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INDICADORES: LIQUIDEZ E ESTRUTURA DE CAPITAL

Tese: INDICADORES: LIQUIDEZ E ESTRUTURA DE CAPITAL. Pesquise 793.000+ trabalhos acadêmicos

Por:   •  29/4/2014  •  Tese  •  2.972 Palavras (12 Páginas)  •  1.686 Visualizações

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INDICADORES : LIQUIDEZ E ESTRUTURA DE CAPITAL

A análise através de índices consiste em relacionar contas e grupos de contas para extrair conclusões sobre tendências e situação econômico-financeira da empresa.

Os indicadores são demonstrados de forma percentual ou na forma de fator (índices).

A título de comparação, podemos estabelecer que eles podem ser classificados com ótimo, bom , satisfatório ou deficiente, considerando que quando comparados com empresas que operam no mesmo segmento de mercado, porte semelhante , podemos então classificá-las segundo esse parâmetro informado.

LIQUIDEZ

Índices de liquidez mostram a situação financeira da empresa. Quanto maior o índice, melhor .

Devemos salientar que um alto índice de liquidez traduz boa gerência financeira. Em alguns casos, o alto índice de liquidez pode representar excesso de disponibilidades, com conseqüente perda financeira pela não aplicação dos recursos, como também excesso de estoques, prazo excessivamente dilatado das contas a receber.

Os indicadores de liquidez tem por objetivo avaliar a capacidade de pagamento das exigibilidades (obrigações). Interessam aos credores na avaliação dos riscos na concessão de novos créditos e na análise das perspectivas de recebimento dos créditos já concedidos.

Liquidez Corrente = Ativo Circulante / Passivo Circulante

Serve para avaliar a capacidade de pagamento das obrigações de curto prazo (Passivo Circulante) através dos bens e créditos circulantes (Ativo Circulante).

O aspecto relevante a considerar é o ciclo operacional da empresa para o estabelecimento de um quociente ideal de liquidez corrente. Por exemplo, comparando setores da industria e do comércio em relação ao ciclo operacional: na industria os recursos aplicados tem um retorno mais lento, ou seja, os recursos permanecem mais “tempo” no Ativo Circulante (estoques de matéria-prima e produtos em elaboração) do que se comparados com o setor do comércio, onde o ciclo é mais rápido.

Quando o índice de liquidez for menor que 1, podemos traduzir em dificuldades no pagamento das dívidas no curto prazo.

Obs: O crescimento exagerado de contas a receber, principalmente ocasionado por aumento da inadimplência, ou ainda da avolumação de estoque, provocado por falhas na linha de produção ou obsolescência, devem ser expurgados da composição do índice, para melhor avaliação.

Liquidez Seca = Ativo Circulante - Estoques / Passivo Circulante ou

= Disponibilidades + Créditos de curto prazo / Passivo Circulante

= Disponível + Aplicações Financeiras + Clientes (rápida conversão em dinheiro) / P C

Esse indicador avalia a capacidade de pagamento das obrigações de curto prazo sem considerar os estoques (ou recursos que estão no ativo circulante mas que não apresentam rápida conversibilidade). Após retirarmos os estoques do cálculo do índice , se compararmos com o índice de liquidez corrente por exemplo, a liquidez da empresa passa a não depender de elementos não monetários, com é o caso do estoque.

Obs:É um índice adequado para análise de empresas que operam com estoques de difícil realização financeira, ou seja, empresas que apresentam estoques de difícil conversibilidade em caixa.

Liquidez Imediata = Disponibilidades / Passivo Circulante

Avalia a capacidade de pagamento das obrigações de curtíssimo prazo , ou seja, avalia o nível de recursos que são mantidos para cumprimento dos compromissos mais imediatos ou também eventuais.

Comparando com o índice de liquidez seca, esse índice elimina também a necessidade do esforço de cobrança para honrar as obrigações. Nos dias atuais, o mercado de crédito tem se aprimorado de tal forma que esse indicador passou a ter pouca relevância na maior parte das empresas, uma vez que não é aconselhável manter disponibilidades em níveis elevados, pois isso pode significar que tais recursos estão deixando de ser investidos na própria atividade operacional da empresa.

É recomendável que esse índice seja bem menor do que 1.

