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As Três Fontes e as Três Partes Constitutivas do Marxismo V. I. Lénine

Por:   •  5/12/2018  •  Resenha  •  2.997 Palavras (12 Páginas)  •  15 Visualizações

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As Três Fontes e as Três Partes Constitutivas do Marxismo V. I. Lénine

O maior ódio de toda ciência burguesa é o marxismo, pois numa sociedade onde a base é a luta de classes não pode haver imparcialidade, mas além disso há o fato de que não há nada de limitado na doutrina de Marx, ao contrário, ele deu respostas a questões muito avançadas para a sociedade. Essa doutrina é exata, uma continuação e junção de pensamentos da filosofia, economia e socialismo, sendo essas as três fontes do marxismo: a filosofia alemã, a economia política inglesa e o socialismo francês.

Filosofia alemã

A filosofia do marxismo é o materialismo, que no século XVII na França se mostrou ser a única filosofia fiel aos acontecimentos, e Marx e Engels defendem essa filosofia e explicam o erro em se afastar dela. Mas particularmente Marx leva esse conceito além, com a filosofia clássica alemã, principalmente com a dialética. Segundo o autor dialética é "a doutrina do desenvolvimento na sua forma mais completa, mais profunda e mais isente da unilateralidade, a doutrina da relatividade do conhecimento humano, que nos dá um reflexo da matéria em constante desenvolvimento". Depois de se aprofundar no materialismo filosófico Marx entendeu-o da natureza até a sociedade humana, e conclui que quando as forças produtivas crescem a consequência é o desenvolvimento de uma vida social mais elevada que a anterior, exemplo: o capitalismo nasce do feudalismo. O conhecimento do homem reflete a natureza que existe independente dele.

Economia Política Inglesa

A obra principal de Marx é dedicada ao estudo do regime econômico da sociedade capitalista, e mostra que o valor de qualquer mercadoria é determinado pela quantidade de tempo de trabalho que sua produção necessita. O Capital fala sobre a força de trabalho do homem e como ela se torna uma mercadoria, com o operário vendando sua força de trabalho ao proprietário, mas só parte do seu trabalho vai pra ele, o resto torna-se mais valia (que é um ponto chave da teoria econômica de Marx). A obra traça o desenvolvimento do capitalismo até suas formas superiores.

Socialismo Francês

Quando o regime feudal foi derrubado e a "livre" sociedade capitalista se anuncia torna-se evidente que essa liberdade é um novo sistema de opressão e exploração. O reflexo disso é o surgimento de doutrinas socialistas. Conclui-se que a luta de classes é a base e força de todo o desenvolvimento, Marx foi o primeiro a deduzir essa conclusão. Para vencer uma classe só há um meio: encontrar na sociedade essa

meio, educar e organizar a luta, para formar uma força capaz de exterminar o velho e criar o novo.

O que é Dialética KONDER

O trabalho

No fim do séc XVII as lutas que desencadearam a revolução francesa envolveram muitas gente, entraram na vida de muitas pessoas, e essa situação refletiu na filosofia. Immanuel Kant percebeu que a consciência humana não só registrava passivamente o mundo exterior, e sim um ser que interfere ativamente na realidade. Hegel sustentava que a questão central da filosofia era questão do ser, e não autoconhecimento, e nisso argumenta contra Kant. Porém os dois concordavam em um ponto essencial: o sujeito humano é essencialmente ativo e interfere na realidade.

Para avaliar de maneira realista as possibilidades do sujeito humano, Hegel estuda seus movimentos no plano objetivo, e conclui que o trabalho é a mola que impulsiona o desenvolvimento humano, onde o homem produz a si mesmo e o núcleo ao qual podemos entender a formação humana. É com o trabalho que o ser humano "sai" um pouco da natureza e se coloca como sujeito, pois no geral a natureza dita comportamentos.

A partir do trabalho começamos a entender a dialética, para expressar essa concepção Hegel usou a palavra aufheben, que significa suspender em três sentidos: erguer algo e manter erguido, elevar a qualidade e negar, anular. Portanto para ele a superação dialética é tudo isso ao mesmo tempo. No exemplo do trabalho: a matéria prima é negada (destruída da forma natural), mas ao mesmo tempo conservada (aproveitada) e assume uma nova forma, modificada (elevada ao seu valor).

Desse caminho que Hegel abriu surge Marx, que concorda que o trabalho era a mola de impulso, porém critica que Hegel não pensava no trabalho material, e foi por isso que ele não conseguiu analisar os problemas ligados a alienação.

As leis da dialética

Engels, com sua preocupação em depender o caráter materialista da dialética, cria as leis gerais

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