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Resenha Historia Da Riqueza Do Homem

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Por:   •  23/5/2012  •  2.561 Palavras (11 Páginas)  •  2.151 Visualizações

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Na estrutura político e social do período medieval os meios de produção eram totalmente baseados no que vinha da terra, sendo considerado homem rico quem dispunha de terras aráveis de modo que os outros produtos que não fossem oriundos da agricultura eram de pouco valor. Desta forma, a divisão das terras aráveis se dava entre as elites através do conceito de vassalagem que implicava em direitos e deveres baseados nos costumes dos feudos, onde todas as propriedades eram do Rei. Porém este arrendava suas terras em partes aos Duques e estes por sua vez a arrendavam aos Condes e esses aos Senhores Feudais que novamente arrendavam aos Servos que eram os responsáveis finais por trabalharem a terra.

A Nobreza e os Senhores Feudais tinham compromissos econômicos e militares entre si e o Servo era o que servia a todos com seu trabalho nas terras e como soldados quando solicitados e os feudos tinham também como características a sua divisão em três parcelas de terra, onde era praticado o rodízio de culturas com um período de descanso. Cabia aos Servos além de trabalharem na terra a eles destinada também cultivarem a de seu senhor e a ele prestar todos os serviços que necessitasse em troca do direito de proteção e ocupação de uma área para cultivo próprio.

Outro polo importante de poder além da Nobreza era a Igreja Católica, detentora da maior parcela de terra principalmente através de doações e cobrança do dizimo, atuando da mesma maneira que os Senhores Feudais em relação à administração de seus bens. Dessa forma a sociedade medieval era composta por três elementos fundamentais:

• A Igreja responsável por cuidar das necessidades espirituais e assistenciais;

• A Nobreza atuando como braço armado a serviço da manutenção do poder; e

• Os Servos trabalhando no cultivo das terras e dela retirando o sustento de toda a sociedade feudal.

Os feudos eram auto-suficientes, ou seja, todas as necessidades eram supridas da própria terra e algumas vezes havia a falta de determinado produto enquanto poderia haver pequenas sobras de outros e nestes raros casos havia a troca de mercadorias que não caracterizava um comércio como entendemos hoje. Entretanto ao longo do período medieval com o advento das Cruzadas começaram a surgir condições para o desenvolvimento do comercio e as próprias Cruzadas além de sua característica religiosa também tinha uma forte motivação comercial.

Neste período o comercio ainda era difícil em função das precárias condições de transporte, a falta de segurança nas rotas e a cobrança abusiva de impostos por parte dos Senhores Feudais e dessa forma esta atividade acabava se restringindo a feiras nas quais os mercadores pagavam impostos para a realização das mesmas. Nestas feiras começa também as primeiras atividades de trocadores de dinheiro, elemento este que começa a ser a medida de valor entre as diversas mercadorias e no início era pouco as aglomerações urbanas e praticamente destinavam-se à instalação de tribunais, cortes, centros militares e pequenas feiras.

Estas pequenas cidades ainda estavam dentro dos limites feudais e sob seus costumes e por normalmente serem fortificadas e com igrejas e abadias, os mercadores a procuravam para exercer o comercio junto a seus muros. Com o aumento desta atividade houve um crescimento ao redor destes burgos e a construção de novos muros e assim as cidades começaram a crescer cada vez mais.

Surge assim um conflito de interesses onde de um lado a Nobreza e o Clero eram detentores de terras e viviam em um sistema praticamente imutável e pouco dinâmico, no qual o Servo estava preso a terra para garantir o sustento das classes dominantes. De outro lado as cidades, onde começa a ser praticado o comércio cuja principal concentração de riqueza está no dinheiro que por natureza precisa da liberdade de ir e vir de seus moradores.

Com o passar do tempo as associações de mercadores e artesãos começam a adquirir dos Senhores Feudais o direito de propriedade de fato nas áreas urbanas de modo que os costumes do feudalismo já não são obrigatórios e surge uma nova classe dominante conhecida como classe média ou burguesia. Esta nova classe é composta de artesãos e comerciantes que se unem em corporações para defender seus interesses contra produtos e comerciantes estrangeiros.

Na Idade Média o lucro através da cobrança de juros era considerado pecado de usura e todos acatavam as orientações da Igreja. Este pensamento era fruto de uma sociedade em que o dinheiro não tinha tanto valor em relação aos produtos oriundos da agricultura, porém com o desenvolvimento do comércio o dinheiro passou a ter gradualmente uma dimensão de destaque e os financiamentos e juros passaram a ser uma necessidade da nova ordem econômica que surgia.

Na estrutura original do feudalismo o camponês estava prezo em uma sociedade estática onde não havia perspectiva de mudar sua situação e o mesmo estava impossibilitado de sair para procurar outras alternativas e com o crescimento do comercio e das cidades, criou-se a possibilidade de trabalhar nas áreas urbanas no comércio ou nas pequenas oficinas de artesãos. Outro fato importante foi que com o crescimento da população das cidades, conseqüentemente a população do campo diminuía e a produção agrícola também e desta forma havia uma demanda maior por ampliar as fronteiras de terras aráveis que não estivesse ligada a antiga propriedade feudal. Dessa forma ampliou-se a possibilidade do camponês não depender da terra do senhor feudal e derrubar florestas e drenar pântanos para cultivar e alimentar a população da cidade. Outra característica marcante foi a “peste negra” que devastou indistintamente ricos e pobres, promovendo o deslocamento das populações.

O Senhor Feudal aos poucos deixou de ter a mão de obra gratuita e precisou pagar com dinheiro pelos serviços em suas terras. Com a evolução do comércio no período medieval houve também mudança no processo industrial, onde antes todos os utensílios, ferramentas, mobiliário, roupas, etc, que eram produzidos nas casas dos Servos para seu consumo próprio e nas classes dominantes (Nobreza e Clero) feito pelos mesmos Servos nos dias dedicados ao trabalho nas propriedades do Senhor Feudal, passaram a ser produzidos na cidade.

Como as cidades estavam abertas ao transito dos mercadores de diversas regiões, os artesãos que se instalavam na cidade procuraram se reunir em corporações de ofícios conforme sua especialidade e visavam manter os segredos industriais de seu ofício bem como evitar a concorrência estrangeira ou de outra cidade próxima, tentando manter o monopólio do seu produto.

No início eram apenas o

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