Liquidez Geral = Ativo Circulante + Realizável Longo Prazo / Passivo Circulante + Exigível Longo Prazo

É utilizado para avaliar a capacidade de pagamento de todas as obrigações , tanto de curto como de longo prazo, através de recursos não permanentes (ativo circulante e realizável a longo prazo)

O ideal é que esse índice não seja inferior a 1, caso contrário, pode significar que a empresa estará financiando, em parte, aplicações no permanente com recursos de terceiros. Se o passivo circulante e o exigível a longo prazo (recursos de terceiros) exceder a ativo circulante e o realizável a longo prazo (aplicações de recursos), ocasiona grandes dificuldades de pagamento das obrigações.

OBS: Alguns valores registrados no RLP (realizável a longo prazo) podem ser dificilmente realizáveis, como por exemplo depósitos judiciais, o que recomenda-se que sejam excluídos do ativo.

ESTRUTURA DE CAPITAL

Indicam o grau de dependência da empresa com relação aos recursos de terceiros e o nível de imobilização do capital.

É importante destacar que o valor desse índice depende principalmente da atividade produtiva ou do setor da economia que a empresa pertence. Ele serve como indicador de medida de risco financeiro, sendo fundamental para determinar a estrutura financeira mais adequada para a empresa.

O valor desse índice depende da política financeira que a empresa deseja adotar (agressiva ou conservadora) e também das características próprias do setor de atividade ao qual pertence a empresa. A conjuntura econômica também pode afetar a estrutura de capital, na medida em que a empresa ao optar pelo aumento da participação de capital de terceiros para financiar suas aplicações, leva em consideração o custo do dinheiro (juros) para fazer frente as suas necessidades.

Endividamento Total: Capital de Terceiro / Patrimônio Líquido

Onde: Capital Terceiros = Passivo Circulante (Exigível Curto Prazo)+ Exigível Longo Prazo = Exigível Total

Patrimônio Líquido = Capital Próprio

Esse indicador revela os níveis totais de uso de Capital de Terceiros, composto por fontes de curto prazo (passivo circulante) e longo prazo (exigível a longo prazo), em relação ao Capital Próprio (patrimônio Líquido). Ele possibilita reconhecer o grau de risco financeiro, pois quanto maior for o índice , maior é a dependência e o uso de recursos de terceiros pela empresa.

Do ponto de vista financeiro, quanto maior a relação do Capital de Terceiros e Capital Próprio, menor a liberdade na tomada de decisão, ou seja, trata-se de uma análise de insolvência, que pode ser limitada caso não avalie o retorno (lucro) obtido através do financiamento com recurso de terceiros..

Obs: Para avaliar de uma forma mais precisa , devemos comparar o custo do financiamento (juros) pagos pela obtenção dos recursos (financiamento ou empréstimo) contra o lucro auferido quando esse mesmo recurso financia a atividade operacional da empresa, gerando um retorno que supera o custo para obtenção via empréstimo/financiamento (alavancagem financeira)

Composição do Endividamento: Passivo Circulante / Capital de Terceiro

Esse indicador compara o quanto a empresa compromete suas obrigações de curto prazo em relação ao total das obrigações.

Quanto maior for a concentração das dívidas no curto prazo, maior será a pressão para a empresa gerar recursos para honrar esses compromissos.

Obs: Nesse caso , quanto maior for esse índice, a empresa encontra-se numa situação mais delicada e deverá estar bem estruturada do ponto de vista operacional, pois a geração de recursos para pagamentos de suas obrigações deverá ter um ciclo mais além na facilidade de renovação de suas obrigações no curto prazo pelos credores não estar comprometida.

Imobilização do Patrimônio Liquido : Ativo Permanente / Patrimônio Líquido

Esse indicador demonstra o quanto a empresa investiu no Ativo Permanente com recurso próprios(PL).

O ideal em termos financeiros é a empresa dispor de recursos próprios para cobrir o Ativo Permanente , caso contrário , ela terá que comprometer parte de recursos de terceiros para financiar o seu imobilizado.

Obs: Em algumas situações esse índice pode assumir valores elevados o que não comprometa a avaliação, considerando que a empresa esteja passando por um processo de expansão ou modernização de seu parque. Isso não significa que a empresa também não possa recorrer para financiar esse processo, em fontes de longo prazo, como mais uma alternativa para implementação dessa expansão ou modernização.

Imobilização Recursos não-Correntes =Ativo Permanente / Patrimônio Líquido + Exigível Longo Prazo

Esse indicador relaciona as aplicações fixas (Ativo Permanente) com os recursos não Correntes (Patrimônio Líquido e Exigível a Longo Prazo).

É recomendável que esse índice não deve ser superior a 100%, na medida em que deve ocorrer uma folga de Recursos (patrimônio Líquido + Realizável a Longo Prazo), em relação ao nível de imobilizações da empresa.

