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A ORIGEM DO ANALFABETISMO

Por:   •  21/8/2017  •  Projeto de pesquisa  •  3.566 Palavras (15 Páginas)  •  716 Visualizações

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CAPÍTULO 1

A ORIGEM DO ANALFABETISMO

Em nosso país, a história do Analfabetismo iniciou com métodos de Alfabetização, todos eles procuravam garantir aos estudantes a cultura e o total direito de ler e escrever, porém, por conta de ser várias maneiras de alfabetizar as pessoas, esses métodos acabavam se interligando e causando um conflito entre si. Ao final do século XIX houve debates e reflexões que buscavam explicar os entraves, a partir daí o ensino começou a melhorar de certa forma. Em plena era da globalização e da sociedade da informação, o índice de analfabetismo continua relativamente elevado, sobretudo, em algumas partes do planeta, entre as quais o Brasil.

Nos finais do século XIX, se inicia o método de alfabetização no Brasil, cujo o objetivo era ensinar a leitura e a escrita. Porém no século XX o método foi mais intensivo e extensivo, os métodos usados eram os sintéticos-analítico e eclético. Em Portugal no ano de 1876, foi publicada a Cartilha Maternal ou Arte da Leitura, escrita por João de Deus, um poeta português, um dos métodos que foi usado na história da alfabetização, conhecido como “método João de Deus”, ou “método da palavração”. Métodos que serão explicados no desenvolvimento do trabalho. Esses métodos se estendem até o final da década de 1970, quando também, o termo “alfabetização” passou a ser usado para se referir ao ensino inicial da leitura e da escrita.

Na mesma década de 1970 surgiu o programa MOBRAL (movimento brasileiro de alfabetização), criado em pelo governo federal com objetivo de erradicar o analfabetismo do Brasil em dez anos. O Mobral propunha a alfabetização funcional de jovens e adultos, visando “conduzir a pessoa humana a adquirir técnicas de leitura, escrita e cálculo como meio de integrá-la a sua comunidade, permitindo melhores condições de vida”. No início da década de 1980, iniciou-se a introdução do pensamento construtivista de alfabetização, fruto das pesquisas de Emília Ferreiro e Ana Teberosky sobre a Psicogênese da Língua Escrita. O pensamento não se constitui como um método, mas sim como um desmetodização que na verdade, propõe-se uma nova forma de ver a alfabetização. Pois nesta época foi constatado um número enorme de pessoas “alfabetizadas’, mas considerados como analfabetos funcionais, que são pessoas que decodificam os signos linguísticos, mas não conseguem compreender o que lerem. Surge então o termo “letramento”. Estar letrado seria então, a capacidade de ler, escrever e fazer uso desses conhecimentos em situações reais do cotidiano.

Atualmente vivenciamos uma crise de paradigmas, os métodos de abordagem tradicional e/ou tecnicista, já não dão conta do contexto atual e o Construtivismo, na maioria das vezes, continua sendo mal interpretado, incompreendido e utilizado de forma equivocada, isso quando utilizado. Portanto, entendemos que um método ou uma perspectiva de desmetodização, enquanto teoria educacional funciona se há uma real fundamentação teórica e prática e se, relacionado a tal método ou desmetodização, estiverem uma teoria do conhecimento, além de um projeto político e social. Existe também em boa parte do Brasil, o Analfabetismo Funcional: incapacidade que uma pessoa demonstra ao não compreender textos simples. Tais pessoas, mesmo capacitadas a decodificar minimamente as letras, geralmente frases, sentenças, textos curtos e os números, não desenvolvem habilidade de interpretação de textos e de fazer operações matemáticas. Também é definido como analfabeto funcional o indivíduo maior de quinze anos possuidor de escolaridade inferior a quatro anos letivos. Existem três níveis distintos de alfabetização funcional, a saber:

Nível 1: também conhecido como alfabetização rudimentar, compreende aqueles que apenas conseguem ler e compreender títulos de textos e frases curtas; e apesar de saber contar, têm dificuldades com a compreensão de números grandes e em fazer as operações aritméticas básicas.

Nível 2: também conhecido como alfabetização básica, compreende aqueles que conseguem ler textos curtos, mas só conseguem extrair informações esparsas no texto e não conseguem tirar uma conclusão a respeito do mesmo; e também conseguem entender números grandes, conseguem realizar as operações aritméticas básicas, entretanto sentem dificuldades quando é exigida uma maior quantidade de cálculos, ou em operações matemáticas mais complexas.

Nível 3: também conhecido como alfabetização plena, compreende aqueles que detêm pleno domínio da leitura, escrita, dos números e das operações matemáticas (das mais básicas às mais complexas).

Conforme dados de 2005 do IBOPE, no Brasil o analfabetismo funcional atinge cerca de 68% da população. Somados esses 68% de analfabetos funcionais com os 7% da população que é totalmente analfabeta, resulta que 75% da população não possui o domínio pleno da leitura, da escrita e das operações matemáticas, ou seja, apenas 1 de cada 4 brasileiros é plenamente alfabetizado, isto é, está no nível 3 de alfabetização funcional. O censo 2010 mostrou que um entre cinco pessoas são analfabetas funcionais. O problema maior está na região Nordeste, onde a taxa de analfabetismo funcional chega a 30,8%. Esses índices tão altos de analfabetismo funcional no Brasil devem-se à baixa qualidade dos sistemas de ensino, à falta de infraestrutura das instituições de ensino e à falta de hábito e interesse de leitura do brasileiro.

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