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Projeto Integrador

Por:   •  7/9/2013  •  7.039 Palavras (29 Páginas)  •  739 Visualizações

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ECONOMIA SOLIDÁRIA E FEMINISTA: REFLEXÕES EM TORNO DA

AUTONOMIA ECONÔMICA DAS MULHERES

Cleudes Pessoa

1

Jeannette Filomeno Pouchain Ramos

2

Socorro Letícia Fernandes Peixoto

3

RESUMO

Historicamente, as mulheres têm sido as principais responsáveis pelo trabalho doméstico,

sendo os homens considerados os provedores da família. A inserção das mulheres no

mercado de trabalho ocorreu em condições desiguais. Nessa conjuntura questiona-se: é

possível a autonomia econômica das mulheres? Quais os desafios da participação feminina

em empreendimentos solidários? Quais políticas públicas sinalizam nessa direção? Para

refletir sobre isso, adotou-se as categorias: relações sociais de sexo e gênero (KERGOAT,

2003; NOBRE, 2003; SCOTT, 1989; SAFFIOTI, 2004), trabalho (MARX, 1964;

ANTUNES, 2000) e economia solidária (SINGER, 2001, FAVARETO, 2000). Como

referencial metodológico, este artigo é de cunho bibliográfico e documental. Considera-se a

economia solidária como uma alternativa à organização capitalista. Entretanto, para sua

construção é necessário pensar novas relações de gênero. A partir deste estudo, sugere-se a

incorporação de ações que ampliem a participação das mulheres, como: desenvolver

empreendimentos organizados por mulheres e definir cotas de participação por sexo nos

espaços de produção e decisão. O Projeto de Inclusão Produtiva para as Mulheres do Bolsa

Família, mesmo em curso, apresenta resultados parciais, em relação à consciência de

gênero. Compreende-se a necessidade da inclusão produtiva das mulheres, articulada à autoemancipação das mesmas e à emancipação coletiva de homens e mulheres.

PALAVRAS CHAVES: Gênero, trabalho e economia solidária.

1. Introdução

Ao longo da história, as mulheres têm sido as principais responsáveis pelo trabalho

doméstico e familiar, sendo os homens considerados os provedores econômicos da família.

A inserção das mulheres no mercado de trabalho brasileiro, em meados dos anos de 1970,

ocorreu em condições desiguais de tratamento, de tempo, de mobilidade, de espaço e de

remuneração em relação aos homens, principalmente devido às mulheres serem as

executoras das atividades vinculadas às esferas dos cuidados da família e da casa.

A segregação no mercado de trabalho capitalista destinou às mulheres empregos

mais precarizados, geralmente informais ou em tempo parcial, os salários mais baixos,

menor cobertura dos serviços de seguridade social e dificuldades de acesso aos direitos

1

Assistente Social, Militante Feminista da Economia Solidária, Integrante da Equipe de Coordenação do

Projeto de Inclusão Produtiva para as Mulheres do Bolsa Família da Secretaria Municipal de Assistência

Social da Prefeitura de Fortaleza- SEMAS.

2

Professora da Universidade Estadual do Ceará – UECE, mestra em Políticas Públicas e Sociedade – MAPPS

/ UECE e doutoranda em Educação Brasileira pela Universidade Federal do Ceará - UFC

3

Assistente Social e mestranda em Políticas Públicas e Sociedade – MAPPS / UECE. Bolsista da Fundação

Cearense de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico – FUNCAP.

1

trabalhistas.

...

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