira de Jesus

7. Critério de Rateio dos Custos Indiretos

Mais do que fazer uma enumeração de quais são os critérios para rateio dos Custos Indiretos de Produção, vamos, neste capítulo, discutir como devem ser analisados os diversos fatores a se considerar na escolha dessas bases de alocação.

7.1 - ANÁLISE DOS CRITÉRIOS DE RATEIO - CUSTOS COMUNS

Todos os Custos Indiretos só podem ser apropriados, por sua própria definição, de forma indireta aos produtos, isto é, mediante estimativas, critérios de rateio, previsão de comportamento de custos etc. Todas essas formas de distribuição contêm, em menor ou maior grau, certo subjetivismo; portanto, a arbitrariedade sempre vai existir nessas alocações, sendo que às vezes ela existirá em nível bastante aceitável, e em outras oportunidades só a aceitamos por não haver alternativas melhores. (Há recursos matemáticos e estatísticos que podem ajudar a resolver esses problemas, mas nem sempre é possível sua utilização.)

Verificamos nos capítulos anteriores que a primeira medida a ser tomada é a separação entre Custos e Despesas, e já aqui começam a surgir esses aspectos subjetivos inerentes a todo processo de rateio. Suponhamos que a empresa tenha seus prédios e instalações todos alugados sob um único contrato e que se veja ela agora obrigada a separar a parte que cabe à produção (custo) e aos setores administrativos e de vendas (despesa). O critério de rateio que vai ser primeiramente lembrado será o de área ocupada por cada um. Entretanto, um problema poderá ocorrer caso haja, por exemplo, um silo vertical na produção; será necessário trabalhar com outro critério se esse silo for de grande volume e funcionar como fator importante no próprio preço do aluguel. Talvez haja necessidade de fazer a distribuição com base então em volume (m3), e não em área (m2), para se obter um número considerado mais justo para cada parte.

Ainda com relação ao aluguel, outro problema pode ser levantado: suponhamos que o imóvel todo compreenda um quarteirão e que a frente da empresa dê para uma via de grande importância e alto valor comercial locativo, e os fundos para uma via secundária de mínimo valor comercial. Na frente, com certeza, estarão colocadas a exposição de vendas, a diretoria etc., e nos fundos talvez estejam as instalações fabris. Em função dessas vias, o valor locativo da frente pode ser várias vezes o valor locativo da outra via; se dividirmos o aluguel inteiro com base em área ocupada, estaremos atribuindo o mesmo montante por metro quadrado à fábrica e à exposição de vendas. Talvez houvesse necessidade então de se fazer uma ponderação baseada num valor estimado de locação de cada setor para se proceder a uma distribuição "menos injusta".

7.2 - RATEIO DOS CUSTOS DOS DEPARTAMENTOS

Já vimos também que os Custos Comuns a vários departamentos são rateados em função de sua natureza (pelo menos os mais importantes), como o próprio aluguel, a depreciação dos edifícios, a energia consumida, o seguro apropriado etc. Mas, depois que os Custos Indiretos já estiverem totalmente atribuídos aos Departamentos e precisarmos então passar a ratear os existentes nos de Serviços, já não poderemos normalmente atribuir custo por custo. Não seria muito praticável pegarmos os vários itens que compõem o Custo Indireto total do Almoxarifado e começarmos a ratear um por um: supervisão, materiais indiretos, depreciações, seguros etc. Quando atribuímos Custos de um Departamento para outros, baseamo-nos em algum critério e fazemos a alocação a partir do bolo todo. (Veja o que foi feito no item 6.5 do Capítulo 6.)

Para esse rateio, é necessário verificar então quais são as bases mais adequadas. O mesmo vai acontecer quando da apropriação dos Custos dos Departamentos de Produção para os produtos. Vejamos um exemplo:

O Departamento X de Produção possui um Custo Indireto total de R$ 5.400.000 e precisa distribuí-lo a dois produtos, M e N. As seguintes informações são disponíveis:

Quadro 7.1

Produto M Produto N Total

Matéria-Prima Aplicada em cada Produto 5.000.000 7.000.000 12.000.000

Mão de Obra Direta Aplicada 1.000.000 1.000.000 $2.000.000

Custos Diretos Totais 6.000.000 8.000.000 14.000.000

Custos Indiretos a Ratear ? ? 5.400.000

Total ? ? 19.400.000

Horas-máquina utilizadas 1.400 hm 1.000 hm 2.400 hm

a) Rateio com base em horas-máquina: uma primeira alternativa seria a apropriação com base nesse critério, que nos levaria então a apropriar os R$5.400.000 da seguinte forma:

R$ 5.400.000/ 2.400 hm = 2.250/hm

Produto M: 1.400 hm x R$ 2.250 = 3.150.000

Produto N: 1.000 hm x R$ 2.250 = 2.250.000

Total CIP (Custo Indireto de Produção) 5.400.000

Custo Total do Produto M: 6.000.000 + 3.150.000 9.150.000

Custo Total do Produto N: 8.000.000 + 2.250.000 10.250.000

Total Geral 19.400.000

b) Rateio com base na Mão de Obra Direta: na ausência da informação de número de horas de Mão de Obra Direta, temos de usar o valor em reais (a diferença existiria caso o custo médio por hora fosse diferente quanto ao pessoal usado para fazer um produto e outro). Portanto, teríamos:

Produto M: 5.400.000/2 = 2.700.000

Produto N: 5.400.000/2 = 2.700.000

Total CIP 5.400.000

Custo Total de M = 6.000.000 + 2.700.000 = 8.700.000

Custo

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