A parcela de Recursos não Correntes destinada ao Ativo Circulante é denominada como CCL (Capital Circulante Líquido), representa a folga financeira de curto prazo, ou seja , financiamentos que a empresa dispõe para o seu giro e que não serão cobrados a curto prazo.

RENTABILIDADE

Os índices de rentabilidade procuram avaliar o desempenho econômico da empresa. Serve para medir o retorno do capital investido, ou seja, ele evidencia se a empresa está obtendo lucro em relação aos investimentos totais. São calculados, geralmente, sobre as receitas líquidas.

Quando se trabalha com análise de rentabilidade, é imprescindível que a verificação dos lucros esteja relacionada com valores que possam expressar a "dimensão" destes lucros dentro das atividades da firma.

IUDÍCIBUS (1995, p.90) observa: "O melhor conceito de "dimensão" poderá ser ora volume de vendas, ora valor do ativo total, ora valor do ativo operacional, ora valor do patrimônio líquido, ora valor do capital social etc. Todos têm suas vantagens e desvantagens".

Giro do Ativo: Vendas Líquidas / Ativo Total

Esse índice demonstra se o faturamento (vendas líquidas) gerado no período foi suficiente para cobrir i investimento total (Ativo Total),ou seja, a empresa tem por obrigação verificar qual a representatividade do faturamento em relação ao capital investido.

A importância desse índice avalia se a empresa que investiu seu capital esperando um retorno favorável só será concretizado a partir do desempenho da área comercial, ou seja, a efetivação da venda do produto ou serviço. Desta maneira, é imprescindível verificar se o que está sendo investido está sendo compensado pelas vendas.

O Giro do Ativo demonstra quantas vezes o ativo girou como resultado ou efeito das vendas ou quanto a empresa vendeu para cada $ 1,00 de investimento total. É certo, portanto, que quanto maior, melhor.

Obs: O desempenho comercial da empresa pode ser afetado por fatores conjunturais de mercado tais como: retração do mercado como um todo ( o mercado passou a consumir menos produtos, portando as vendas foram reduzidas), perda da participação de mercado (concorrência) ou estratégia da empresa (aumento de seus preços).

Margem Líquida = Lucro Líquido / Vendas Líquidas

Também denominado Margem Operacional, evidencia o retorno líquido da empresa sobre seu faturamento, demonstrando o retorno que a empresa obteve frente ao que conseguiu gerar de receita, ou seja, é o que “sobrou” para a firma sobre o volume faturado

A análise é feita sob a forma de quanto a empresa obtém de lucro para cada $ 100,00 vendidos, por isso, quanto maior, melhor.

Rentabilidade do Ativo = Lucro Liquido / Ativo Total

Esse índice demonstra quanto a empresa obteve de Lucro Líquido em relação ao total investido.A rentabilidade do ativo é calculada quando se deseja ter uma idéia da lucratividade, como um todo, do empreendimento, venham de onde vierem os recursos, admitindo-se as aplicações realizadas.

Este indicador mede quanto a empresa obtém de lucro para cada $ 100,00 de investimento total, por isso, é visto como uma medida de potencial de geração de lucro da parte da empresa.

Para MATARAZZO (1995, p.185), este quociente representa "... uma medida da capacidade da empresa em gerar lucro líquido e assim poder capitalizar-se. É ainda uma medida do desempenho comparativo da empresa ano a ano

Rentabilidade do Patrimônio Líquido = Lucro Liquido / Patrimônio Líquido Médio

Patrimônio Líquido Médio= Patrimônio Líquido Inicial + Patrimônio Líquido Final / 2

O Patrimônio pode ser alterado em função do pagamento de dividendos, integralizações de capital.

Esse índice demonstra quanto vai para o acionista do lucro gerado pelo uso do ativo, quaisquer que tenham sido as fontes de recursos (própria ou terceiro) , .representando o rendimento do Capital Próprio.

É importante observar que o cálculo da Rentabilidade do Patrimônio Líquido permite saber quanto a administração, através do uso dos ativos, obteve de rendimento com a respectiva estrutura de despesas financeiras, considerando-se o nível de relacionamento percentual entre o capital próprio e o de terceiros. Em última instância: evidencia qual a taxa de rendimento do Capital Próprio.

Uma das grandes utilidades deste quociente está na sua comparação com taxas de rendimento de mercado, sendo possível, por esta comparação, avaliar se a firma oferece rentabilidade superior ou inferior a essas opções.

