TrabalhosGratuitos.com - Trabalhos, Monografias, Artigos, Exames, Resumos de livros, Dissertações
Pesquisar

Resenha. Historia Da Psicologia Moderna

Ensaios: Resenha. Historia Da Psicologia Moderna. Pesquise 800.000+ trabalhos acadêmicos

Por:   •  3/4/2014  •  1.988 Palavras (8 Páginas)  •  1.326 Visualizações

Página 1 de 8

As influências filosóficas na psicologia

O século XVII é de grande referência ao que se refere a evolução da ciência. O surgimento do empirismo ajudou na consolidação da ciência, pois se passou a buscar o conhecimento por meio da observação e da experimentação, o que refletiu significativamente na mudança da natureza da investigação científica. Vários pensadores e estudiosos marcaram com suas teorias este desenvolvimento da ciência.

O francês René Descartes ao duvidou de tudo, principalmente dos dogmas e as doutrinas do passado, só passou a aceitar como verdade o que tivesse absoluta certeza. Ele dedicou-se a aplicar os princípios matemáticos a todas as ciências para gerar o conhecimento inquestionável. Seu maior interesse era aplicar o conhecimento científico ás questões práticas. Mas, a maior parte do seu tempo foi dedicado a estudar o problema da relação entre mente e corpo, que foi o trabalho muito importante para o desenvolvimento da psicologia moderna. Um dos questionamentos do francês, bem como de outros estudiosos, era a respeito da discursão se mente, e corpo eram de natureza distintas. Sendo, para ele, esta de natureza física e aquela de natureza abstrata, que não produzia outra coisa senão o pensamento, o que foi chamado de postura dualista. A mente e o corpo eram, para Descartes, sem dúvida compostos de diferentes essências. Assim a mente e os processos mentais passaram a ser estudados com caráter científico, e não mais teológico (Alma). Ele explicou o funcionamento fisiológico do corpo baseando-se na física, e foi influenciado pelo pensamento da mecânica na época, e julgou que os movimentos corporais, muitas vezes ocorriam sem a intenção consciente do individuo, o que ficou conhecido como: teoria do ato de reflexo. Já a Mente seria Imaterial, mas como a mente possui capacidade de pensamento, de percepção de vontade de algum modo influenciaria corpo e por ele seria influenciada. Ficou claro para Descartes, também, que o cérebro era o ponto central das funções da mente.

Outra teoria, de Descartes, que teve sua influência na psicologia moderna foi a da doutrina das ideias, onde a mente era seria responsável pela produção de dois tipos de ideias: as derivadas, onde a aplicação surgiria a partir da experiência externa, e as Inatas, que seriam desenvolvidas a partir da mente ou do consciente. Entre as ideias inatas identificadas por Descartes estão: Deus, eu, a perfeição e o infinito.

Após a morte de Descartes, terminava o longo período da psicologia pré-científica. No século XIX o pensamento filosófico europeu foi impregnado Positivismo, que reconhece somente os fenômenos e fatos naturais observáveis de forma objetiva. Augusto Comte foi um filósofo, também francês, que difundiu a visão positivista. Ele estudava fatos que pudessem ser observáveis. Qualquer objeto de natureza especulativa, deduzível ou metafísica era considerada ilusória, irracional e por isso rejeitada. Somente o conhecimento derivado da ciência era dado como válido. Outra ciência que deu suporte ao positivismo foi o materialismo, explicava os fatos do universo em termos físicos pela existência e natureza da matéria, até mesmo a mente podia ser explicada pela matéria. O empirismo preocupou-se em descobrir como a mente adquiria o conhecimento, afirmando ser através de experiências sensoriais, relacionando com o desenvolvimento da mente e se opõe a teoria de Descartes , da existência de ideias inatas. Foi o Positivismo, o materialismo e o empirismo que se tornaram bases filosóficas da nova ciência da psicologia.

* Os principais empiristas são: John Locke, George Berkeley, David Hume, David Hartley, James Mil e John Stuart Mill. Locke voltou seu interesse para o funcionamento cognitivo, ou seja, a forma de como a mente adquire o conhecimento. Locke rejeitou a ideia de Descartes, mas retomou a ideia de Aristóteles da ‘tabula rasa’, pois para ambos a mente adquiria o conhecimento por meio da experiência. As experiências que Locke admitiu foram às derivadas das sensações e as derivadas da reflexão. Ele fez também uma distinção entre ideias simples e ideias complexas, onde as simples surgiriam tanto da sensação como da percepção e as complexas são as combinações de ideias simples resultantes da reflexão. Berkeley concordou com o conceito de Locke de que todo o conhecimento do mundo exterior tem origem na experiência, contudo, divergiu no conceito de qualidade primaria e secundária, pois acreditou que todo o conhecimento era uma função ou depencia da experiência ou da percepção do individuo. Tudo que sabemos é derivado da nossa própria experiência ou nela baseado. Tudo que sabemos é como percebemos ou sentimos estes objetos. Sua teoria é de que toda experiência decorre da nossa percepção e que nunca conhecemos precisamente a natureza física do objeto. Ele aplicou a associação das sensações para explicar como passamos a perceber os objetos do mundo real. Hume Afirmava, não haver como confirmar a existência de algo fora da nossa mente. E se todo conhecimento do mundo exterior é adquirido mediante nossas ideias, então não seria possível afirmar se existe ou não um mundo exterior. Hume desenvolveu a teoria de impressões e ideias, mas não referia-se em termos psicológicos. As impressões seriam algo forte e vívido já as ideias seriam cópias fracas das impressões. O trabalho de Hume desenvolve tanto o empirismo quanto o associacionismo, desse modo oferece apoio adicional à noção de construção das ideias complexas na mente por meio da combinação mecânica de ideias simples. Hartley foi o primeiro a aplicar a teoria da associação para explicar todos os tipos de atividades mentais. Hartley tentou não apenas explicar os processos psicológicos com base nos princípios mecânicos, mas, sobretudo os processos fisiológicos subjacentes. James Mill também aplicou a doutrina do mecanismo à mente humana. Ele pretendia destruir a ilusão de subjetividade, demonstrando que a mente não passava de uma máquina colocada em funcionamento por forças físicas externas e operada por forças físicas internas. John Stuart Mill, filho de James Mill, foi preparado desde muito cedo por seu pai. Mas para ele a mente exercia um papel ativo na associação de ideias. As ideias complexas seriam mais do que o somatório de ideias simples, esta teoria ficou conhecida como a síntese criativa. John Mill também contribuiu significativamente para a psicologia, alegando ser possível o estudo científico da mente.

* De forma breve, é possível suscitar que o empirismo teve papel principal na formação da nova psicologia científica. Suas preocupações formavam objeto de estudo básico da psicologia. O século XIX foi para os filósofos estabelecerem justificativas, de forma teórica,

...

Baixar como (para membros premium)  txt (12.9 Kb)  
Continuar por mais 7 páginas »
Disponível apenas no TrabalhosGratuitos.com