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Economia Na Brasil Hoje

Por:   •  6/9/2014  •  2.240 Palavras (9 Páginas)  •  230 Visualizações

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A ECONOMIA BRASILEIRA HOJE

"O Brasil, ao longo do tempo e em diferentes governos, ao marginalizar a educação formal, o ensino profissional e a pesquisa, limitou a modernização, abastardou a competitividade e, em conseqüência, perdeu a visão do desenvolvimento econômico, auto-sustentável, como projeto hegemônico permanente. Perdeu o seu tempo, ao crescer marginalmente, nos últimos 20 anos. Aceitou, assim, a mediocridade do subdesenvolvimento imposto por sistema e hábitos políticos que dominam o Poder Executivo e toda a vida nacional, com visão personalista, cartorial, eleitoreira e de curto prazo.

Nesse quadro, ainda presente, dificilmente se pode esperar, em curto e médio prazos, o benefício de reformas político-institucionais macroeconômicas, capazes de aliviar o peso absurdo do Estado brasileiro sobre a sociedade, e abrir caminho para a modernização e a desburocratização do país, condição para alcançar maior capacitação competitiva, que estimule o crescimento econômico e viabilize a desejada inserção internacional como instrumento da sustentação do crescimento e não fator para o seu aviltamento." Forum Nacional 2007 - Debates

CRESCIMENTO

O Brasil continuará lutando em 2013 para voltar a crescer em meio a um mundo dominado pela difícil agenda da crise europeia.

Ainda países como os EUA, Japão e Reino Unido encontram-se também pesadamente endividados e deverão acompanhar o desastre econômico-financeiro da Zona do Euro. Até mesmo a Alemanha sentirá esse peso.

A economia brasileira tem andado de lado por temer ser atingida em voo por todo esse processo que começou pela Grécia e Espanha, mas promete apanhar muitos outros países de modo e dimensão ainda desconhecidos.

Em vez de esperar, o governo da presidente Dilma Rousseff decidiu agir de modo inovador em 2012, passando a atuar politicamente para reduzir aos poucos a taxa básica de juros SELIC e controlar a taxa de câmbio a partir de abril. Até então, o câmbio era somente favorável a importações e interesses externos.

Some-se a isso uma inédita reviravolta que o governo provocou no sistema financeiro também em 2012, em que Caixa e Banco do Brasil passaram a reduzir seus juros, trazendo todo o mercado para novos patamares.

Essas mudanças pró-ativas formam um movimento pensado e contínuo pelo crescimento, que precisará de alguns meses para começar a tomar corpo.

A redução dos juros pagos pelo governo passou a contribuir na outra ponta pelo início da redução dos impostos. Já a taxa de câmbio na faixa de R$ 2,20 (ou mais) o dólar poderá ser alcançada aos poucos para não apertar demais a inflação e reativar o esforço exportador das indústrias.

A economia brasileira ainda é muito fechada e todo seu comércio exterior soma apenas 20% do PIB. Reformas que vão do ajuste cambial ao custo da eletricidade, passando por tributos e revolução logística, podem colocar o país em vantagem competitiva justamente em um momento mundial decisivo.

Mapa-Mundi (1999)

Mapa-Mundi.

DÍVIDA PÚBLICA

O Brasil ainda tem um Estado endividado. Sua Dívida Pública Mobiliária Federal interna (DPMFi) representa em torno de 40% do PIB. Em função disso, ele retém para as suas necessidades 80% do crédito disponível, tornando ainda mais caro o restante para a nação.

Não há como negar que, no atual governo Dilma Rousseff, ainda existe um controle visando o equilíbrio entre inflação, contas fiscais e contas externas, além da contínua redução da relação dívida/PIB.

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A dívida pública federal encerrou 2012 em R$ 2,008 trilhões. Ao longo de 2012, o endividamento em títulos públicos cresceu em R$ 142 bilhões (7,6%). Tal resultado foi comemorado pela equipe econômica porque houve uma melhora tanto no perfil quanto no prazo do endividamento.

A parcela do estoque corrigida por papéis prefixados, que são mais vantajosos para o governo, terminou o ano em 40% do total. Embora a taxa SELIC representasse 21,7% do estoque de papéis da dívida pública, suas reduções

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