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Hebert Marcuse

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Por:   •  11/9/2013  •  1.289 Palavras (6 Páginas)  •  501 Visualizações

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Hebert Marcuse estudou literatura e filosofia em Berlim e Freiburg, onde conheceu filósofos como Martin Heidegger, um dos maiores pensadores alemães na época. Aos 24 anos, ele voltou à cidade natal, onde trabalhou na venda de livros. Retornou a Freiburg para ser orientado por Heidegger em seu doutorado sobre o filósofo Hegel.

Quatro anos depois, em 1933, por causa do governo nazista, Marcuse não foi autorizado a completar seu projeto. Assim, foi trabalhar em Frankfurt, no Instituto de Pesquisa Social. Ainda no mesmo ano, ele imigrou da Alemanha para a Suíça, indo em seguida para os Estados Unidos, onde obteve a cidadania em 1940.

Durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), Marcuse trabalhou para o governo norte-americano, analisando relatórios do serviço de espionagem sobre a Alemanha, atividade que durou até 1951.

No ano seguinte, começou a carreira de professor universitário de teoria política, primeiro em Colúmbia e em Harvard, depois em Brandeis, onde ficou de 1954 até 1965. Já perto de se aposentar, foi lecionar na Universidade da Califórnia, em San Diego.

Escola de Frankfourt (Instituto de Pesquisa Social)

Escola de Frankfurt (em alemão: Frankfurt Schule) refere-se a uma escola de teoria interdisciplinar neomarxista associada com o Instituto para Pesquisa Social da Universidade de Frankfurt. A Escola de Frankfurt, decorrente de estudos marxistas iniciados na Alemanha nos anos de 1920, de que resultaram o Instituto de Pesquisa Social, em 1924, é considerada uma das mais importantes fontes de teorização crítica da

Sociedade atual, pois seu objetivo central é o de fornecer uma teoria crítica da

Sociedade capitalista e industrial, oferecendo grandes contribuições para a crítica e a

Revitalização da educação em geral, bem como da educação institucionalizada.

Husserl foi quem apresentou Marcuse a Horkhermer, a partir daí Marcuse participou da revista “A Sociedade” de Hilferding;dos “Cadernos Filosóficos” de Maximilien Beck e, ainda da “Revista do Instituto para Pesquisa Social.

Seguindo a ascensão de Hitler ao poder,em 1933,o Instituto deixou a Alemanha para Genebra antes de se mudar para Nova Iorque em 1935,onde tornou-se afiliado da Universidade Columbia.

O Referencial Teórico Hegeliano e Marxiano no Pensamento de

Marcuse

A análise que Marcuse faz à sociedade tecnológica ocorre sob a influência de três grandes pensadores: Hegel, o próprio Marx e Freud.

De Hegel, atribuindo um valor essencial ao pensamento dialético, negativo, Marcuse toma duas noções essenciais: a idéia de razão e a idéia de negação. A razão é considerada, por ele, como a faculdade humana que se manifesta nas possibilidades de ação do homem em busca do alcance de suas necessidades. Já a categoria da negação ele a toma enquanto superação da razão instrumental, partindo do princípio de que a realidade não é estática e sim dialética. De Marx, a partir do qual Marcuse irá fundamentar rigorosamente suas teorias, ele toma principalmente as noções de que os homens determinam a sua vida e a sua existência a partir das condições históricas, socialmente dadas, destacando, portanto, o modo histórico de articulação das condições objetivas e Revistas subjetivas do trabalho social. Segundo Marcuse, a revolução nasce da própria desumanização gerada pelo capitalismo e pela conseqüente sociedade tecnológica, ou seja, a revolução nasce da “náusea provocada pela prodigalidade e pela abundância da chamada sociedade do consumo, da náusea gerada pela brutalidade e pela ignorância do homem” (MARCUSE E POPPER). Trata-se, aqui da busca de uma existência humanamente digna e da estruturação de formas de vida completamente novas: “não se trata, portanto, apenas de uma modificação quantitativa, mas de uma transformação qualitativa”.

A Sociedade Tecnologica

Marcuse denomina a sociedade tecnológica desenvolvida de “sociedade unidimensional”. E, inclusive, o titulo que da a um dos capítulos de seu trabalho. A particularidade desse modelo societário, assim pensa Marcuse, além de seu elevado nível de automação (e, portanto, tecnológico) e que provoca “um funcionamento suave do todo”. Devido ao elevado nível de sua racionalidade tecnológica, essa sociedade apresenta-se com características totalitárias, que contem “uma coordenação técnico econômica não-terrorista que opera através da manipulação das necessidades por interesses adquiridos. Impede, assim, o surgimento de uma oposição eficaz ao todo” .O “pluralismo” de partidos políticos e das forças sociais não altera, substancialmente, o poder de manipulação desse modelo social. Acima de tudo, manipulam-se as necessidades; e um processo de “pré-condicionamento” que exige do individuo um estilo de vida que satisfaz “os interesses e instituições sociais”. Essa forma de consumo supérfluo gera uma espécie de “euforia na infelicidade”;são necessidades que não brotam do individuo, mas são determinadas por forças externas que o individuo não controla. Marcuse afirma que é um tipo de desenvolvimento e de satisfação heterônimas.São controles tão eficientes e profundos que o pré-condicionamento

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