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O VÍDEO COMO ESTRATÉGIA DE APRENDIZAGEM NO ENSINO DE CIÊNCIAS NO ENSINO MÉDIO E NA FORMAÇÃO DE PROFESSORES

Por:   •  28/4/2013  •  2.817 Palavras (12 Páginas)  •  543 Visualizações

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O professor possui varias estratégias para iniciar um tema em sala de aula. Particularmente em Ciências, é possível, por exemplo, realizar uma atividade prática. Entretanto, nem sempre o professor tem disponibilidade técnica de realizar o que gostaria, enquanto algumas escolas possuem laboratórios, salas de vídeo e de informática, outras possuem, no máximo, a televisão. Como vivemos em uma sociedade em que a igualdade, fraternidade e solidariedade são princípios que norteiam uma educação pública de qualidade (ONU, 1948), o que implica em uma educação laica e que ofereça condições adequadas de ensino a todos, não deveria haver distorções como essas; o que não ocorre no Brasil, onde o ensino público, nas últimas décadas, foi massificado e não democratizado.

Nesse contexto, a utilização do vídeo como estratégia de aprendizagem no ensino médio constitui-se em uma forma poderosa de interferência nesse sistema, uma vez que o professor pode utilizar o vídeo para apresentar a atividade que ele gostaria de realizar ou ainda, no caso do ensino de ciências, utilizar o vídeo para demonstrar algum aspecto da ciência: seus seguidores, a necessidade de verbas e empenho ou o jogo político que se faz dela, ajudando na produção de conhecimentos e em uma nova visão acerca do mundo no qual vivemos.

Entretanto os cursos de licenciatura em Ciências, no Brasil, são marcados pelo trabalho “objetivo”, com pouco questionamento e, com freqüência, pela superficialidade na abordagem dos conteúdos. Consequentemente, um ensino que enfatiza as “explicações corretas” e/ou “habilidades específicas”, evitando, dessa foram, maior profundidade dos conteúdos. Para Krasilchik2 (citado/apud MOREIRA, 1985, p. 8), “... as disciplinas científicas devem desenvolver a capacidade dos alunos para assumirem posições face a problemas controvertidos e agirem no sentido de resolvê-los...”. Os livros-texto escolares adotados não são de qualidade desejada, pois os mesmos atendem a um grupo numeroso de professores que mostram-se pouco preparados e pouco exigentes. Romper com esse ciclo, ainda que gradualmente, expõe a real prioridade que a educação têm em nosso país.

Sendo assim, resolvemos analisar a proposta da utilização do vídeo, particularmente no Ensino de ciências, no ensino médio, pois, como educadores, comumente vemos colegas, e nós mesmos, utilizando vídeo em salas de aula ou nos remetendo a um para explicar um conceito; às vezes para tentar contextualizar algo que avaliamos desconexo com a realidade próxima do aluno ou, simplesmente, para tentar despertar o interesse pelo mesmo.

A inserção do vídeo em sala de aula não é algo fácil. Para Vicentini e Domingues (2008, p.3):

...a incorporação dessa tecnologia pelas instituições de ensino e pelos professores não é tão simples quanto parece, até hoje, grande parte dos profissionais da educação enfrenta dificuldades para empregar a tecnologia audiovisual como um recurso pedagógico; ora devido à forma equivocada com que alguns programas didáticos propõem incorporação do vídeo ao trabalho em sala de aula, ora devido ao desconhecimento das potencialidades dessa mídia no processo de ensino e aprendizagem

Para facilitar a adoção do vídeo é necessário, que se reconheça o vídeo como uma importante estratégia de aprendizagem, sobretudo na formação de professores. Para tanto, essa formação deveria promover o inter-relacionamento entre ciência e tecnologia, aprofundando essas relações, refletindo sobre a aplicabilidade dessa tecnologia, contribuindo assim, para o exercício pleno da cidadania. Podemos dizer que parte dos problemas da utilização do vídeo vem da formação do professor, segundo Duarte (p.2):

Os cursos de formação de professores incorporaram de forma ainda muito insipiente ao seu currículo e a sua estrutura de ensino-aprendizagem as chamadas tecnologias informacionais e comunicacionais. Poucos cursos têm laboratórios de informática e/ou de recursos audiovisuais e raramente são oferecidas disciplinas voltadas para análise, uso e produção desse tipo de material. Isso deixa uma lacuna na formação desses profissionais, da qual muitos reiteradamente se queixam.

Um meio de suprir essa lacuna é a formação continuada ou cursos de capacitação. Ocorre que nem sempre o professor participa de um ou outro, pois durante o período letivo prioriza-se a presença do professor em sala de aula, restringindo-se, então, ao período de férias do professor, que por motivos óbvios, ele não participará. Outro problema dos cursos de capacitação é descrito por Freitas e Villani (2002, p 4.):

verifica-se que a construção dos conhecimentos que orientam os projetos de inovação continua ocorrendo no exterior do ‘mundo dos

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