Principais interessados na análise:

Sócios/acionistas: extraem da análise das demonstrações financeiras os dados necessários para acompanhar o poder de solvência e a lucratividade da empresa, além de comparar o desempenho global com o de exercícios anteriores.

Fornecedores: pelo fato de negociarem o fornecimento de mercadorias e serviços, precisam tomar conhecimento da estrutura patrimonial de seus clientes, a fim de viabilizar seus créditos com maior segurança, fundamentalmente por meio da análise de liquidez.

Instituições financeiras: necessitam conhecer a estrutura patrimonial da empresa, para obter maior segurança nas operações de financiamento, além de desconto de duplicatas e outras operações financeiras.

Clientes: necessitam conhecer a situação econômica-financeira de seus fornecedores para garantir o fornecimento dos bens e serviços adquiridos, bem como os prazos a serem cumpridos.

INDICADORES DE ATIVIDADE

Prazo Médio de Rotação de Estoque

Corresponde ao período compreendido entre o tempo em que permanece armazenado até o momento da venda. Quanto maior o volume de vendas mais rápida será a rotação de estoque e em menos tempo o ativo será recuperado.

Quanto maior , significa que o estoque está demorando para ser renovado:

1o. Queda nas vendas;

2º. Aumento do custo dos produtos vendidos (CPV) ou do custo das mercadorias vendidas (CMV);

3º. Aumento da produção não é acompanhado pelo aumento das vendas;

O prazo médio de estoques, ou giro dos estoques, é o tempo decorrido entre a compra e a venda das mercadorias

Prazo Médio de Estoques (PME) = (Estoques / CMV ) x 360

Prazo Médio de Recebimento

O prazo médio de recebimentos retrata quanto tempo a empresa leva para receber dos clientes, indicando o tempo decorrido entre a venda e o efetivo ingresso dos recursos. Deve-se ressaltar que no montante de clientes deverão estar contidos os créditos de curto e longo prazos. Representa o tempo médio que a empresa leva para receber suas vendas.

Quanto maior os prazos concedidos, pior para a empresa, pois seu prazo de recebimento será bem dilatado, comprometendo seu capital de giro

Prazo Médio de Recebimentos (PMR) = (Clientes ou Duplicatas a Receber / Vendas) x 360

Prazo Médio de Compras

O prazo médio das compras, também conhecido por prazo médio de pagamento, indica quanto tempo a empresa leva para pagar aos fornecedores suas obrigações decorrentes das compras de matérias-primas ou mercadorias. É o período em que foram efetuadas as compras e o momento de seu pagamento.

Prazo Médio de Compras (PMC) = (Fornecedores / Compras ) x 360

CICLO OPERACIONAL E CICLO FINANCEIRO:

Ciclo Operacional: Compreende o período desde a aquisição da matéria-prima , sua transformação em produto acabado, sua estocagem até que seja vendido, o período em que são efetuados os pagamentos aos fornecedores e o período de recebimento das vendas. O ciclo operacional compara os prazos de pagamento (estoques) e recebimento (vendas).

Ciclo Operacional : Pzo Médio Recebimento (vendas)+ Pzo Médio Estoque

Ciclo Financeiro (Caixa): Compreende o período entre a efetivação dos pagamentos e o recebimentos dos clientes. É o período em que a empresa financia o ciclo operacional.

Ciclo Financeiro : Ciclo Operacional – Pzo Médio Pagamento (compras)

É importante destacar que o ciclo financeiro negativo significa quitação do produto vendido ou serviço prestado antes do pagamento aos fornecedores. Quanto maior for o ciclo (mais longo o prazo médio ), maiores serão os índices de liquidez, maior será a capacidade de solvência, levando em conta que índices muito elevados podem refletir uma política administrativa mais conservadora, que pode comprometer a lucratividade da empresa.

O Nível adequado de liquidez e conclusão sobre a capacidade de solvência de uma empresa depende de aspecto como a análise do fluxo de caixa, estrutura de capital , resultados financeiros e e perspectivas setoriais e conjunturais da economia.

Ciclo Operacional (CO)

Ciclo Operacional = PME + PMR

Indica o período decorrido entre a compra da mercadoria ou matéria-prima e o recebimento efetivo referente às vendas efetuadas.

Ciclo Financeiro (CF)

Ciclo Financeiro = CO - PMP

Exprime o período decorrido entre o momento do pagamento aos fornecedores referentes à compra da mercadoria ou matéria-prima e o efetivo recebimento relativo às vendas efetuadas aos clientes.

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