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USANDO A ESTRATÉGIA NA INDÚSTRIA COMERCIAL PARA OBTER VANTAGENS COMPETITIVAS PARA EMPRESAS

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Por:   •  16/9/2014  •  Trabalho acadêmico  •  5.366 Palavras (22 Páginas)  •  193 Visualizações

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O USO DA ESTRATÉGIA NO SETOR DE COMPRAS PARA OBTER VANTAGEM COMPETITIVA PARA AS EMPRESAS

O presente trabalho tem como objetivo trazer à discussão o Setor de Compras como um setor estratégico para a organização, agindo como ferramenta para aumento da lucratividade através de estratégias que deverão ser aplicadas a fim de aumentar a eficiência desse setor.

1. INTRODUÇÃO

Em um mercado cada dia mais globalizado, cresce também, paralelamente e em uma proporção geométrica, os pontos estratégicos ou estratégias que as empresas adotam a fim de manterem-se competitivas e até expandirem seu negócio. Hoje, as empresas têm que lutar por um diferencial que as deixem mais sedutoras ao mercado, competitivas em seus segmentos. Nesse contexto, há de se chamar à atenção um setor que há alguns anos era visto como um departamento no qual as atividades eram burocráticas e repetitivas, um verdadeiro centro de despesas e que, se começar a ser tratado como um setor estratégico, ajudará as organizações nesse intento: o Setor de Compras.

Como já é de conhecimento, a aquisição de bens ou serviços é responsável por grande parcela do custo de produção e dos produtos. De acordo com Martins et al. (2006, p. 81), a soma gasta com a aquisição de insumos para a produção, seja ela de produto ou de serviço, "varia de 50 a 80% do total das receitas brutas". Dessa forma, pode-se concluir que pequenos ganhos obtidos com um setor de Compras eficientemente estratégico reverter-se-á em aumento no lucro.

Contudo, apesar dessa constatação, o Setor de Compras ou Suprimentos foi, durante muito tempo, visto como um setor de cunho estritamente mecânico e tático dentro das empresas, tendo mais um perfil reativo ao mercado e a outros setores e com conhecimentos na sua maioria empíricos, quando sua verdadeira função deveria ser de cunho estratégico e proativo, visando a alavancagem de lucros para a organização.

Diante do exposto, a questão que se levanta é: como melhorar a eficiência do Setor de Compras transformando-o em um setor mais estratégico para a organização?

Dessa forma, para ajudar a corrigir essa "miopia" que atrapalha a visão de que o setor de Compras com eficiência estratégica pode contribuir grandemente para a alavancagem de lucro da organização, o que deveria ocorrer é uma reestruturação do Setor de Compras, para que este se torne mais um setor estratégico da organização.

O objetivo deste artigo é mitigar a "miopia" das organizações que faz que o Setor de Compras seja visto como um departamento mecânico e reativo e demonstrar que, com técnicas e aprimoramentos, pode-se encontrar o diferencial que a empresa necessita para tornar-se mais lucrativa. Pretende-se também mostrar que o Setor de Compras evoluiu e estruturou-se, contudo, falta-lhe maior perfil estratégico para que se torne nítido o potencial de ganho que tal setor pode proporcionar à organização.

Este trabalho justifica-se pelo fato de que com a globalização, mais oportunidades de ganhos com negociações na aquisição de bens e serviços emergem e as empresas precisam preparar-se conceitualmente para aproveitá-las, isto através de um melhor direcionamento de um setor já existente, porém pouco evoluído na maioria das empresas, e que deverá ser visto como mais uma ferramenta para auxiliar as empresas no aumento da competitividade no mercado e na rentabilidade do negócio.

Para embasar cientificamente o estudo, autores como Oliveira (1999), Dias (2008), Martins & Alt (2006), Zacarelli (2006) e Porter (1986) contribuíram com suas visões sobre o tema.

O método de pesquisa utilizado foi o de pesquisa qualitativa, exploratória e bibliográfica, objetivando gerar conhecimentos através de interpretação e atribuição de significados para textos pesquisados visando a aplicação prática e dirigida à solução de problemas específicos.

2. CONCEITUAÇÃO

2.1 O Setor de Compras

O Setor de Compras possui função essencial dentro do Departamento da Cadeia de Suprimentos das organizações industriais. E, cada vez mais, este setor está tomando relevância aos olhos da alta gerência, pois "comprar bem é um dos meios que a empresa deve usar para reduzir custos". (DIAS: 2008, p. 260)

Sobre essa perspectiva, Martins et al. (2006, p. 81) comenta que:

A gestão da aquisição – a conhecida função de compras assume papel verdadeiramente estratégico nos negócios de hoje em face do volume de recursos, principalmente financeiros envolvidos, deixando cada vez mais a visão preconceituosa de que era uma atividade burocrática e repetitiva, um centro de despesas e não um centro de lucros.

Ora, qualquer atividade mercadológica de cunho industrial necessita de materiais diretos (matéria-prima, embalagem) e indiretos (serviços) para poder produzir. Dessa forma, no início do processo produtivo tem-se de ter disponíveis os insumos necessários, mantendo-se, com certo grau de certeza, a continuidade do abastecimento na quantidade e qualidade compatíveis com o processo produtivo.

De acordo com Dias (Ibid., p. 259), pode-se citar que o Setor de Compras persegue os seguintes objetivos:

a) Obter um fluxo contínuo de suprimentos a fim de atender aos programas de produção;

b) Coordenar esse fluxo de maneira que seja aplicado um mínimo de investimento que afete a operacionalidade da empresa;

c) Comprar materiais e insumos aos menores preços, obedecendo a padrões de quantidade e qualidade definidos,

d) Procurar sempre dentro de uma negociação justa e honesta as melhores condições para a empresa, principalmente em condições de pagamento.

É imprescindível destacar que os objetivos do Setor de Compras precisam estar alinhados aos objetivos estratégicos da organização, sempre com vistas a melhor atender o cliente interno (outros setores) bem como o externo (o cliente final do produto ou serviço).

Com o aumento da oferta de produtos e serviços – consequência direta da globalização – e de preços de venda competitivos, cresce a necessidade de se comprar cada vez melhor, a fim de obter materiais e serviços de forma mais econômica. Nesse assunto, Dias (Ibid., p. 260) diz que

Existem certos mandamentos que definem como comprar bem e que incluem verificação de prazos, preços, qualidade e volume. Mas manter-se bem relacionado com o mercado fornecedor, antevendo na medida do possível eventuais problemas que posam prejudicar

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