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Memorial Processo De Institucionalização Do Serviço Social

Por:   •  19/9/2013  •  3.208 Palavras (13 Páginas)  •  559 Visualizações

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Eunápolis

2013/2

Instrumentação para Intervenção do Assistente Social

Trabalho em grupo apresentado ao Curso de Serviço Social, Universidade Norte do Paraná.

Orientadores: Rosane Malvezzi, Maria Ângela Santini, Paulo Sergio Aragão, Rodrigo Eduardo Zambon.

SUMÁRIO

INTRODUÇÃO.........................................................................................03 á 04

DESENVOLVIMENTO..................................................................................05 á 11

CONSIDERAÇÕES FINAIS............................................................................12

REFERÊNCIAS...............................................................................................13

1. INTRODUÇÃO

O tema instrumentalidade no exercício profissional do assistente social parece ser algo referente ao uso daqueles instrumentos necessários ao agir profissional, através dos quais os assistentes sociais podem efetivamente objetivar suas finalidades em resultados profissionais propriamente ditos. Porém, uma reflexão mais apurada sobre o termo instrumentalidade nos faria perceber que o sufixo “idade” tem a ver com a capacidade, qualidade ou propriedade de algo. Com isso podemos afirmar que a instrumentalidade no exercício profissional refere-se, não ao conjunto de instrumentos e técnicas (neste caso, a instrumentação técnica), mas a uma determinada capacidade ou propriedade constitutiva da profissão, construída e reconstruída no processo sócio-histórico.

A “questão social” contemporânea nas sociedades capitalistas mantém a característica de ser uma expressão concreta das contradições e antagonismos presentes nas relações entre classes, e entre estas e o Estado. As relações capital-trabalho, no entanto, não são invariáveis, como tampouco o é a forma de organização do capital e do trabalho: por isso, concordamos com a ideia de que existem novidades nas manifestações da “questão social”, o que é muito diferente de afirmar que a “questão social” é outra, já que isso pressuporia afirmar que a “questão social” anterior foi resolvida e/ou superada (PASTORINI, 2004, p. 14-15).

A instrumentalidade, como uma propriedade sócio-histórica da profissão, por possibilitar o atendimento das demandas e o alcance de objetivos (profissionais e sociais) constitui-se numa condição concreta de reconhecimento social da profissão.

A apreensão constitui-se como um modo de desvendar a realidade a partir das categorias centrais do método dialético-crítico, que são a historicidade, a totalidade e a contradição. Existem diferentes níveis de apreensão e de intervenção que explicitam as interações entre as situações particulares e as mais amplas (BAPTISTA, 2002).

A intervenção é direcionada pela teleologia, já que existe intencionalidade no ato de intervir, que é condicionado e norteado pela apreensão teórica da realidade concreta. Portanto, entende-se que a apreensão e a intervenção se relacionam permanentemente durante o trabalho dos assistentes sociais, pois o diagnóstico, que resulta da apreensão teórica dos fenômenos que se apresentam como expressões da questão social, englobam o aspecto interventivo.

A apreensão constitui-se como a dimensão diagnóstica presente no trabalho profissional. Ela é a competência necessária para os profissionais compreenderem a realidade em suas sucessivas aproximações com as expressões da questão social. Desse modo, a apreensão requer fundamentos teóricos que orientam a leitura da realidade. A apreensão faz parte da instrumentalidade, pois esta abarca tanto os procedimentos técnicos (entrevistas, visitas domiciliares, etc.) como as estratégias articuladas e as mediações teóricas (GUERRA, 2002).

Pastorini (2004) reforça que a realidade precisa ser apreendida a partir de uma perspectiva de totalidade, que está em movimento. Somente a partir de cortes históricos é possível entender esse movimento, mas não pensando linearmente no passado e no futuro, no novo e no velho e sim apreendendo a história a partir de uma relação dialética composta por continuidades e rupturas.

A aplicação de técnicas operativas, como entrevistas, abordagem individual ou grupal, as visitas domiciliares, a elaboração de projetos, a realização de pareceres

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