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FICHAMENTO LIVRO CRISE E CULTURA SERVIÇO SOCIAL

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Por:   •  13/5/2014  •  2.119 Palavras (9 Páginas)  •  570 Visualizações

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FICHAMENTO LIVRO CRISE E CULTURA SERVIÇO SOCIAL

Capítulo IV

1. A hegemonia nasce na fabrica

“A tematização da cultura nos forneceu elementos teóricos e históricos para defender a posição de que a cultura política da crise – ao incorporar um conjunto de valores, ideologias, teorias e práticas reveladoras da leitura que a classe capitalista faz da realidade brasileira – permite não apenas dar uma lógica ao projeto capital, como também esgarçar as bases trabalhadoras, porque a materialidade da crise econômica favorece as ideologias praticas em detrimento das ideologias criticas” (Pág.160).

“método utilizado por Gramsci”, seguindo a esteira do pensamento marxiano, que lhe permitiu apreender o movimento entre o econômico (infraestrutura) e o político (superestrutura), e concluir que o americanismo designava um, um “tipo de sociedade racionalizada, na qual a estrutura domina mais imediatamente as superestruturas” (Pág.161).

“a existência de duas guerras de posição – a da classe subalternas – demarcadas pela disputa hegemônica, em torno de projetos sociais antagônicos, como questão que se resolve, em seu desenvolvimento atual e progressivo no interior do processo de correlação de forças entre as classes, processo esse que nasce no mundo da produção e se afirma no espaço de toda sociedade” (Pág.162).

“capacidade de atualização das categorias utilizadas por Gramsci que nos permite tratar a dinâmica da seguridade social como uma questão afeta ao mundo do trabalho da cultura, mediada pela ação organizada dos trabalhadores e dos empresários, retirando sua analise do campo da funcionalidade econômica ou da hegemonia como domínio superestrutural” (Pág.162).

“a partir dos anos 80, obrigou o capital a absorver as exigências do trabalho, esse processo de absorção também permitiu que a burguesia construísse o seu projeto e as suas estratégias de reciclagem das bases de constituição do atendimento dessas demandas ao seu projeto político” (Pág.163).

“afora a natural motivação da burguesia enquanto classe dominante e exploradora, outras variáveis políticas contribuíram para o desenvolvimento do processo: as formas de encaminhamento das exigências dos trabalhadores, o substrato político-ideologico de algumas das reivindicações e as consequências nefastas da crise econômica sobre os salários, o emprego e as condições de trabalho dos trabalhadores brasileiros, esgarçando suas tradicionais formas de organização, já afetadas pela cultura da crise dos referencias teóricos e políticos” (Pág.163).

“no Brasil nos anos 80 e 90, a tentativa de construção da sua hegemonia, instrumento básico a formação de uma cultura marcada pela necessidade de desqualificação das demandas dos trabalhadores, enquanto existência da classe. O principal instrumento desse processo é a tentativa de obtenção do consentimento de classes trabalhadoras em torno da ideia de que a crise econômica afeta toda a sociedade e que, por isso, necessita da colaboração de todos” (pág.163).

“No caso da seguridade, necessário mudar o sistema de seguridade existente, para adequá-los às reformas macroeconômicas” (pág.163).

“Os objetivos desta nova cultura é a constituição de novos atores sociais, objetivando nas figuras do cidadão-fabril, do cidadão-consumidor e do cidadão-pobre, as quais deverão tornar-se as representações consentidas de um sinal de hegemonia da burguesia” (pág.164).

“ação do grande capital, dos trabalhadores assalariados e organizados nos grandes sindicatos, e movimentos populares urbanos, em relação à seguridade, a partir dos anos 80, é concentrada em três espaços básicos: comunitário, espaços das cidades, empresa e das instituições do Estado. Conceituados como esferas da produção e da reprodução lócus do privado e do público.” (pág.164).

“são dois processos na seguridade social a partir dos anos 80. O primeiro; natureza molecular revela o modo de como a proteção social articula-se com o grau de organização e de reivindicações dos trabalhadores, com as necessidades do processo de trabalho e de produção e com a intervenção do Estado, segundo a atuação do grande capital e dos trabalhadores, enquanto sujeitos coletivos, extrapolando sua condição de patrão e empregado e determinando o que se pode nominar de mecanismos formadores das políticas de gestão estatal da força de trabalho.” (pág.164).

“essa prática nas empresas – fruto das necessidades técnicas e dos conflitos gerados no âmbito das relações e dos processos de trabalho – determinou algumas das tendências da própria seguridade social. Relações entre Estado e o setor privado lucrativo e não lucrativo, como padrão de diferenciação do consumo de serviços sociais entre trabalhadores do grande capital e trabalhadores excluídos e precarizados.” (pág.165).

2 – A proteção social na empresa privado: o ideário do cidadão-fabril.

“O envolvimento dos trabalhadores e dos patrões com a questão da proteção social no Brasil não se inicia nos anos 80. Ela remonta aos princípios da formação do proletariado urbano, no inicio desse século. No entanto, são os modos e as formas utilizadas pelo capital pra enfrentar as lutas operárias pela regulamentação das condições de trabalho, salário e proteção social que marcam o desenvolvimento desse processo.” (pág.166).

“Todavia, considerando que os mecanismos institucionais de proteção social são contemporâneos ao capitalismo industrial e, consequentemente, à formação do salariado, as políticas de seguridade social no Brasil somente podem ser identificadas como tal, a partir dos anos 20 deste século, com o surgimento da lei Eloy Chaves, em 1923, que criou as caixas de aposentadoria e pensões (CAPs)” (pág.167).

“As CAPs eram organizadas por empresas, com a participação financeira dos empregados, dos empregadores e, em alguns casos, da União. As primeiras CAPs, foram criadas para aquelas categorias que tinham um papel expressivo na atividade exportadora, como era o caso dos ferroviários, estivadores e marítimos. Elas prestavam serviços de assistência médico-curativa, forneciam medicamentos, aposentadoria por tempo de serviço, velhice e invalidez, pensões para os dependentes dos empregados e auxílio-funeral”. (pág.167)

“É nos anos 30, que esse quadro se altera, uma nova forma de organizações políticas, reservando-se, para o Estado, a assunção dos papéis decisivos, tanto para estruturar as bases da implantação definitiva da industrialização, como, concomitante, para

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