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CONTEMPORANEIDADE DOS PRINCÍPIOS DA RECIPROCIDADE E REDISTRIBUIÇÃO (POLANY) FRENTE AO MERCADO DITO GLOBALIZADO

Por:   •  28/4/2014  •  4.642 Palavras (19 Páginas)  •  367 Visualizações

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CONTEMPORANEIDADE DOS PRINCÍPIOS DA RECIPROCIDADE E REDISTRIBUIÇÃO (POLANY) FRENTE AO MERCADO DITO GLOBALIZADO

Diangeli Gallert A. da Silva

RESUMO

Este artigo tem por objetivo resgatar alguns princípios de Polany, e atualizá-los, no que diz respeito à estrutura das relações sociais que envolvem a reciprocidade e redistribuição, frente a este cenário de mercado estabelecido que se apresenta como globalizado. Verificando, se estes princípios, ainda, encontram espaço na sociedade e de que maneira os atores sociais fazem uso deles, apresentando, uma outra possibilidade de organização social que não tenha como objetivo somente o lucro.

Palavras - chave: Reciprocidade e redistribuição. Mercado globalizado. Economia solidária

CONTEMPORANEIDADE DOS PRINCÍPIOS DA RECIPROCIDADE E REDISTRIBUIÇÃO (POLANY) FRENTE AO MERCADO DITO GLOBALIZADO

Diangeli Gallert A. da Silva

ABSTRACT

Este artigo tem por objetivo resgatar alguns princípios de Polany, e atualizá-los, no que diz respeito à estrutura das relações sociais que envolvem a reciprocidade e redistribuição, frente a este cenário de mercado estabelecido que se apresenta como globalizado. Verificando, se estes princípios, ainda, encontram espaço na sociedade e de que maneira os atores sociais fazem uso deles, apresentando, uma outra possibilidade de organização social que não tenha como objetivo somente o lucro.

Key words: Reciprocidade e redistribuição. Mercado globalizado. Economia solidária

1 INTRODUÇÃO

Percebemos que nos últimos anos o termo globalização tem sido utilizado por diferentes autores em diversos processos e conceitos, contudo, com uma característica básica que se relaciona a crescente interdependência entre mercados, da comunicação e integração entre as nações. Isto ocorre, na visão de Barbosa (2002) porque especialistas tomam a dimensão de econômico-financeira e de mercado como a definidora do processo de globalização. Compreendemos, entretanto, que existem outros princípios - além do de mercado - como reciprocidade e redistribuição, ampliando nossa visão para um outro tipo de mercado que não tenha como único objetivo o lucro.

Desta forma, não podemos nos limitar a ver a economia apenas sobre um conceito de mercado, ou seja, uma economia de mercado capitalista, fundada na crença de que o mercado é capaz de auto-regular-se para o bem de todos, e que a competição é o melhor modo entre os atores sociais, sendo que este tipo de mercado (globalizado) reconhece somente, que as necessidades humanas podem ser satisfeitas sob forma de mercadoria, lucro e acumulação de capital.

Assim, propomos no trabalho em questão, resgatar alguns princípios de Polany, e atualizá-los, no que diz respeito à estrutura das relações sociais que envolvem a reciprocidade e redistribuição, frente a este cenário de mercado estabelecido que se apresenta como globalizado. Ou melhor, analisar se estes princípios ainda encontram espaço na sociedade e de que maneira os atores sociais fazem uso deles.

2 ECONOMIA GLOBALIZADA OU UMA NOVA VERTENTE DO SISTEMA CAPITALISTA?

A realidade evolui mais rapidamente do que a nossa capacidade de sistematizar a sua compreensão. Assim, somos obrigados às vezes a olhá-lo como olhamos um quadro impressionista: com uma certa distância, conscientes de que a imagem que vemos se baseia em pontos de impressão, e de que existem mais pontos do que os que somos capazes de observar. (DOWBOR, 2002, p.9)

Muitas são as definições, conceitos e teorias a respeito do termo globalização e seus impactos. Contudo, é perceptível que todas são muito simplificadas, não dando conta de inúmeros aspectos concernentes relacionados ao tema em questão, sendo cabível a analogia sobre quadro impressionista, citado anteriormente por Dowbor, tornando-se necessário observar a globalização ora no todo, ora em partes, buscando esboçar algumas peculiaridades para atingirmos a compreensão necessária.

Podemos afirmar, que sem dúvida a globalização tem se apresentado com um novo modismo nas ciências sociais, tornando-se, segundo Hirst (1998, p.13) “um slogan para jornalistas e políticos de

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